terça-feira, 30 de junho de 2009

TSE manda TRE-MA ouvir testemunhas na ação que pede a cassação de Roseana

O ministro Ricardo Lewandowski, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou, no último final de semana, ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), que ouça as testemunhas arroladas em um dos três recursos contra a diplomação da governadora Roseana Sarney e do vice-governador João Alberto de Souza. Lewandowski ficou prazo de 45 dias para cumprimento da decisão. A ação, com fundamento no art. 262, I e IV, do Código Eleitoral, foi interposta pelo PSDB, PSB e outros.


Os recorrentes pedem que sejam citados tanto Roseana, "que é identificada como beneficiária de abuso de poder político, e cuja incompatibilidade para o exercício do mandato para o qual foi recentemente diplomada é apontada neste recurso, como o vice-governador João Alberto de Souza, para que seja assegurado, nos termos da Constituição, o devido processo legal".


Alegam os recorrentes que Roseana Sarney, ao afastar-se do partido pelo qual foi inscrita candidata a governadora, em 2006, rompeu essa relação de representação."Sendo assim, a recorrida não faz jus a exercer, já agora filiada ao PMDB, a um mandato que foi conquistado pelo PFL, hoje DEM. Há, por isso mesmo, incompatibilidade entre a candidata de ontem e a chefia do Executivo hoje exercida", observam.


O PSDB e o PSB alegam, ainda, que houve houve utilização da máquina estatal para beneficiar a candidatura de Roseana, que, "embora não tenha sido proclamada vencedora do pleito em 2006, acabou de sê-lo por decisão do TSE".Citam, também, os convênios com municípios determinados, privilegiando aqueles cujos gestores se aliaram à candidatura de Roseana, e o discurso de Lula em Timon, prometendo muito mais a ser feito, caso ela recebesse os votos dos eleitores do presidente da República.Por fim, os partidos pedem a cassação dos mandatos dos recorridos e a diplomação dos terceiros colocados no pleito ou a realização de nova eleição no Maranhão.Recurso deferido - A Procuradoria-Geral Eleitoral opinou pelo deferimento do pedido de produção da prova testemunhal.

JOÃO ALBERTO REASSUME GOVERNO E MARCELO TAVARES NEGA CONCHAVO COM GRUPO SARNEY


O governador interino João Alberto de Souza (PMDB) reassumiu nesta terça-feira, 30, o comando do Poder Executivo do Maranhão. Ele havia se licenciado no dia 24 de junho para participar de reuniões em Brasília para contatos com ministros. João Alberto desembarcou na madrugada de domingo para segunda-feira em São Luís e seguiu direto para o Palácio Henrique Dela Roque, onde reassumiu o cargo.


No período em que esteve afastado do cargo, João Alberto foi substituído pelo deputado estadual Marcelo Tavares (PSB), presidente da Assembléia Legislativa e que volta ao posto.


Enquanto governador, Marcelo Tavares visitou 14 cidades do estado, fiscalizando obras iniciadas no governo Jackson, embarcou para Imperatriz reunindo-se com o PSB local, elaborou relatórios sobre essas viagens e entregou aos respectivos secretários com os quais esteve sob o comando do estado.


No último fim de semana Tavares visitou municípios da Baixada Maranhense. Arregimentou ali a oposição ao governo de Roseana e até prometeu a assinatura de alguns decretos antes de dar por findo seu curto período de governo.


Perguntado por uma rádio local sob algum possível conchavo político entre Tavares e o grupo de Roseana, pelo fato de ele ter assumido o governo, Marcelo foi categórico ao responder que não havia nenhum tipo de combinação entre os grupos:


“Não há acordo nenhum, quem me conhece sabe de minha ideologia e meus posicionamentos sobre a política do estado. Enquanto governador procurei manter a ordem entre os três poderes e esse não é o momento de discutir conchavos políticos, qualquer divergência política de opiniões fica para 2010”, respondeu Marcelo Tavares.


Depois de assinar o termo de posse, João Alberto reuniu-se informalmente com secretários de Estado e deputados estaduais da base aliada. Alberto fica no governo interinamente até que Roseana Sarney retorne ao cargo, provavelmente na segunda quinzena de julho. A governadora chega ao Maranhão na quinta-feira, 02. (Com informações de Ronnald Kelps)

Olha o PT aí, gente!

A bancada do PT decidiu não prestar solidariedade incondicional ao presidente José Sarney (PMDB-AP). É o que informa Cristiane Samarco, da Agencia Estado, agora, depois da meia - noite.


Depois de cerca de duas horas e meia de reunião esta noite, acrescenta Cristiane, o partido acabou colaborando para enfraquecer Sarney ainda mais, ao fechar com uma proposta semelhante àquela apresentada à tarde ao próprio PSDB, que ponderou sobre a necessidade do senador peemedebista se afastar do cargo.A proposta do PT assemelha-se a uma intervenção branca. Sarney esperava o apoio total dos petistas.


O líder petista Aloizio Mercadante (SP) relatou que a sugestão é para que se crie uma comissão formada por representantes dos partidos e por consultores do próprio Senado, com o objetivo de gerir a crise e promover a reforma estrutural profunda que a Casa e a sociedade exigem.Um petista que participou do encontro explica que a decisão foi por um pacto de silêncio até que Mercadante e a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), conversem com Sarney.

Depois dessa conversa, a bancada petista volta a se reunir ainda hoje.

O Pós Graduado

O que você vai ler a seguir é o comentário de Malu Gaspar, da Revista Exame, postado no seu blog Esquerda, Direita e Centro.


Suspeito de usar a influência do avô para operar créditos consignados no Senado, José Adriano Cordeiro Sarney (ex-José Sarney Neto), diz que tem qualificação suficiente para não precisar de costas quentes.


Ele afirma ter se formado em administração na Sorbonne e feito pós-graduação em Harvard. Não é bem assim.


A página dos ex-alunos de Harvard na internet, de acesso restrito, informa que José Adriano fez um curso de extensão, que é equivalente a um curso de graduação, e não uma pós, como disse o neto de Sarney.
É um dos poucos cursos de Harvard em que não há processo seletivo. Para ser admitido, basta fazer previamente três disciplinas na mesma escola de extensão (estrangeiros podem fazê-las à distância), desde que paguem de 650 a 1 975 dólares por disciplina.


Ah, e tem mais: Harvard acaba de extinguir esse curso, chamado de certificate program. Segundo a universidade, "o interesse pelo programa caiu significativamente nos últimos anos, já que os alunos passaram a preferir o mestrado".

Dois Prá Lá, Dois Prá Cá

O DEM, antigo PFL, resolveu pedir o afastamento de José Sarney da Presidência do Senado, pelo menos enquanto durarem as investigações sobre as várias irregularidades denunciadas, dentre elas as centenas de atos secretos que beneficiaram alguns parentes e outros aderentes, configurando desvