domingo, 31 de maio de 2009

Roberto Rocha admite, pela primeira vez, poder concorrer ao governo em 2010


presidente do diretório estadual o PSDB, deputado federal Roberto Rocha, admitiu publicamente que pode ser uma alternativa das oposições para o governo do Maranhão nas eleições de 2010.
Em entrevista publicada na edição deste domingo do jornal O Imparcial, o deputado tucano afirmou que seria hipócrita se negasse o desejo de governar o Maranhão. “Se eu dissesse a você que não teria o desejo de governar o meu estado, eu estaria sendo hipócrita. Dedico os dias mais importantes da minha vida, que é a minha juventude a isso”, disse à jornalista Kássia Brito.
Roberto Rocha também fez referência à possibilidade de uma aliança com o PDT do doutor Jackson Lago. O tucano acredita que uma aliança PSDB/PDT pode ser trabalhada a partir de agora, através de conversas entre as lideranças do dois partidos.
Comentário meu: Tenho dito que o ideal seria que as oposições tivessem um único palanque em 2010 para a eleição de governador. Uma ampla aliança de centro-esquerda em torno de um programa, um projeto político para o Maranhão. Como a eleição de governador é casada com a de presidente da República, é pouco provável que a unidade entre os partidos aqui no Maranhão seja estabelecida.
Contudo, havendo mais de uma palanque das oposições, o que não poderá ocorrer, como disse ontem aqui no blog, é que um desses palanques, embora de oposição, possam servir de “linha auxiliar” ao grupo Sarney. Falo isso porque, volta e meia, algumas lideranças de partidos de esquerda, inclusive do PT, costumam evocar o governo Lula e a aliança com o PMDB para tantar justificar uma aproximação com o grupo Sarney, ou seja, conversa pra boi dormir, pura falácia.
Nada deve servir de pretexto para que o PT, PC do B, PSB ou qualquer outro partido esquerda, venha a se juntar com o PMDB de Sarney no Maranhão. Nesse sentido, 2010 poderá ser o ano, não apenas de eleições, mas, sobretudo, o ano também de revelações, no sentido de aparacer um outro “Ricardo Murad”, tal como em 2002. Deus queira que eu esteja errado.

PSB mantém unidade e elege José Antonio Almeida presidente


Diretório estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB/MA) elegeu, por aclamação, sábado último, no plenarinho da Assembleia Legislativa, sua nova comissão Executiva. O ex-deputado federal José Antonio Almeida foi eleito o novo presidente do PSB do Maranhão. Por determinação da Executiva nacional, o ex-deputado federal, ex-senador e secretário Especial do Diretório nacional do partido, Ademir Andrade, presidiu e coordenou os trabalhos.
Por meio de autoconvocação, assinada por um terço de seus membros, e cumprindo decisão da Executiva nacional, os 60 integrantes do Diretório estadual do PSB compareceram à reunião e discutiram intensamente a construção de uma chapa que refletisse a correlação de forças dentro do PSB maranhense. A preocupação de todos era no sentido de manter a unidade do partido. E foi o que aconteceu. Depois de muitas propostas e contrapropostas discutidas, chegou-se a composição de uma chapa de consenso com 23 membros da nova Executiva estadual.
O grupo minoritário, liderado pelo deputado federal Ribamar Alves (PSB), que foi aclamado como vice-presidente de Relações Institucionais, indicou mais cinco integrantes da Executiva estadual nos cargos de segundo vice-presidente, segundo secretário de Finanças, secretário de Meio Ambiente e os secretários especiais da Baixada e Litoral e do Vale do Mearim e Pindaré maranhenses. “A unidade do PSB deve estar sempre acima de quaisquer outros interesses. Como novo presidente eleito do partido, no Maranhão, José Antonio Almeida tem pela frente o grande desafio de conduzir o PSB de forma a mantê-lo cada dia mais forte e unido na sua luta sem tréguas em defesa do desenvolvimento do Maranhão e contra o domínio da oligarquia Sarney”, disse Ribamar Alves.
Em sua fala, o presidente do PSB do Maranhão, José Antonio Almeida, destacou a reafirmação da unidade socialista e a necessidade de construir a unidade das forças de oposição. “Hoje, mais uma vez, o PSB maranhense demonstra ser um partido maduro e consciente de suas responsabilidades como um dos partidos do campo democrático, popular e progressista maranhense. A unidade dentro de nossas fileiras e com as demais agremiações partidárias de nosso estado, que comungam do ideal de construir um Maranhão desenvolvido e livre das forças do atraso, é a nossa diretriz maior. O PSB é maior que nossas diferenças. Agora só nos cabe olhar para frente e caminhar unidos para derrotar nossos verdadeiros adversários, que são aqueles que foram derrotados nas urnas em 2006 e que, sem a legitimidade das urnas, ocupam atualmente o poder executivo estadual. Mas somos fortes e, em 2010, vamos derrotá-los novamente nas urnas”, afirmou.
O ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Edson Vidigal, disse que se sentia feliz de integrar as fileiras do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e que a manutenção da unidade dos socialistas significava também a compreensão de que o PSB não pode ter dono. “Vamos construir um partido de todos, com todos, respeitando-se sempre o contraditório e o direito de qualquer filiado participar do debate em igualdade de condições”, exortou Vidigal.
Ademir Andrade afirmou que o PSB maranhense é um partido amadurecido, responsável, forte e que tem quadros políticos competentes e de grande expressão. Ele destacou a atuação do deputado federal Ribamar Alves, na Câmara, e do deputado Marcelo Tavares, na Assembléia Legislativa, que engrandece o partido. “A unidade é a condição primeira para se lutar em defesa dos ideais socialistas. E o PSB maranhense mostra que tem essa consciência quando elege, por aclamação, sua nova Executiva estadual”, disse Ademir Andrade.
O deputado Marcelo Tavares (PSB), presidente da Assembléia Legislativa, declarou que o PSB tem um papel fundamental a desempenhar na articulação de construir novamente a unidade das oposições para, mais uma vez, derrotar o grupo Sarney nas eleições de 2010. “Nossos adversários trabalham dia e noite para nos dividir. Não vão conseguir. Mais uma vez saberemos colocar os interesses do povo maranhense acima de qualquer outro”, advertiu.
Em seu pronunciamento, o deputado Domingos Paz (PSB) apresentou uma moção de solidariedade às milhares de famílias desabrigadas pelas enchentes no estado, que foi aprovada por unanimidade, e conclamou a sociedade maranhense a formar um mutirão para ajudar aos milhares de irmãos que perderam seus bens, suas lavouras, que padecem abrigados em condições precárias, e que correm imenso risco de serem acometidos por doenças agora e após baixarem as águas.
Compareceram e também prestigiaram a reunião do Diretório estadual os deputados estaduais socialistas Paulo Neto, José Lima, Afonso Manoel e o ex-governador José Reinaldo Tavares. As galerias do plenarinho foram tomadas por filiados e militantes socialistas.
Os novos integrantes da Executiva do PSB do Maranhão são os seguintes: Presidente, ex-deputado federal José Antonio Almeida; Vice-Presidente de Relações Institucionais, deputado federal Ribamar Alves; Primeiro Vice-Presidente, Edson Vidigal; Segundo Vice-Presidente, Hudson Alves Nascimento; Terceiro Vice-Presidente. deputado estadual Domingos Paz; Secretário Geral, ex-deputado federal Luciano Leitoa; Primeiro Secretário, Antonio Carlos Serrão; Segundo Secretário, Maria da Conceição Marques; Primeiro Secretário de Finanças, José Ribamar Coimbra; Segundo Secretário de Finanças, Hélio Ricardo Macedo Faustino; Secretário Especial de Comunicação, José de Ribamar Santana; Secretária de Mulheres, Luana Maria Costa (Santa Inês); Secretária Sindical, Maria do Socorro Nascimento (Mirinzal); Secretário Especial da Baixada Maranhense e Litoral, ex-prefeito José Mário (Vitória do Mearim); Secretário Especial do Alto Turi, vereador João Francisco Carvalho (Santa Luzia do Paruá), Secretário Especial do Tocantins, Francisco Neudson Claudino (Imperatriz); Secretário Especial dos Cocais, João Bento Neto (Timon); Secretário Especial do Baixo Parnaíba, vereador Antonio Pires (Coelho Neto); Secretária Especial de Cultura e Formação Política, Iolanda Cortez (Imperatriz); Secretário Especial de Mobilização e Movimento Populares, Wagner de Abreu Castro (São Luís), Secretária Especial de Meio Ambiente, Beta Coutinho (Nina Rodrigues), Secretário Especial do Vale do Mearim e Pindaré, José Nogueira (Santa Inês) e Secretária Especial de Organização, ex-prefeita Maria Regina Costa Bastos (Governador Nunes Freire).

Terceiro mandato: "O FRACASSO DO GOLPE DENTRO DO GOLPE!"



O presidente Lula já disse diversas vezes que não aceita. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, também falou que a mais alta corte de Justiça do país não aprova. Até o PT, o maior interessado na mudança, divulgou um manifesto contra. Ainda assim, depois de quase três anos de desmentidos, começou a tramitar na semana passada a proposta de emenda à Constituição (PEC) que permite ao presidente Lula disputar um terceiro mandato no ano que vem.
De autoria do deputado federal Jackson Barreto, do PMDB de Sergipe, a emenda foi apresentada com 215 assinaturas de deputados e condiciona o terceiro mandato à realização de plebiscito marcado para setembro.
O golpe, que ganhou força com a luta da ministra Dilma Rousseff contra um câncer, mal começou sua marcha e já corre o risco de ser varrido para o lixo da história. É que, assim como seu conteúdo, a tramitação da PEC também é um trambique. Das 215 assinaturas apresentadas, 32 estavam duplicadas. As 183 restantes foram reduzidas para 166, cinco a menos do que o necessário, depois que dezessete parlamentares retiraram seu nome ou alegaram nunca ter assinado a tal lista. O golpe dentro do golpe fez a Câmara devolver a PEC ao deputado Barreto. Ele promete reapresentá-la nesta semana.
A mudança constitucional que permitiria a Lula e aos atuais governadores e prefeitos disputar um terceiro mandato deve ser aprovada até o fim de setembro deste ano para produzir efeitos já nas eleições do ano que vem. Ela precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado antes de ser promulgada pelo Congresso.
Todos os especialistas acham muito difícil a tramitação em tempo recorde, mas um precedente anima a turma dos golpistas. Em 1999, a PEC que prorrogou a CPMF, um tema nada popular, tramitou durante exatos 119 dias – prazo inferior ao que ainda existe para a aprovação da emenda do terceiro mandato. “Se houver consenso e vontade política, a emenda pode ser aprovada em dois meses e entrar em vigor nas próximas eleições”, afirma Barreto.
O deputado sergipano é o pai de aluguel da tese da re-reeleição. Ex-carteiro que se diz solidário a Lula desde as greves do ABC, Barreto herdou de Devanir Ribeiro (PT-SP), compadre do presidente, o apelo pela mudança constitucional. Barreto e Devanir não entendem por que Fernando Henrique pôde mudar a Constituição para disputar a reeleição e Lula não pode alterá-la para tentar o terceiro mandato. Simples. Dois mandatos é quase uma regra nas democracias. Três só há na África e em países como Cuba e Venezuela.

Sarney nega, em carta ao JP, ter sido dono de castelo em Portugal


SENHOR FEUDAL
Ele diz que a história, quando surgiu pela primeira vez, há vinte anos, ‘foi contestada com documento do Cartório Imobiliário de Lisboa’, mas não apresenta o documento
Pela primeira vez, nos 44 anos em que o Jornal Pequeno faz oposição à política antiética por ele representada, José Sarney – atual presidente do Senado – responde por escrito a uma denúncia que o envolve: a aquisição de um castelo em Sintra (Portugal), em 1990, por meio de uma offshore com sede num paraíso fiscal (Panamá). Reportagem sobre o assunto foi publicada pelo JP no domingo passado. Sarney disse que a história, quando surgiu pela primeira vez, há vinte anos, “foi contestada com documento do Cartório Imobiliário de Lisboa”, mas não apresentou o documento. A íntegra da carta de Sarney ao JP e os argumentos da tréplica do jornal são apresentados a seguir.
A CARTA DE SARNEY
Brasília, maio de 2009
Ao SenhorLOURIVAL MARQUES BOGÉADiretor-Geral, Jornal Pequeno
Prezado senhor,
A respeito da matéria publicada por esse jornal, afirmando haver tido eu a propriedade de uma quinta, castelo ou seja lá o que for, quero desmentir essa divulgação. Aliás, essa notícia, agora reproduzida com o objetivo de atingir a minha honra, surgiu há vinte anos, quando eu era Presidente da República, foi por mim contestada com documento do Cartório Imobiliário de Lisboa, certificando não ter nem haver tido eu nenhuma propriedade naquela cidade. Repito: não tenho e nunca tive nenhum imóvel ou o que quer que seja em Lisboa. Por Lisboa sempre tive amor, de suas cores, de sua história.
2. Mas, para que não paire qualquer dúvida sobre o meu hipotético imóvel, que nunca existiu, quero doá-lo à empresa editora do Jornal Pequeno, que tem como presidente sua progenitora, Hilda Bogéa, e seus filhos, para dele usufruírem todo o seu valor, podendo usá-lo, vendê-lo e transmiti-lo a seus herdeiros.
3. Assim, esse castelo que não existe passará a pertencer à família Bogéa, que há 50 anos insulta-me, desrespeita, injuria e difama a minha pessoa.
4. Desfrutem de mais essa patranha.
Saudações, JOSÉ SARNEY
RESPOSTA DO JP
Como o senador José Sarney gosta de numerar parágrafos, o JP vai acompanhá-lo em mais essa sua mania:
1. Nem a reportagem sobre o castelo de Sintra nem qualquer outra que envolva o senhor Sarney e seu clã são feitas pelo JP com o objetivo de atingir sua honra, como acusa o senador, e sim o que ele representa: um coronelismo político, econômico e midiático antiético, que oprime e mantém sob seu jugo uma legião de miseráveis num dos estados mais pobres do país. O senhor Sarney diz que um documento do Cartório Imobiliário de Lisboa certifica que ele não tem nem nunca teve “nenhuma propriedade naquela cidade”. “Repito: não tenho e nunca tive nenhum imóvel ou o que quer que seja em Lisboa”, complementou o senador. Vale esclarecer que a reportagem do JP diz que ele teve, por pelo menos 4 anos (1990 a 1993), a Quinta dos Lagos, em Sintra, e não em Lisboa. Por que o senador não nos envia uma cópia do documento fornecido pelo Cartório de Lisboa?
2. Em resposta à chacota do senador, “doando” a Quinta dos Lagos à família Bogéa, proprietária do JP, agradecemos mas rejeitamos o oferecimento. Primeiro porque nenhum dos Bogéa compartilha com o senhor Sarney o gosto por imóveis que lembram os senhores feudais da Idade Média (a Era das Trevas). Segundo porque o castelo não é mais do senador, portanto ele não pode doá-lo. Mas se o senhor Sarney abandonar o sarcasmo e quiser exercitar seriamente sua generosidade, pode doar aos desabrigados pelas enchentes do Maranhão uma de suas mansões de Curupu ou toda a dinheirama que recebeu ilegalmente – sem saber, é claro... – de auxílio-moradia do Senado. Aliás, essa é a sugestão da jornalista Ruth de Aquino, da revista Época. No mais, em contrapartida à boa ação do senhor Sarney, a família Bogéa e seu JP aceitam doar a ele e seu império de Comunicação um pouco de credibilidade e dignidade, que nos sobram e faltam à mídia sarneysista.
3. A família Bogéa não insulta, desrespeita, injuria e difama o senhor José Sarney há 50 anos. Como já foi dito no início, combatemos (há 44 anos, e não 50) o que ele representa: um modo antiético e imoral de fazer política, responsável pela perpetuação da miséria do Maranhão e que recentemente se estendeu ao Congresso Nacional, conforme o JP e todos os veículos sérios da imprensa nacional vêm mostrando à exaustão. Insulto, desrespeito, injúria e difamação tivemos a oportunidade de ver correndo solto no Sistema Mirante na campanha sem tréguas que resultou no golpe, via judicial (segundo o renomado jurista Francisco Rezek), que tirou do cargo um governador legitimamente eleito pelo povo e colocou em seu lugar a filha do senhor Sarney, derrotada nas urnas.
4. Traduzindo o vocabulário arcaico do senador, “patranha” quer dizer mentira. Vide “caso Reis Pacheco”, farsa da encomenda de morte do prefeito de Imperatriz Ildon Marques por parte do deputado Sebastião Madeira, as oito versões para a “bufunfa” de 1,34 milhão encontrada na Lunus etc. etc.
A Direção do JP

sábado, 30 de maio de 2009

PEGARAM ELE!!!


FARRA COM O DINHEIRO DO CONTRIBUINTE FRANCAMENTE.FRANCAMENTE, EXCELÊNCIA!
Apanhado com a boca na botija recebendo mais de R$ 3.000,00 de auxílio-moradia, sendo proprietário de uma confortável residência em Brasília e dispondo ainda da residência oficial da Presidência do Senado, José Sarney pediu desculpas e alegou que não pediu auxílio-moradia e que “alguém” vem depositando em sua conta o auxílio-moradia desde meados de 2008.
(Na última terça-feira Sarney afirmara categoricamente que não recebia auxílio-moradia. Pelo visto, a memória voltou subitamente.)
O que dizer de um cidadão brasileiro que, checando sua conta bancária, encontra depósitos mensais de mais de R$ 3.000,00 e não tem a curiosidade de conhecer a identidade desse benfeitor anônimo que todo mês pinga um “capilé” em sua conta?
Sarney é um fofo!E dizer que uma pessoa assim foi presidente da República por cinco longos anos! José Sarney não é um iniciante na política. Bem ao contrário. Deputado federal em 1958 (há 51 anos!), governador em 1965 (com uma ajudinha do recém-criado SNI), senador, presidente da República, três vezes presidente do Senado. Sarney já foi tudo neste país.
Criou uma dinastia. Tem a filha e o filho na política.Será que Sarney não sabe o que é certo e o que é errado? O que pode ser legalmente aceitável mas é eticamente inaceitável? Ou sabe e não se importa?
Um senador da República, presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, que tem residência em Brasília e tem ainda ao seu dispor a residência oficial do Senado, não lê seu contracheque ou não sabe que auxílio-moradia não se aplica?
Desde a terceira eleição de Sarney para presidente do Senado, em 2009, os cidadãos brasileiros já tomaram conhecimento de que ele requisitou seguranças do Senado para fazer a segurança de sua residência em São Luís (MA), embora ele seja senador pelo Amapá.
Os cidadãos brasileiros também tomaram conhecimento de que, das 181 diretorias descobertas no Senado, pelo menos 50 foram criadas por José Sarney. Os cidadãos brasileiros tomaram conhecimento, ainda, de que uma assessora para as campanhas de Sarney e da famiglia Sarney era também, nas horas vagas, diretora do Senado.
Flagrado, Sarney afastou a diretora… E a nomeou como assessora especial. O que será que o senador Sarney pensa de nós, eleitores? Que somos um bando de bobos. Que aceitamos qualquer coisa.
Francamente, Excelência. Isto é inadmissível.O melhor a fazer é renunciar à presidência do Senado. Além de devolver o dinheiro público, naturalmente.

Mais dois partidos consolidados para compor o cenário político em 2010


Uma nova composição que definirá os horizontes da política maranhense, já começa a ganhar corpo. A cada dia uma ampla frente de oposição vem ganhando espaço, não penas no meio político, mais principalmente nas ruas. Um clamor popular ecoa por liberdade, é a voz dos sem votos, abominando os métodos sarneysistas de permanecer a todo custo no poder, para isso, usando até a mais alta corte da justiça para se afirmar como os donos do Maranhão.

Os partidos PSD e PPS em sintonia com os anseios populares estiveram reunidos na manhã desse sábado, na Assembléia Legislativa. Os dois partidos compõem a frente que luta contra a oligarquia Sarney no Maranhão. Após as investidas do deputado Ribamar Alves, que brigava para tirar o controle do atual presidente Jose Antonio Almeida, o PSD parece que em fim se entendeu, e tudo acabou bem.

Na reunião do PPS, foi escolhida hoje a nova executiva municipal, por aclamação, a plenária escolheu o nome de Vieira Lima para presidente municipal. Ficando para a próxima semana, a escolha da executiva estadual.

Ainda sobre o PPS, Perguntei para o Pastor Porto (ex-vice governador) qual seria sua pretensão com vista a 2010, Porto falou que será candidato a deputado federal, descartando assim, a possibilidade de sair novamente como vice de Jackson Lago (PDT), que certamente sairá candidato ao governo em 2010. Jackson Lago tem uma grande aceitação do eleitorado de Imperatriz, e já estaria se movimentando para consolidar o apoio de alguns prefeitos da região tocantina.

olha ela ai de novo: EUROMAR!

CASO EUROMAR
POR SAULO MACLEAN
O empresário Orlando Lisboa Frade Neto procurou o Jornal Pequeno para acusar a concessionária da Volkswagen, Euromar, de ter-lhe tomado um veículo Bora, de cor preta, comprado no final de fevereiro. Segundo o cliente, "o fato aconteceu no último dia 17, na porta da revendedora (Jaracati)", quando ele se dirigia até a franquia para reivindicar o emplacamento do carro. Relatou Frade que na data mencionada decidiu ir até a concessionária para atender os sucessivos telefonemas dos seus funcionários, que pretendiam lhe apresentar nova proposta para resolver o problema. "Não aguentava mais saber das ligações. Eles ligavam, mas em vez de resolverem a situação, ficavam constrangendo membros da minha família, chorando e dizendo que perderiam o emprego caso eu levasse a ação judicial adiante", afirmou a vítima. Após deixar o veículo estacionado na reserva de clientes franquia VW, na avenida Carlos Cunha, o empresário disse ter entrado na loja e negociado por vários minutos o impasse do emplacamento do carro, adquirido no valor de R$ 50 mil, sob entrada de R$ 30 mil. "Durante a negociação, eles (funcionários da Euromar) tentaram até me 'empurrar' outros carros diferentes do meu, caso eu acrescentasse R$ 15 mil, com recebimento após 90 dias. Eu fiquei ainda mais revoltado com a proposta da revendedora, e saí de lá afirmando que continuaria levando o caso à Justiça", continuou o cliente.
Neste momento, o empresário disse ter se dirigido até o portão principal da Euromar, e não avistado o seu veículo, deixado parado há poucos instantes no estacionamento da loja. Preocupado, o cliente decidiu abordar algumas pessoas que estavam no local, perguntando se algumas delas havia visto um carro com as características do seu. "Uma cliente me informou que um carro preto havia passado por ela em alta velocidade, em direção aos fundos do pátio da empresa", contou Orlando Neto.
O empresário decidiu correr no sentido indicado pela cliente e, utilizando o sinalizador de alarme de seu veículo, encontrou o automóvel escondido entre os muitos que ali estavam, mas com detalhe: "os quatro pneus estavam vazios". O cliente decidiu então sair assim mesmo com o carro, mas foi "abordado por vários funcionários da Euromar". "Eles me chamaram de ladrão, e que eu era perito em dar cheques sem fundos. Eu contestei, perguntando: Como posso estar roubando o meu próprio carro?", indagou indignado o empresário que, por precaução, achou por bem levar o veículo até o estacionamento do São Luís Shopping.
No local, o cliente apresentou o ticket de entrada, a nota fiscal do veículo e a cópia da liminar judicial que lhe garante a posse do carro, aos três seguranças do estabelecimento, de forma a se resguardar. De volta à loja, Frade Neto encontrou duas viaturas da Polícia Militar, ironicamente acionadas pela Euromar, alegando que o cliente estava 'alterado'. Já acompanhado de parentes e amigos, o empresário dirigiu-se aos policiais e relatou o caso. Neste momento, o pai da vítima voltou ao estacionamento do shopping a fim de fotografar o veículo com os pneus esvaziados, porém, também foi surpreendido.
O empresário contou ainda que, naquele momento, um funcionário da concessionária, identificado apenas como Ronilson se apresentou à segurança do shopping, e sem nenhum problema levou novamente o veículo da vítima.
"Um segurança da Euromar chegou ao local dizendo que se não fosse a presença da polícia ali, resolveria o problema no 'mano a mano'". O cliente e os funcionários da Euromar se deslocaram até o Plantão Central da Rffsa, na avenida Beira Mar, onde registraram Boletins de Ocorrência. "O advogado da empresa foi ao local, e ainda tentou me intimidar para que eu não prestasse depoimento, dizendo: 'Se você depuser, o delegado terá que encaminhar o caso ao Ministério Público e aí depois você não vai poder voltar atrás, caso se arrependa'. Mas eu nunca desistiria dos meus direitos. Hoje, além de estar sem meu veículo, também estou sem meu dinheiro", protestou o empresário.
Administrador diz que segurança da revendedora lhe apontou arma
O administrador de empresas Jean Guimarães, em contato com a reportagem do JP, disse ter registrado Boletim de Ocorrência e denunciado à Promotoria de Defesa do Consumidor que um segurança da concessionária Euromar teria apontado uma arma para a sua cabeça. O fato, segundo Guimarães, teria ocorrido após ele discutir com a gerente de emplacamento da empresa, Carla Mesquita, por ter se negado a assinar um documento que, como o próprio cliente informou, "isentaria a revendedora da responsabilidade sobre o emplacamento dos vendidos por ela".
De acordo com Jean Guimarães, no sábado, 23, funcionários da Euromar teriam ligado para ele, pedindo que o mesmo se dirigisse até a empresa, pois a documentação do seu veículo, comprado em 2008, já estava pronta. "Quando cheguei, me pediram para que assinasse um documento, mas percebi que era para tirar da concessionária a responsabilidade dela de emplacar os carros que comercializa, então me neguei em assinar. Aí, a funcionária que me atendeu perguntou se eu tinha alguma ação contra a empresa, e respondi que sim. Em seguida, ela me orientou a receber minha documentação com a gerente de Emplacamento, Carla Mesquita. Esta, por sua vez, me fez a mesma pergunta e tornei responder que sim e, que, entre as ações existia uma por danos morais. A gerente questionou o porquê da ação por danos morais, se eu estava recebendo os documentos do emplacamento do carro. Foi então que respondi que não era tão simples assim e ela me chamou de aproveitador, dando início a uma discussão entre nós dois", relatou Jean.
No auge da discussão, de acordo com Jean Guimarães, um segurança da empresa se aproximou e pegou ele pelo braço para retirá-lo da sala. Jean disse que se levantou e que, quando conseguiu soltar seu braço, o segurança puxou a arma que carregava e apontou para a cabeça do cliente. "Quando o vigilante fez isso, perguntei se ele iria atirar em mim, pois era um cliente da empresa. Foi quando chegou outro homem, afirmando que iria me levar para a delegacia. A Carla Mesquita, percebendo que o segurança estava descontrolado, pediu para o mesmo baixar a arma. Ele colocou o revólver na bainha, mas manteve a mão sempre sobre ela", contou o administrador.
Jean informou que, logo que saiu da empresa, ligou para o 190. Ele disse que uma guarnição da Polícia Militar ainda se deslocou até lá, mas nada foi feito, os policiais apenas lhe orientaram a registrar uma ocorrência no Plantão Central da Rffsa.
Nesta semana, o administrador procurou a promotora de Justiça Lítia Cavalcante para denunciar o ocorrido. A promotora disse que os policiais agiram errado, pois deveriam ter prendido o segurança por porte ilegal de arma, afirmando que os vigilantes não possuem essa documentação. "Vamos encaminhar este caso para a Superintendência Especial de Investigação Criminal (Seic)", informou.
Outro lado - Após ter ouvido os dois clientes, a reportagem do JP manteve contato com a administração da concessionária Euromar para que fossem feitos os esclarecimentos necessários. Por duas vezes, a equipe foi atendida por uma funcionária de nome Alessandra, tendo ela informado que a resposta seria enviada por e-mail para a redação do jornal. No início da noite de sexta-feira, 29, outra funcionária da empresa, que se identificou como Carla, manteve contato com a redação e também disse que os esclarecimentos seriam repassados por e-mail, mas até o fechamento desta matéria, às 12h30 de ontem, não houve retorno.
(Por Mivan Gedeon)

FRENTE DE LIBERTAÇÃO, PARTE 2!


Durante coquetel de lançamento que marcou o retorno da nova Rádio Capital, realizado na segunda-feira, no Marcus Center (Renascença), tive a oportunidade de conversar, por alguns instantes, com o ex-governador José Reinaldo Tavares. Em meio ao evento, que contou com vários representantes da classe política maranhense, Zé Reinaldo anunciou para a cidade de Imperatriz o segundo encontro de reedição da nova Frente de Libertação.
Como da primeira vez, no qual antecipou em primeira mão ao blog a criação de uma coordenação política entre as forças anti-sarney do Estado para encaminhar o processo de reconstrução da Frente de Libertação - ocorrido no último dia 18, na Assembléia Legislativa - , desta vez Tavares revelou que Imperatriz será sede da segunda convocação do Movimento em Defesa do Maranhão Livre.
De acordo com ele, a reunião ocorrerá na próxima segunda-feira (01), às 9 horas, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Imperatriz. Na pauta, a discussão sobre a atual realidade política do Maranhão, o confisco dos recursos das prefeituras pelo governo estadual e o tratamento desumano do governo dado aos flagelados pelas enchentes em todo o estado.
“Não podemos aceitar que vários municípios maranhenses sejam penalizados por uma questão de cunho explicitamente política onde, por puro revanchismo do grupo Sarney, milhares de maranhenses, na maioria, moradores de cidades extremamente carentes atingidas pelas enchentes das chuvas, sejam prejudicados em função dos convênios bloqueados”, pontuou.
Na reunião estarão presentes o Presidente da Assembléia Legislativa, deputado Marcelo Tavares (PSB), deputados federais e estaduais da base de oposição ao governo Roseana Sarney, prefeitos da região, dirigentes de siglas partidários, além lideranças políticas, empresariais e comunitárias. “Espero segunda-feira, em Imperatriz, contar com a participação de todas as lideranças da região Tocantina empenhadas por fazer um Maranhão melhor”, finalizou

SARNEY VETA “CQC” NO SENADO



O programa “CQC”, da Band, não pode mais entrar no Senado. O presidente do Senado, José Sarney, vetou a presença dos humoristas do “Custe o que Custar” dentro da instituição. Ele mandou que as credenciais dos profissionais da atração fossem recolhidas e alegou que o Senado foi desrespeitado quando o programa chamou Sarney de dinossauro.
O presidente do Senado alega que a instituição foi desrespeitada pelo programa, que o chamou de dinossauro. Dessa forma, pediu ao primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), que retirasse as credenciais da equipe do humorístico “CQC”.
Em seu blog, Marcelo Tas, o âncora da atração, afirmou que a crítica não é à instituição, mas “ao senador, que está no poder há mais de 50 anos”. “Não podemos nem vamos aceitar, em pleno regime democrático, no século 21, sermos ameaçados pelo fantasma da CENSURA”, publicou Tas.



O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e os senadores João Pedro (PT-AM), Cícero Lucena (PSDB-PB) e Gilberto Gollner (DEM-MT) terão de devolver dinheiro recebido irregularmente como auxílio-moradia.
O auxílio foi criado para ajudar os senadores a manter uma residência em Brasília, pois os apartamentos destinados a eles não eram suficientes. Os quatro senadores, porém, recebiam os R$ 3.800 mensais mesmo ocupando residências de posse do Senado.
O presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que mora em seu próprio imóvel, também recebeu o auxílio, mesmo tendo à disposição a residência oficial e fazendo uso dela.
Os valores que terão de ser devolvidos por cada um não foram precisados e serão descontados diretamente do salário deles, segundo o 4º secretário da Mesa, Mão Santa (PMDB-PI).
Sarney pediu desculpas por ter “passado informação errada” aos jornalistas de que nunca recebeu o auxílio-moradia pago aos parlamentares. Na terça-feira, Sarney respondeu que “nunca” recebeu auxílio-moradia, benefício pago mensalmente juntamente com o salário do senador.
Mesmo depois de ter sido informado de que seu nome constava na lista dos beneficiários, o senador insistiu nessa versão. Seus assessores afirmaram que a lista era falsa.
Somente ontem (quarta) a assessoria de Sarney confirmou que ele recebe o benefício desde maio de 2007, e admitiu que, mesmo após ele assumir a presidência, o pagamento foi mantido. (Com informações do Portal UOL)

ROBERTO ROCHA DESMENTE SISTEMA MIRANTE


Articulação em prol dos milhares de desabrigados no Maranhão, feita pelo deputado federal Roberto Rocha junto aos governadores José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas Gerais) deixou a governadora eleita pelo TSE, Roseana Sarney Murad, incomodadíssima. Talvez, pelo fato de que o único gesto dela nesse sentido foi um passeio de lancha no rio Mearim para posar para fotos, a atitude do tucano, que repercutiu muito em todo o estado, foi alvo de críticas severas pela mídia da família da governadora biônica.
A fúria roseano-sarneysista foi tamanha, que a abertura da coluna política do jornal O Estado desta quinta foi dedicada exclusivamente a desaforos contra Roberto Rocha. Com o título “Onde estão as doações”, a coluna informa que “a governadora Roseana Sarney quer saber se as doações anunciadas pelo deputado federal Roberto Rocha foram realmente feitas”, entre outros questionamentos.
Contactado pelo blog, o deputado afirmou que todos os kits de ajuda, compostos por cestas básicas e outros donativos vindos dos governos de São Paulo e Minas foram entregues à Defesas Civil do Estado do Maranhão, o que pode ser confirmado no site do Corpo de Bombeiros do Maranhão http://www.cbm.ma.gov.br/. Outra forma de confirmar a ação, acrescentou, é acessando o próprio site da Defesa Civil do Estado de São Paulo (http://www.defesacivil.sp.gov.br/) e lendo a matéria “Força-tarefa paulista com 35 homens está no Nordeste desde o início de maio”, a qual confirma a chegada de donativos ao Maranhão oriundos de São Paulo.
Mas a verdade dos fatos é que a iniciativa do PSDB maranhense incomodou bastante o atual governo, que até agora não fez nada de concreto em favor das vítimas das enchentes, a não ser seqüestrar os recursos dos convênios assinados entre o governo Jackson Lago e os municípios maranhenses. Como é o caso de Trizidela do Vale, uma das cidades mais castigadas pelas enchentes, e que teve seqüestrada a bagatela de R$ 1,8 milhão que seria destinado ao abastecimento de água potável.
Roberto Rocha disse que lamentou o tratamento dado pelo sistema Mirante de Comunicação e pela própria governadora. “Lamento que a governadora trate com desdém uma iniciativa que não tem nada de eleitoreira. O engraçado é que até ontem um secretário do seu governo afirmou que ele que havia conseguido ajuda de São Paulo e de Minas Gerais. Será que essa “ajuda” a governadora sabe onde está? Ou só não sabe quando a ajuda é conseguida pelo PSDB?”, questionou.
UNIR ESFORÇOSO deputado afirmou ainda que o momento é de unir esforços em favor da população que sofre com as enchentes. E que ele já está fazendo a sua parte. “Enquanto os meios de comunicação da família da governadora tentam diariamente me desqualificar, eu continuo trabalhando. Ontem mesmo estava na cidade de Trizidela do Vale acompanhado do deputado federal Fernando Gabeira (PV/SP), cientistas da UEMA, UFMA e INPE/SP, entre outros, ocasião em que se definiu como prioridade o abastecimento de água potável para a cidade. Isso chama-se atitude”, disse.
Roberto Rocha lamentou ainda o tratamento dado pelo sistema Mirante de Comunicação (do grupo Sarney) e pela própria governadora. “Lamento que a governadora Roseana Sarney trate com desdém uma iniciativa que não tem nada de eleitoreira”, fnalizou.
Opinião do blog: O mais curioso nisso tudo é que a metralhadora miranteana apontou para Roberto Rocha justamente no mesmo momento em que foi divulgada a notícia dando conta de que o PSDB poderá ter candidato ao governo em 2010, o que deve ter acendido a luz amarela nos interesses da oligarquia.
Tabelas que provam os donativos remetidos pela Defesa Civil de São Paulo ao Maranhão:
Adicione-se trinta e cinco (35) Policiais Militares Bombeiros, além de 1(um) Oficial da Defesa Civil e um 1 (um) Sargento que permaneceram em São Luís juntamente com os equipamentos da tabela abaixo. Esclareço que o efetivo mencionado anteriormente foi substituido por outros 7 (sete) Policiais Militares Bombeiros em 21 de maio de 2009, além de 1(um) oficial da Defesa Civil estando em Bacabal juntamente com um Sargento.
Atenciosamente.
Cap. ArantesDepartamento de Defesa Civil(11)21938328














ENTREVISTA COM O EX-MINISTRO EDSON VIDIGAL


Sempre muito autêntico e transparente nas sua convicções, o ex-presindente do Superior Tribunal de Justiça, Edson Vidigal, falou com exclusividade ao blog.
Maranhense da cidade de Caxias, Edson de Carvalho Vidigal tem uma biografia digna de um roteiro de filme. Antes de se tornar juiz, atuou no jornalismo por vários anos. Começou como repórter policial com apenas 14 anos. A política também entrou cedo em sua vida. Ainda não tinha nem 20 anos e já era vereador em Caxias, mas foi preso e teve mandato cassado no começo do regime militar, em 14 de abril de 64.Em 1978, voltando ao estado de origem, elegeu-se deputado federal, e no congresso trabalhou pelas eleições diretas e pela redemocratização do País ao lado de Ulisses Guimarães e Tancredo Neves.Em 2006 foi candidato ao governo do Maranhão pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) onde obteve quase 15% dos votos, percentual que fez com a eleição tivesse segundo turno e favorecido a vitória do governador Jackson Lago (PDT). Abaixo, íntegra da entrevita com o ex-ministro Edson Vidigal.O que significou para o senhor a cassação do governador Jackson Lago? Edson Vidigal - Um retrocesso político irreparável para o Maranhão. Um prejuízo enorme para a democracia no Brasil. A douta maioria do TSE pareceu demonstrar que ainda não entendeu a amplitude do projeto de construção de um verdadeiro Estado de Direito Democrático inscrito na Constituição da República.O artigo primeiro, que instaura a República no Brasil, só contém um parágrafo e nesse parágrafo único estabelece a premissa única sobre a qual há de se manter funcionando a República.A Constituição da Republica decreta que “todo o poder emana do Povo que o exerce por meio de representantes eleitos” e mais adiante estabelece que só pode ser considerado eleito Governador de Estado, por exemplo, quem tiver obtido a maioria absoluta dos votos.Para se obter essa maioria absoluta dos votos a Constituição manda que se realizem até duas eleições. Ora, quem perdeu no primeiro turno e não obteve maioria absoluta dos votos no segundo turno não pode ser considerado eleito. Portanto, não pode exercer o Poder em nome do Povo.Entregar o Governo a quem não foi eleito é mais que ofensa à Constituição. É tripudiar sobre a vontade da maioria do Povo. Logo, o Governo que a maioria do TSE instaurou no Maranhão é ilegítimo, no mínimo ilegítimo porque não tem origem na vontade da maioria absoluta do Povo.A cassação decorreu de uma soma de fatores que, a estas alturas, nem cabe mais analisar. As medidas judiciais cabíveis foram ajuizadas, todas elas até agora sem resultados e nem creio que esses resultados aconteçam a tempo.O sistema judiciário brasileiro ainda se move numa imensa caatinga de leis equivocadas, jurisprudências superadas e mentes brilhantes, algumas delas, porém, inconstitucionais e outras até anti-democráticas ou anti-republicanas.Não que sejam conscientemente contra a democracia ou contra a República, o que seria entende-las como sendo favoráveis à monarquia mais decadente ou à oligarquia mais perversa, vingativa e carcomida como essa do Maranhão.Acham que defender a Democracia e a República é coisa para os políticos, ponto de vista aliás reacionário e muito retrógado. Juiz tem que se interessar, sim, por política, tem que estar antenado à realidade política porque na Democracia a política é o único instrumento transformador da sociedade.Ao compreender a Constituição da República, o Juiz não tem como se esgueirar dos seus compromissos para com o Estado de Direito Democrático. Suas decisões não podem se dissociar desse direito maior da sociedade, que é o de viver num Estado de Direito Democrático. A interpretação do direito não pode nunca ser dissociada da afirmação republicana e democrática.Aquela tigresa do Caetano Veloso, que gostava de política em 1966 e que hoje dança no frenético dancin' days, já cumpriu o seu papel e já não serve mais como exemplo.O senhor acredita que poderia ter havido outro desfecho para o processo que não a cassação? EV - Acreditei até um certo momento que a Constituição da Republica, tão explícita quanto ao tema, haveria de prevalecer sobre as firulas jurisprudenciais.Mas a partir de dado momento, quando percebi que a maioria, ainda que precária, tendia para acatar a idéia de que aquilo tudo era para entregar o Governo do Maranhão de volta a quem havia, de fato e de direito, perdido as eleições, não arredei da trincheira, como todos viram, e minha reação foi reforçar os compromissos de luta pelo fortalecimento e independência do Judiciário no Brasil. Foi quando pude constatar o quanto ainda cambaleia a democracia no Brasil.A cassação mostra que o senador José Sarney é invencível, já que se não ganha no voto, ganha nos tribunais? EV - Nesse quesito, ele se acha o cara. Mas vejo estar próximo o tempo em que não vai ser mais assim…Qual a opinião do senhor sobre a condução do processo de cassação feita pelo governo? Houve erros? EV - Muitos subestimaram o processo pelo vazio das alegações, provas engendradas, acusações sem base legal.Eu fui um dos primeiros a examinar o processo e, confesso, não ter vislumbrado êxito. Na minha visão, era uma chicanagem e não foi mais que isso.Mas não fui só eu quem pensou assim.O Senador Sarney, sempre cauteloso em suas manobras e golpes, consultou antes vários advogados de renome em Brasília e todos lhe disseram que aquilo não tinha rumo.Os advogados procurados recusaram patrocínio à causa. Ninguém iria emprestar seu nome a um absurdo daquele.Foi aí que entrou aquela respeitável dupla goiana. Mas a verdade é que ninguém, e volta e meia nem o próprio Sarney, acreditou que aquilo pudesse dar no que deu.A idéia inicial era apenas manter o Jackson emparedado com o factóide do processo, tendo assim um fantasma diuturno a enfraquecer politicamente o seu Governo.Mas quando Sarney viu Jackson deixando correr frouxo, subestimando não só o processo mas também a sua competência de não dar refresco ao inimigo, quando viu que do lado da potencial vitima ninguém se mexia, aí ele assumiu o confronto, passando a atuar abertamente nos bastidores.E nesses cenários ele é competente, ele chora, mostra humildade, bajula, seduz, injuria, enfim faz as pessoas acreditarem até que o diabo vai mesmo sair da garrafa.Aliás, Sarney teria menos prejuízo político se o processo não tivesse o desfecho que teve, o Jackson saindo como vítima e a filha dele sendo empossada na marra, antes da publicação do acórdão da decisão judicial, não dando tempo para o Supremo apreciar o recurso do Jackson.Claro que foi uma violência judicial estribada na inconstitucional jurisprudência predominante e em equivocadas interpretações ordinárias da lei ordinária eleitoral.Agora eles todos estão vendo os erros que cometeram (eu ia dizendo os erros que cometeram…)Como o senhor avalia o governo Jackson Lago? EV - Ele, Jackson, acha que foi tirado por causa dos acertos que cometeu. Eu registro que a unidade que não mediu sacrifícios para vencer as eleições no segundo turno se esfacelou entre a vitória e as primeiras semanas de Governo.O Jackson foi sendo isolado pelo seu pequeno grupo e os parceiros das lutas foram sendo tratados como estranhos no ninho, mantidos à distância.Obter o poder, ainda que pela via eleitoral, não significa que se é detentor automático da confiança do Povo. Uma coisa é encarnar as esperanças do Povo, outra coisa é deter a confiança do Povo.A confiança há que ser conquistada no dia-a-dia das ações políticas e no respeito quase litúrgico aos compromissos das alianças políticas.Quando se ganha o Poder do Estado tem que se trabalhar todo o dia, intensamente, para se ganhar o Povo inteiro. A tarefa maior é do líder.No caso do Maranhão, apoiei a coligação do Jackson no segundo turno porque ele aceitou fazer conosco, da nossa coligação – PSB, PT, PC do B, PRB, PMN, um Governo de coalização, que iria fazer a transição.Ainda hoje estamos nessa. Precisamos eleger um Governo de coalizão para fazer a transição dos 60 anos de atraso (20 do vitorinismo mais 40 da oligarquia sarneisista) para uma nova fase de práticas políticas republicanas e de ações administrativas desenvolvimentistas, todos enfim trabalhando juntos e seriamente construindo Estado capaz de assegurar melhores condições de vida a todo o Povo maranhense.Mas o que logo se viu não foi a coalizão, mas a colisão do fogo amigo… Aliados reclamavam muito do tratamento dispensado pelo governo. Você considera que o governo errou no tratamento com a classe política que o apoiava?EV - Errou bastante, pareceu não estar interessado em somar forças, nem em dividir tarefas. Pareceu querer fazer tudo sozinho, lá entre eles, uns poucos que cercaram e mantiveram o Governador no isolamento, numa espécie de cativeiro. Afora a mediocridade ambulante e indiscutível de que, em muitas áreas vitais, ele se acercou.Meu receio era o de que, ao final, o Governo não desse certo. Bem, nem houve tempo para se chegar ao final.Em algum momento o senhor achou que o governador Jackson Lago não seria cassado?EV - Como eu já disse, no começo não tinha porque acreditar que aquilo tivesse seguimento. Aquele processo era pura armação.Aquilo tudo foi tão engendrado que, no julgamento, nenhuma acusação obteve unanimidade. Os votos favoráveis foram todos divergentes nas conclusões. Ao rigor, não dava nem para lavrar um Acórdão.Mas todos viram, no final, a ginástica verbal da boa-fé iludida querendo transmudar a ignorância da realidade dos fatos em erudição doutrinária. Isso tudo para caber num Acórdão.Os diretórios estaduais do PSDB, PT e PSB entraram com recurso para cassar a diplomação da governadora e do seu vice. Esse recurso poderá ter algum efeito prático? EV - Na minha leitura, o efeito é moral. E moral para nós é muito, é quase tudo. Não podemos perder é o moral. Quando se perde o moral se perde o respeito. E a falta de respeito é muito danosa à legitimidade de qualquer causa.Fosse em outra conjuntura, eu talvez até proclamasse alguma fé. Mas depois disso tudo que aconteceu… O melhor a fazer é seguir em frente trabalhando uma nova vitória com a qual possamos construir um novo futuro para o Maranhão.Por que o PC do B foi não subscreveu o recurso? Não foi procurado pelos demais partidos? EV - O prazo para o recurso estava em cima, não houve tempo de procurar a todos. Acho que foi isso.Vamos falar um pouco sobre São Luís. Como o senhor está vendo a administração do prefeito João Castelo? EV - Pago impostos também ao Município. Tenho o direito de fiscalizar a administração e de fazer cobranças. Sou cidadão de São Luis.Por enquanto, com esses aguaceiros e a cidade ainda vitimada por modelos anacrônicos de administração, não é possível esperar do Castelo um enfrentamento dessas mazelas em tão pouco tempo. Vamos esperar que as chuvas passem…Quais as áreas, na sua opinião, que o prefeito deveria dá maior atenção?EV - Não fui candidato a Prefeito, portanto não tenho uma agenda de prioridades administrativas.Mas não podemos perder de vista que moramos numa ilha oceânica e que além da água salgada que nos cerca não teremos para onde nos expandir.A ilha começa a perder lentamente a qualidade das praias e me preocupa, por exemplo, imaginar a vida desse Povo tão pobre sem a saúde das praias.A especulação imobiliária não pode continuar em rota de colisão com os direitos da população ao meio ambiente..Temos problemas gravíssimos de saneamento básico, de planejamento urbano, de falta de água de beber, de carências de saúde, de deficiências na educação.Transporte coletivo e segurança das pessoas são prioridades inafastáveis, ainda mais agora que o governo biônico que se aboleta no Estado se ocupa em desfazer tudo de bom que, nessa área, a parceria entre o Maranhão e o Governo Federal, sob a gestão da Eurídice, conseguiu empreender.A Coligação Unidade Popular, formada pelo PC do B e pelo PT, liderada pelo deputado Flávio Dino nas eleições de 2008, move uma ação no TRE igual a que o grupo o Sarney moveu para cassar o governador Jackson Lago no TSE. Qual a sua opinião sobre essa ação? EV - Não conheço a petição inicial. O Flávio é professor de Direito e como Juiz Federal fez parte do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão.A coligação que o apoiou o Flávio acha que foi lesada. A Constituição da República garante que nenhuma lesão a direito escapará da apreciação do Poder Judiciário.Por outro lado, a mesma Constituição assegura que nenhuma decisão judicial será adotada sem respeito à ampla defesa, ao contraditório das provas e sem a observância do devido processo legal.Pessoalmente, tenho posição doutrinária contra se entregar o Poder a segundo colocado. Sou a favor de que em qualquer hipótese de eventual cassação de mandato majoritário admitida pela Constituição se convoque nova eleição. Gosto de repetir como se fosse um mantra – “Todo poder emana do Povo que o exerce por meio de representantes eleitos…”Como o senhor avalia a iniciativa do governo de entrar na justiça para impedir que os municípios recebam recursos oriundos de convênios entre o governo Jackson Lago e os municípios? EV - Isso é jogada política. Os mentores de Dona Roseana Sarney querem achacar apoio político dos prefeitos.Tomando-lhes de volta o dinheiro dos convênios, acham os mentores que poderão submeter os Prefeitos à vontade política da oligarquia. Daí dizerem que examinarão os convênios casa a caso.Ou seja, querem chamar pra perto para enfiarem a faca. Mas isso já está tão manjado..Na sua opinião, que posição o PSB deverá ter em relação a 2010? Há algum nome hoje que pode unir as forças anti-Saney numa ampla aliança para as eleição do ano que vem?EV - Defendo no partido a reedição da mesma coligação, e com a mesma composição das chapas majoritárias e proporcionais.Como foi em 2006? O PSB indicou o Governador, o PT indicou o Vice-Governador. O PSB indicou um nome para Senador e o PT indicou outro nome para Senador, isso numa eleição em que só havia uma vaga para o Senado. Agora serão duas.A coligação somou além do PSB e do PT, o PC do B, o PRB e o PMN. Todos juntos disputamos as eleições majoritárias e proporcionais.Nossa coligação, fez quase 15% dos votos para Governador, o que acabou empurrando a Roseana e o Jackson para o segundo turno e ainda elegeu 04 deputados federais e 06 deputados estaduais.Em 2010 poderemos repetir, e com mais chances de êxito, a mesma receita. Havendo segundo turno, com um pouco mais de juízo e menos ingenuidade, ou seja, mais calejados e mais maduros, venceremos com o nosso candidato ou outro candidato de oposição que nos passar à frente em votos. A oligarquia está agonizante.O senhor coloca o seu nome à disposição das oposições para candidato a governador?EV - O José Reinaldo cresceu muito junto às bases municipais com essa jogada da Roseana de querer tomar dos Prefeitos o dinheiro dos convênios. O nome dele só tende a crescer ainda mais.É um nome simbólico nessa antinomia, Povo usurpado versus Roseana. Nem teria eu me candidatado em 2006 se ele pudesse ter sido candidato.O outro nome, que não se deve omitir, em nenhuma hipótese, no espaço eleitoral da revanche, é o do Jackson.Na nossa coligação – PSB, PT, PC do B, PRB, PMN, temos outros bons nomes como o Flávio [deputado Flávio Dino/PC do B], que tem sido um dos melhores Deputados do Brasil e o Marcelo Tavares, que tem se revelado grande capacidade de liderança.O PSDB por sua vez cresceu muito nas últimas eleições. Além da liderança eleitoral expressiva de Roberto Rocha, que tem se mostrado um grande aglutinador, tem sob seu comando as Prefeituras de São Luís com o Castelo, a de Imperatriz com o Madeira e a de Açailândia com o Ildemar.O cenário hoje indica a existência de nomes muito mais viáveis eleitoralmente do que o meu.

domingo, 24 de maio de 2009

DEPOIS DE EDMAR MOREIRA, AGORA É A VEZ DE ZÉ SARNEY!


Quinta dos Lagos foi comprada no final de sua presidência, por meio de uma ‘offshore’ com sede num ‘paraíso fiscal’
Castelo, em estilo que lembra o período medieval, teria sido do presidente do Senado por pelo menos quatro anos
POR OSWALDO VIVIANIDe Sintra, Portugal
Chamado pela revista inglesa "The Economist", em fevereiro passado, de representante do semifeudalismo na política brasileira, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), adquiriu, no final de sua Presidência, em 1990, um castelo em estilo que lembra o período medieval, na cidade de Sintra, em Portugal (a 20 km de Lisboa). Trata-se da Quinta dos Lagos - imóvel de 23.400 metros quadrados de área total, avaliado atualmente em R$ 30 milhões (10 milhões de euros), sem contar o valor histórico -, que teria pertencido a Sarney por pelo menos 5 anos. A propriedade nunca foi declarada à Justiça Eleitoral nem à Receita brasileira.
De acordo com uma reportagem investigativa publicada na ocasião pela revista portuguesa "Olá", Sarney comprou a Quinta dos Lagos por meio da Almonde Securities S.A., uma offshore com sede no Panamá, mas que tem os fundos geridos na Suíça. Os dois países - Panamá e Suíça - são "paraísos fiscais" (locais que gente endinheirada busca para abrir empresas quando pretende driblar o Fisco).
A reportagem do Jornal Pequeno esteve em Sintra e Lisboa, de 14 a 22 de abril, e teve acesso, embora restrito, ao registro da transação imobiliária na 1ª e na 2ª Conservatórias (Cartórios) de Registro Predial de Sintra. A Quinta dos Lagos teria sido comprada por José Sarney/Almonde de representantes legais de uma certa família Sibourg.
Não foi possível localizar nos dois cartórios de Sintra a data em que Sarney se desfez do imóvel. O JP apurou, no entanto, que o castelo segue em nome de alguém ligado à Almonde Securities, cujos endereço e telefone em Sintra são da Quinta dos Lagos. Vizinhos e comerciantes antigos, instalados nos arredores do castelo, garantiram ao JP que pelo menos até 1993 "uns brasileiros da família de um ex-presidente da República" passavam parte do verão europeu na Quinta dos Lagos.
Assunto tabu - O "caso do castelo" é um assunto tabu para o senador José Sarney, que sempre evitou, de todas as formas, comentá-lo. O JP encaminhou ao assessor da Presidência do Senado, Chico Mendonça, dois e-mails com várias perguntas a Sarney, além de ter feito com o assessor dois contatos telefônicos.
Na única e ligeira resposta dirigida ao JP, Mendonça afirmou apenas, num e-mail, que "a informação não é verdadeira" e que "quando surgiu pela primeira vez, à época do governo Sarney, foi cabalmente desmentida". O assessor não informou ao JP os termos desse desmentido "cabal" e, certamente por orientação do senador Sarney, fez um pedido estranho, no final do e-mail: "A declaração deve ser atribuída a mim".
Reportagem investigativa - A compra da Quinta dos Lagos e a ligação da Almonde Securities com José Sarney foram divulgadas pela primeira vez numa reportagem de autoria da jornalista Maria do Rosário Lopes, publicada, pouco tempo depois da aquisição do castelo, pela revista portuguesa "Olá", um suplemento do jornal "Semanário". O JP teve acesso à publicação na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa.
A matéria é intitulada - como o romance policial de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão - "O mistério da estrada de Sintra". Nela, a repórter Maria do Rosário informa que o procurador da Almonde Securities em Portugal, na época, Carlos Aguiar, embora não tenha negado a compra da Quinta dos Lagos por José Sarney, "recusou-se a prestar maiores esclarecimentos".
A aquisição do castelo por Sarney - concretizada quando ele ainda era presidente da República - foi confirmada à repórter Maria do Rosário pela vizinhança da propriedade e por uma caseira, identificada como Maria José. Esta afirmou à jornalista que o negócio envolveu "uns brasileiros, gente importante, parece que era o Sarney".
Além da reportagem da revista "Olá", o blog http://riodasmacas.blogspot.com/, que descreve lugares e curiosidades de Sintra, posta há bastante tempo a informação de que José Sarney foi um dos donos da Quinta dos Lagos (buscar no google "quinta dos lagos rio das maçãs"). "Comprada [depois da morte do primeiro dono, Fernando Formigal de Morais] por um tal senhor Andersen, cônsul geral da Dinamarca, a quinta [dos Lagos] também teve como proprietários a família Sibourg e o ex-presidente do Brasil José Sarney", diz o blog.
O que se pergunta é: se Sarney já negou "cabalmente" ter sido algum dia dono do castelo, por que não exigiu até hoje que a informação fosse excluída do blog? Isso para ele não representaria nenhuma dificuldade, pois já conseguiu até que a Justiça retirasse um blog do ar, no Amapá (http://alcinea-cavalcante.blogspot.com/).
Cercas elétricas e cão - Para checar as informações difundidas pela revista "Olá" e pelo site "Rio das Maçãs", a reportagem do JP esteve, no dia 16 de abril, na Quinta dos Lagos, que se estende pela rua Francisco dos Santos, mas cujo portão principal fica no largo Fernando Formigal de Morais, 9. O nome do largo é uma homenagem ao primeiro proprietário do castelo (saiba mais na página 6).
O lugar é todo rodeado por muros altíssimos, onde estão instaladas cercas elétricas. Um grande cão preto também vigia o castelo.
A reportagem tocou o interfone instalado ao lado de um pequeno portão que dá acesso ao castelo pela rua Francisco dos Santos. Um empregado atendeu, porém não permitiu o acesso à área interna. Ele não quis se identificar, mas admitiu que José Sarney foi dono da Quinta dos Lagos, garantindo que atualmente não era mais. Perguntado sobre quem era o atual proprietário, respondeu com um seco e desconfiado "Não te interessa", fechando o portão na cara do repórter.
Um dia depois, numa consulta à lista telefônica portuguesa, a reportagem do JP descobriu que o número do telefone da offshore Almonde Securities em Portugal era de Sintra: 219 231 589.
Ao ligar para esse número, outra surpresa: atendeu uma funcionária da Quinta dos Lagos, que se identificou como Armandina Fernandes e confirmou que o ex-presidente José Sarney foi um dos proprietários do castelo. Depois, passou o telefone para o empregado com o qual a reportagem havia conversado um dia antes. Ele recusou-se a prestar novas informações e pediu que o repórter não insistisse.
Confirmou-se, assim, que a Almonde Securities S.A. não tem sede, nem escritório, nem funcionários em Portugal. Seu telefone e endereço atuais são da própria Quinta dos Lagos.
Mulheres e 'miúdos' - Em Sintra, é notório que José Sarney foi dono da Quinta dos Lagos. Um morador e dois comerciantes da Estefânia de Sintra, onde se localiza o castelo, afirmaram ao JP que no início dos anos 90 "uns brasileiros da família de um ex-presidente da República" eram vistos nas épocas do verão europeu (junho a agosto) entrando e saindo de carro na propriedade e frequentando o comércio local.
Os três entrevistados - cujos nomes a reportagem prefere preservar - disseram que conheceram "algumas mulheres e os 'miúdos' [crianças]", mas não se lembram de alguma vez terem visto o próprio José Sarney na propriedade.
No entanto, coincidência ou não, o atual presidente do Senado era figurinha fácil em terras portuguesas entre 1990 e 1993. Jornais e revistas da época registraram várias dessas visitas à nossa ex-metrópole ultramar. Nessas ocasiões, Sarney nunca deixava de se encontrar com seu amigo Mário Soares, do Partido Socialista, então presidente da República portuguesa. A dupla jantava quase sempre no luxuoso restaurante lisboeta Gambrinus, na rua das Portas de Santo Antão, perto da bela praça do Rossio.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Insensibilidade a toda prova !


POR ZÉ REINALDO TAVARES:






"O Jornal Nacional, de segunda-feira, e o Jornal Hoje, de ontem, da Rede Globo de Televisão, confirmaram o que disse o ex-governador José Reinaldo Tavares em seu artigo de terça-feira, aqui no JP. (O governo) “Não mexem uma palha em favor das cem mil famílias desabrigadas pelas cheias. O abandono chega a ser criminoso, e as imagens da televisão não deixam dúvidas. Doenças e fome, desespero e desamparo é o que têm. Os municípios estão praticamente abandonados nessa luta. Eles é que estão provendo a assistência médica, numa luta desigual, pois as condições em que as pessoas estão abrigadas são péssimas, insalubres, precárias. As crianças são as que mais sofrem, abandonadas pelo poder público.O Maranhão é talvez o único estado em que o governo não liga para o que está acontecendo, para esse drama, essa tragédia que se abateu sobre tanta gente. A governadora condescendeu em fazer um passeio de lancha pelo rio, muito maquiada para a TV, e deu por encerrada sua participação. Ficou exausta e os desabrigados deviam ficar felizes em vê-la em seu desfile”, escreveu e denunciou Zé Reinaldo.
E a Rede Globo, através dos seus telejornais, mostrou para todo o Brasil que se trata da mais cristalina verdade. Mostrou a Globo, em matérias produzidas diretamente por sua equipe, sem passar pelo Sistema Mirante, a dificuldade que está sendo a entrega de donativos para os flagelados no Maranhão.Disse o Jornal Nacional: “O Maranhão recebeu mais dois helicópteros para ajudar a levar auxílio aos atingidos pelas enchentes; um pertence à Marinha e o outro à Polícia Rodoviária Federal. Mas os militares decidiram só distribuir os donativos nos municípios em que a prefeitura e a Polícia Militar garantirem a segurança. Domingo, 17, moradores de Icatu, a 100 quilômetros de São Luís, tentaram saquear um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) que levava cestas básicas”.As imagens da tentativa de saque foram exibidas para todo o Brasil, o que mostra que o governo do Estado não se sensibilizou para o problema, que a governadora Roseana Sarney continua insensível ao drama dos desabrigados que estão passando fome no interior do estado. Tivesse o governo assumido de verdade a situação, não teríamos tentativas de saque como essa de Icatu. E o governo federal não estaria condicionando as ajudas à segurança dos seus agentes.É a triste realidade do Maranhão, hoje, entregue brutalmente pela Justiça Eleitoral a um grupo que está pouco ligando para o sofrimento de centenas de milhares de pessoas."

TU DE NOVO EDINHO?!


Em aparte ao colega de partido piauiense Heráclito Fortes (DEM-PI), o senador Lobão Filho (PMDB-MA) disse hoje (20) no plenário do Senado que o governo do Maranhão deveria montar um “grupo de crise”, a fim de encaminhar as demandas dos municípios ao governo federal, viabilizando o repasse das verbas.
Durante seu pronunciamento, Lobão falou do atraso na liberação das verbas para socorrer a população das cidades inundadas e chegou ao ponto de chamar os prefeitos maranhenses de irresponsáveis e incompetentes, pois, segundo ele, não tiveram a capacidade de apresentar projetos viáveis para a liberação de recursos federais aos desabrigados atingidas pelas chuvas.
Pode-se concluir que a insatisfação de Lobão Filho parte do seguinte fato: do total de R$ 1 bilhão sugeridos ao presidente Lula para a recuperação dos municípios atingidos pelas chuvas e ajuda aos desabrigados - como pretendia arrancar o grupo Sarney na visita aérea de Lula ao estado - o Maranhão deve receber pouco mais de R$ 50 milhões.

CARRO PARA ENTERRO?! É NA EUROMAR!!!!


Em nome da funerária Pax União, a Euromar teria adquirido noves New Beatle (substituto do Fusca), 237 Voyage e três Bora, como forma de adquirir automóveis com descontos generosos para vendê-los a pessoas físicas a preços inferiores aos sugeridos pela fábrica

O Maranhão não Aguenta mais a Governadora dos 4 Votos


POR ZÉ REINALDO TAVARES:




"A família Sarney mais uma vez é a causa maior do atraso e da pobreza do estado. 'Ô, sina'! O Maranhão, depois de um esforço enorme para estabilizar as suas contas e a adoção de uma radical mudança da agenda governamental, que finalmente priorizou a melhoria dos seus indicadores sociais (renda per capita, escolaridade média, combate ao analfabetismo e de outras mazelas sociais), vê agora tudo ir pelo ralo. Quiséramos poder esperar que não...
Quiséramos esperar que a grande imprensa, assim como o fez recentemente (a revista Veja, p.ex.) pudesse publicar estudos comprobatórios positivos, oriundos de renomadas instituições - como A Fundação Getúlio Vargas - mostrando que Maranhão, como no meu período de governo, obteve avanço em relação aos indicadores sociais.No período em que governei o estado foi assim. O Maranhão foi o terceiro estado brasileiro que mais avançou em relação a tais indicadores. Comprovadamente. Em outras palavras, com os referidos estudos, foi possível ver que o novo caminho que o Maranhão escolheu a partir da minha gestão deu certo, tudo em benefício de seu povo. Bastava prosseguir.E era isso que vinha acontecendo no governo Jackson, evidentemente, respeitando particularidades de cada um. Os convênios com os municípios foram fundamentais para a amplificação do êxito do governo e, por isso, continuados. Parecia que finalmente o Maranhão decolaria...Com a decisão dos 4 Ministros do TSE, sem dúvidas, tomada sob grande pressão do Presidente do Senado, José Sarney, isso tudo mudou. O estado está parado, como bem coloca a excelente jornalista Dora Kramer do Estado de São Paulo em recente artigo. Segundo o que diz, o estado do Maranhão sofre com as incertezas sobre o futuro, geradas pela paralisia que aqui se abateu desde a posse de Roseana Sarney.Infelizmente, o quadro é obscuro. Quando vierem novas pesquisas, o estado deverá sofrer brutal regressão. Roseana legou ao Maranhão, após deixar o governo há 7 anos, a última colocação entre os estados brasileiros em relação a todos os indicadores sociais. Não merecia recebê-lo de volta. E ela continua a mesma, pasmem. Por último, disse à revista Época que no seu governo os indicadores sociais do estado melhoraram. É caso de insanidade!Vamos ver a sua contribuição desse governo de opereta nesses pouco mais de trinta dias:1. Em uma sanha revanchista, sem precedentes, tem um grupo autorizado pelo governo, examinado listas de pessoal, demitindo todos que lhes pareçam simpatizantes do governo anterior. Com isso deram enorme contribuição para a inoperância dos órgãos de governo. Não interessa o mérito. É o aparelhamento sarneysista.2. De maneira inusitada, resolveram tomar dinheiro das prefeituras. Retiram a verba de suas contas, utilizando sentenças eivadas de vícios de origem, pois, segundo advogados, para serem prolatadas deveriam ser acompanhadas das cópias dos convênios, o que não aconteceu. Assim, estão retirando das contas até dinheiro aquelas receberam do governo federal. Uma loucura. É para intimidar a classe política. Querem subjugar os prefeitos pelo medo. Para os menos aguerridos, mandam recados que podem devolver alguma coisa. Na verdade só querem ganhar tempo e diminuir as reações. Eles querem é o dinheiro, aliás, nunca esconderam isso.3. Não mexem uma palha em favor das cem mil famílias desabrigadas pelas cheias. O abandono chega a ser criminoso e as imagens da televisão não deixam dúvidas. Doenças e fome, desespero e desamparo é o que têm. Os municípios estão praticamente sós nessa luta. Eles é que estão provendo a assistência médica, numa luta desigual, pois as condições em que as pessoas estão abrigadas são péssimas, insalubres, precárias. As crianças são as que mais sofrem, abandonadas pelo poder público. O Maranhão é talvez o único estado em que o governo não liga para o que está acontecendo, para esse drama e tragédia que se abateu sobre tanta gente. A Governadora condescendeu em fazer um passeio de lancha pelo rio, muito maquiada para a TV, e deu por encerrada sua participação. Ficou exausta e os desabrigados deviam ficar felizes em vê-la, em seu desfile. E nessa hora terrível é que ela, insensível, resolveu tirar dinheiro dos prefeitos. Qualquer um daria recursos para os prefeitos minorarem o drama da população. Ela, no entanto, não quer saber. O que quer é apenas o dinheiro. Em vão, tenta fazer crer que não recebeu dinheiro de Jackson. O que dizer então sobre os 380 milhões deixados? Dinheiro esse constante do fluxo de caixa do estado? O Maranhão, com esse tipo de gente no governo, vai levar muito tempo para se recuperar. Milhares de famílias perderam tudo: casas, camas, geladeiras, televisão, outras mobílias, e talvez até mesmo assaltadas em seu orgulho e auto-estima. Como se recuperarão sem ajuda? E no setor rural, a fome e a miséria aumentarão muito, pois sem socorro, perdem tudo que plantaram, sua atividade, seu ganha-pão. Não merecem tanto descaso...4. Roseana, a governadora dos 4 ministros, não quer dar os aumentos já autorizados por Jackson em medida provisória. A gratificação dos professores escapou, porque ela mandou buscar as medidas de volta e depois desistiu. Claro, pois a devolução teria que ser autorizada pelo plenário da Assembleia, certamente com as galerias lotadas de professores. O medo da rejeição a fez mandar buscar seu ofício de volta. Com os servidores em geral e a Polícia Militar, em particular, ela também não quer dar os aumentos. Mas mudou de tática. Agora, toda vez que a media provisória vai a votação, ela manda a sua bancada de deputados apoiadores se retirar de plenário, afetando o quorum da reunião. Se não houver reação nas galerias, ela vai tentar empurrar com a barriga por muito tempo. Aumento não é com ela. Em oito anos de governo, os servidores nunca foram respeitados. Tiveram zero de aumento. Ela é a mesma.5. A maior prova da paralisação administrativa do Maranhão é dada pela circulação do Diário Oficial. Não circulou em dia nenhum desde que Roseana usurpou o governo. Mais que uma irregularidade, um crime, pois contraria a Lei e atende ao desejo de falta de transparência que quer o governo, prejudicando o acompanhamento e a fiscalização dos seus atos. Se o Diário Oficial atrasava um dia no governo Jackson, a mídia Sarneysista acusava o governo de esconder seus atos. Hoje, com esse governo, atrasa todos os dias. O que poderão dizer?6. É risível. Para simularem trabalho, assinam, com toda a pompa mais um protocolo da refinaria da Petrobras. Sendo que tudo isto já havia sido assinado por Jackson. São os reis da embromação!Mas essa lista é muito maior... Contudo, por hora, pararemos por aqui.Na próxima semana, falaremos da reunião de Resistência Democrática. Animador. Até lá!"

Gutemberg Araújo apresenta metas para a saúde de São Luís na Câmara


O secretário municipal de Saúde, Gutemberg Araújo, apresentou, durante painel realizado ontem, 20, na Câmara Municipal de São Luís, as metas e determinações emergenciais que estão sendo adotadas pelo prefeito João Castelo para resolver a situação caótica encontrada no sistema de Saúde da capital.
Gutemberg destacou como prioridade número um a contratação imediata de profissionais da área da Saúde (médicos, enfermeiros, auxiliares, socorristas etc.) para suprir o déficit existente, hoje, no quadro funcional das unidades municipais, apesar de já terem sido efetivados profissionais aprovados no último concurso.
"Como se trata de uma situação de emergência, pois o colapso é muito grande na Saúde e nós precisamos desses profissionais no tempo mais hábil possível, está sendo estudada com o Ministério Público a modalidade de contratação que será adotada para a admissão desse pessoal; se será por concurso, processo seletivo simplificado ou outra forma legal", explicou o secretário.
No painel, Gutemberg Araújo apontou as principais deficiências e fragilidades verificadas, atualmente, na rede municipal de Saúde, e apresentou os projetos e ações em andamento para sanar o problema na capital. "Não estamos aqui para mascarar o problema, mas para mostrar à população o que encontramos e apresentar as ações planejadas para resolver o problema", disse o secretário.
Além de reformar, reestruturar e fortalecer o atendimento de urgência das Unidades Mistas e de Pronto Atendimento (UPAs), nos bairros da capital, com a implantação de aparelhos de ultrassom e raio-x em todas elas, a Prefeitura ainda tem como meta converter em Unidade de Saúde da Família os centros de saúde Carlos Macieira, Radional, Vila Nova, Vila Bacanga e Cohatrac.
"O objetivo é aumentar a cobertura desse sistema de atendimento, extremamente necessário para a efetivação da saúde preventiva, cujos resultados são mais eficazes e custam menos que a saúde curativa", complementou Gutemberg.

Zé Reinaldo Tavares discute conjuntura política com PPS


O ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) participou debate com filiados e dirigente do PPS (Partido Popular Socialista). Com o tema "conjuntura política e radicalidade democrática", Zé Reinaldo discutiu os rumos da política no estado, após a cassação do governador Jackson Lago (PDT) pelo TSE (Tribunal Superior eleitoral).
Os filiados questionaram o ex-governador como conseguir a unidade da oposição ao grupo Sarney, diante das cisões após as eleições municipais. Zé Reinaldo mostrou-se otimista e afirmou que acredita no bom-senso, experiência e equilíbrio dos políticos maranhenses, lembrando que o inimigo está "do outro lado".


O evento fez parte do ciclo de debates preparatórios aos Congressos Estadual e Municipal e foi realizado em ação conjunta dos Diretórios Estadual do PPSMA e Municipal do PPS em São Luís.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

SAÚDE DO MUNICIPIO CRITICA!!!



O secretário municipal de Saúde, Gutemberg Fernandes de Araújo (foto), disse hoje, em audiência na Câmara de São Luís, que o diagnóstico da saúde na capital maranhense não é um dos melhores. Segundo ele, as dificuldades de funcionamento no setor são enormes, com carências estruturais e com a necessidade urgente de reforma nas unidades hospitalares.
A discussão foi proposta pelo vereador e médico Fernando Lima (PCdoB), que também destacou a urgência na implementação de medidas eficazes para melhorar o tratamento que deve ser dado ao setor. “Aqui o que fica de concreto é que esta Casa (a Câmara) deve caminhar junto com o Executivo municipal para mudar essa realidade”, argumentou o parlamentar.
“Temos um projeto de parceria institucional com o governo do Estado, através da Secretaria Estadual de Saúde, para promover a mudança do perfil dessas unidades. Essa mudança vai compreender não só a questão assistencial, mas também a questão estrutural , por meio da aquisição de medicamentos. Esse é o trabalho que estamos traçando no momento”, declarou Gutemberg Fernandes.
O secretário disse ainda que o município tem uma grande deficiência em recursos humanos. Ele citou como exemplo, que no último concurso que houve no setor, todos os médicos foram chamados, mas houve uma enorme evasão desses profissionais por conta de baixos salários. “Isso criou uma deficiência enorme de profissionais na rede de saúde do município de São Luís”, ressaltou.

Oficializada comissão do Censo 2010 no Maranhão


SÃO LUIS - O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Pereira Nunes, esteve na capital maranhense. Na visita feita à governadora Roseana Sarney, na tarde desta terça-feira (19), no Palácio dos Leões, ele oficializou a criação da Comissão Censitária Estadual (CCE) do Censo 2010 no Maranhão.
Compareceram ao encontro o Gerente do IBGE no Maranhão, Sérgio Motta, o chefe da Unidade Estadual do IBGE no Maranhão, Marcelo Virgínio de Melo; os secretários estaduais Gastão Vieira (Planejamento, Orçamento e Gestão), César Pires (Educação) e Ricardo Murad (Saúde).
Durante a reunião, a governadora Roseana Sarney destacou a importância do Censo para o Brasil e para o Maranhão, uma vez que, por meio dele, obtém-se dados técnicos e reais sobre o número de habitantes dos municípios e estados, bem como as condições de vida das famílias.
O presidente do IBGE, Eduardo Nunes ressaltou que o trabalho está começando com um ano de antecedência e que, neste primeiro momento, são definidas as comissões censitárias que ficarão responsáveis pelo trabalho de coleta dos dados, que começará no dia 1º de agosto de 2010.
- Pela primeira vez, os recenseadores oferecerão duas opções de resposta. Além de poderem usar o aparelho PDA, os entrevistados poderão optar por fornecer as informações via internet, no site do IBGE - informou Eduardo Nunes.
A intenção do IBGE é que entre 5% a 10% da população do Maranhão forneça os dados por meio da internet, o que equivale a uma população entre 5 e 10 milhões de pessoas. No Brasil, o trabalho será desenvolvido por 230 mil recenseadores. No Maranhão, a previsão é que seja mobilizado um total de cinco mil pessoas para todo o processo. O treinamento dos supervisores terá início no mês de fevereiro e o dos recenseadores em abril.
Nos meses de maio e junho, as equipes darão início ao trabalho de identificação dos domicílios e em agosto ocorrerão as entrevistas. No Brasil, serão visitados 58 milhões de domicílios e o orçamento previsto para o trabalho é de R$ 1,4 bilhão. Pelo último Censo, realizado em 2000, o Maranhão tem 6.305.539 habitantes. São Luís conta com cerca de 970 mil habitantes, conforme a última contagem.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Zé Reinaldo conclama o povo à luta e garante: "Oposição unida vai derrotar Zé Sarney, de novo, em 2010!!"


O ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) declarou, na manhã de ontem, que as forças de oposição têm amplas e totais condições de ganhar novamente, em 2010, as eleições no Maranhão, elegendo o governador do Estado, senadores, deputados federais e deputados estaduais. “Da mesma forma que obtivemos aquela memorável vitória em 2006, vamos ganhar, de novo, no ano que vem”, afirmou Zé Reinaldo.

Ele coordenou e proferiu o discurso de abertura do encontro que reuniu, no auditório Fernando Falcão, da Assembléia Legislativa, representantes de todos os partidos de oposição ao grupo Sarney no Maranhão. Conclamando o povo, através de suas lideranças, à resistência democrática, Zé Reinaldo teceu duras críticas à governadora Roseana Sarney: “Estamos diante de um governo de opereta. É um governo de faz-de-conta”, afirmou o ex-governador, explicando que as fragilidades do grupo Sarney são o grande trunfo para a vitória da oposição em 2010.

Para demonstrar o peso político da reunião, Zé Reinaldo lembrou que dela participaram representantes dos dois principais partidos que dividirão os palanques em 2010 na disputa pela Presidência da República: PT e PSDB. No cenário regional, ele também destacou a importância dos outros partidos, que deram sustentação ao movimento que saiu vitorioso nas eleições de 2006. “Esta causa é extremamente viável”, refletiu.

Diante do auditório lotado, Zé Reinaldo fez um chamamento à unidade e bradou: “Este espaço da resistência está firme e será sempre vencedor”. Zé Reinaldo disse que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cassou o ex-governador Jackson Lago (PDT) e nomeou Roseana Sarney para substituí-lo, é questionada por autoridades de renome nacional, “que se revelam estupefatas com o que aconteceu”.

Para Zé Reinaldo, a derrota de Roseana Sarney nas urnas, em 2006, foi uma resposta inequívoca da população ante o atraso a que o Estado foi submetido por décadas. “Os péssimos indicadores sociais fizeram com que o Maranhão fosse tratado em tom de galhofa. Isso motivou o eleitor a trocar de grupo político nas eleições de 2006”.

O ex-governador lembrou as condições que encontrou o Estado, quando assumiu o governo. Destacou que sua primeira atitude no exercício do poder foi sanear as finanças públicas e eliminar o grau de dependência financeira do governo federal.

Como indicativo do êxito de sua política fiscal, Zé Reinaldo citou uma matéria publicada numa das últimas edições da revista Veja, que apontou o Maranhão, durante o período do seu governo, como o terceiro Estado que mais cresceu e se desenvolveu socialmente. A iniciativa da governadora Roseana Sarney de cancelar os convênios firmados com os municípios também foi motivo de críticas. “Isto é uma coisa nunca vista, o governo atacar o caixa das prefeituras!”. Segundo ele, na ânsia de reaver os recursos, o governo apropriou-se até de repasses do governo federal, como foi o caso do município de Icatu.

FRENTE DE RESISTêNCIA! VAMOS JUNTOS........


Sem Ódio e sem Medo


POR ZÉ REINALDO TAVARES





É uma prática, usual dos espertos ladrões de rua, fugirem de suas vítimas gritando "pega ladrão". Desvia a atenção daqueles que eventualmente poderiam ajudar a prendê-los, mas ignoravam o delito que havia sido cometido. O estratagema é usado à exaustão pelos que tomaram de assalto o governo do Estado. A quadrilha que se instalou no Poder e se organiza para "descontar o atrasado", procura, desde já, desviar a atenção da população para os ilícitos que planeja cometer.
Usam e abusam dos meios de comunicação que controlam para "vender" aos incautos "escândalos" imaginários (engendrados por suas mentes doentias) supostamente protagonizados pelos que legitimados pela maioria soberana da vontade popular exerciam o Poder.Imaginam eles, que o povo não tem memória. Apostam que o tempo se encarregou de apagar a lembrança da tristemente famosa Paulo Ramos-Arame.Foram 33 milhões de dólares pagos pela governadora Roseana Sarney à E I T e à Planor (do seu irmão Fernando) por uma estrada que nunca foi feita. E o prejuízo de 333 milhões de reais do BEM (Banco do Estado), sucateado ao longo do governo Roseana e vendido ao Bradesco por 72 milhões? Tão lamentável quanto a perda do BEM, foi a venda, a preço de banana, da quase falida Cemar. Dois patrimônios dos maranhenses que se foram e não voltarão jamais.Ainda hoje esperamos uma explicação honesta para saber de onde saíram e onde foram parar as 26.800 "oncinhas" (R$1.340.000,00) apreendidas pela Polícia Federal na sede da Lunus, "empresa", cuja acionista majoritária é a governadora Roseana Sarney com 82% do capital social. Porém, nada é mais revoltante que a despudorada grilagem do Convento das Mercês pelo senador amapaense José Sarney. Sua restauração custou, aos cofres do Estado, US$ 9.500.000 (dólares). Não é justo, não é honesto, que hoje integre o patrimônio da família, escondido sob o manto roto da Fundação José Sarney. Foi ainda nessa relíquia do patrimônio arquitetônico, que é o Convento das Mercês, que hospedou-se a Mostra dos 500 anos do descobrimento do Brasil. A peso de ouro. Foram 600 mil reais pagos pela governadora Roseana Sarney à Fundação do seu pai. A Mostra, em si, custou mais de R$ 4.000.000,00 pagos à Brasil Conecta do padrinho de casamento Edemar Cid Ferreira (leia-se, Banco de Santos). Edemar é também o titular do cartão de crédito internacional sem limites de gastos, do qual a Sra. Roseana Sarney foi "dependente" por longos anos. Foi ainda o "bondoso" Edemar que salvou os 2 milhões de Sarney antes da intervenção no Banco de Santos.O que há de comum entre o Hospital do Ipem e a Mansão dos Sarney no Calhau? São gêmeos univitelinos. Foram gerados pelo mesmo empreiteiro e pagos pela mesma fonte. Exemplo perfeito da simbiose entre o público e o privado.Alguém se lembra do Buraco da Ivesa? Edital, licitação, homologação do resultado, empenho, ordem de serviço, execução da obra, recebimento dos serviços, liquidação da despesa e pagamento, tudo isso, acredite, em um só dia. Se estiver duvidando, pergunte ao Ricardo Murad. Aliás, quando se trata de ilícitos ele é catedrático. Não é a toa que ele responde, já como réu, a dois processos: um por improbidade administrativa, outro por formação de quadrilha. Ambos, conseqüência de sua passagem pela Gerência Metropolitana. Certamente o currículo será enriquecido após o período à frente da Secretaria de Saúde.Bem, quando se trata de falcatruas, sobre o Grupo Sarney daria para escrever uma enciclopédia. Mas, quando falam em inquérito policial e Polícia Federal logo vem a lembrança o famoso Bar Opção (na Rua do Egito,) e a querida e "empoada" Suely - "Suca", na intimidade da Poderosa Família. Mas deixa isso pra lá. São coisas da Nova República.Novidade mesmo só a prática inaugurada pelo trêfego e saltitante Procurador Geral do Estado e prontamente adotada (ou teria sido encomendada?) pelos Secretários de Saúde e de Educação. Trata-se de delegação de competência para os Secretários Adjuntos ordenarem, liquidarem e pagarem despesas, assumindo assim a responsabilidade que deveria ser dos titulares. Precavidos esses Secretários, hein? O que será que estão tramando?Agora, obsessão doentia é essa de confiscar o dinheiro dos convênios com os municípios. A iniciativa é do "dono" do governo, Ricardo Murad, prontamente encampada pela governadora que não tem autoridade (dizem alguns do próprio governo), para contrariar o outrora desaforado e desbocado cunhado.O pior de tudo é a insensibilidade para com o sofrimento do nosso povo. Nunca, em tempo algum, fomos tão castigados pela natureza quanto agora. Rodovias federais cortadas, chuvas intermitentes, cidades submersas, rios cheios, milhares de desabrigados. Até o Rio Itapecuru, surpreendentemente, subiu além da conta. É como diz o povão: "ela" chegou "carregada". "Carregada" de azar, de revanchismo, de ódio. Só isso explica o achincalhe diário, as insinuações maldosas, a provocação rasteira e o terrorismo moral e político de que se utilizam para tentar legitimar um governo ilegal e ilegítimo. Nada disso nos amedronta. Nesse enfrentamento não se pode dar a outra face. Será sempre olho por olho, dente por dente.Esse é o espírito da RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA que fará sua primeira reunião na segunda-feira, dia 18 de maio, às 9h, no Auditório da Assembléia. Vamos lá. A luta continua.

Abrigo está há duas semanas sem água potável

Sem energia elétrica, cestas básicas e água potável há quase duas semanas, as cerca de 40 famílias abrigadas em um hospital abandonado de Trizidela do Vale (MA) dizem sentir falta de "notícias sobre outros lugares", de água gelada e de ventilador para espantar mosquitos.
Mais de 80% dos 18.300 habitantes da cidade tiveram a casa inundada pelo rio Mearim, segundo a Defesa Civil do Estado.A reportagem passou uma noite no abrigo improvisado. Nele, mães não dormem para espantar mosquitos, paredes viraram mictórios e velas acesas para santos em altares também iluminam o jantar.Sem energia, os desabrigados não podem guardar comida em geladeiras. "A gente come o que consegue e depois joga fora. É impossível guardar para depois", diz Paula Sousa, 24, há dois meses no abrigo.A energia foi cortada pela Companhia Energética do Maranhão devido ao risco de acidentes. A água utilizada para consumo é captada das chuvas ou do rio, que inundou a cidade e se misturou com o esgoto.RotinaAlguns desabrigados continuam trabalhando, já que precisam pagar até pelas canoas, que cobram R$ 2 pela travessia até a vizinha Pedreiras."A gente passa o dia sem fazer muita coisa, jogando dominó, falando da vida dos outros", brinca Maria de Nazaré Soares, 61, no abrigo com três filhos, 18 netos e três bisnetos, que se revezam para dormir.O fornecimento de leite foi interrompido depois de funcionários da prefeitura serem recebidos com sacos de urina. Ninguém soube explicar o motivo da agressão.Agora, os atingidos só têm contato com o poder público nas rondas diárias feitas de lancha pela Polícia Militar. A Defesa Civil do Estado diz que é responsabilidade da prefeitura solucionar problemas. O prefeito, Jânio de Sousa Freitas (PDT), não foi localizado para comentar as condições sanitárias."Sortudos"A família de Mikaely Nogueira, 17, é a única que consegue dormir, apesar dos latidos de cachorros, das brigas familiares e dos gritos de pessoas doentes."Nós somos sortudos, ficamos com o consultório 2, que é fechado. Só minha família está nele", diz a garota, que divide um cubículo com sete parentes.Maria Rita, 30, que mora no andar superior, diz que emagreceu 20 kg e está há três meses com dores e tosse intensa -foi ao médico, mas voltou por "falta de sintomas". Das 21 pessoas no quarto, só Natália, 3, não acorda com os gemidos da tia, mesmo dormindo sobre um pedaço de espuma.Link original
Comentário do Blog: E o governo do estado, onde está? Esse prefeito, que está fazendo das tripas coração, foi um dos que teve o dinheiro retirado da conta da prefeitura que dirige pelo governo estadual. E a Governadora? Está de ferias? Só das administrações públicas municipais tomou R$ 400 milhões. Para quê? Só para para entesourar? Roseana não se comove com o drama das pessoas ou não tem tempo de se informar do que está acontecendo? E acha que está governando…

Para revista Veja, Sarney faz ‘teatro da moralização’


ABERRAÇÕES NO SENADOPublicação diz que medidas de José Sarney contra os escândalos do Senado são ‘teatrinho de má qualidade, cuja trama é tão surrada quanto a encenada há 14 anos’ .Em matéria sobre a reforma administrativa do Senado, a revista Veja que chega hoje às bancas do Maranhão chama o presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP), de "demagogo" e afirma que as intenções moralizadoras de Sarney são só "teatro". "Os dois [Sarney e um diretor da FGV, que fez um estudo para enxugar a estrutura do Senado] disseram o que a platéia queria ouvir, e não o que será feito. Não há força do universo, nem mesmo José Sarney, que consiga demitir dois terços do Senado", diz a publicação. Veja a íntegra da matéria:"O presidente do Senado, José Sarney, convocou a imprensa na semana passada para anunciar com orgulho os resultados de um estudo feito para extirpar da burocracia da Casa as aberrações que vieram a público nos últimos meses - coisas como a existência de 181 diretores, ou funcionários que são donos de mansões, ou verbas que bancam toda sorte de despesa pessoal dos senadores... O estudo foi encomendado à conceituada Fundação Getulio Vargas, que dispôs de 35 dias e 250 000 reais para apresentar uma proposta de limpeza do Senado. Em 1995, a mesma FGV recebeu a mesma tarefa do mesmo senador José Sarney - que, talvez por uma coincidência cósmica, era presidente do Senado na ocasião.O noticiário recente demonstra que essa velha parceria não deu muito certo. O ato da semana passada seria uma coletiva, mas, assim que Sarney proclamou as primeiras palavras moralizadoras, descortinou-se um teatrinho de má qualidade, cuja trama é tão surrada quanto a encenada há catorze anos.Sarney pôs-se a arengar: 'Não sou daqueles que gostam de soltar fogos de artifício. Não vamos fazer espetáculo, mas é uma reforma de profundidade. Vamos cortar 40% da estrutura da Casa'.No ato seguinte, um diretor da FGV assegurou que o Senado funcionaria perfeitamente com apenas um terço dos funcionários que tem hoje. Os dois disseram o que a platéia queria ouvir, e não o que será feito. Não há força do universo, nem mesmo José Sarney, que consiga demitir dois terços do Senado.A demagogia do discurso ficou evidente quando os atores admitiram que os superburocratas do Senado podem até vir a perder o título nobiliárquico de 'diretor', mas manterão os salários e as gratificações.Na verdade, se acatada, a proposta da FGV resultaria numa economia de apenas 650 000 reais mensais - um trocado, se comparado ao orçamento anual do Senado de 2,7 bilhões de reais.'A redução de despesa não é significativa', concluiu um dos doutores da FGV, num raciocínio que impressionou. O papelório consiste de um amontoado de intenções vagas. Há nele 121 páginas, muitas palavras difíceis e poucas propostas exequíveis.Entre 'macrofluxos' e 'departamentalizações', a palavra 'transparência', que é exatamente tudo o que o Senado mais precisa neste momento, aparece uma mísera vez - e somente de modo genérico, vago.Os doutores da FGV, no entanto, deixaram claro que não puderam ir a campo e que dispuseram de um 'tempo exíguo' para preparar o relatório. Quando as perguntas dos jornalistas começaram a se multiplicar, Sarney percebeu que a peça não agradara - e saiu de fininho."(Diego Escosteguy, da Veja)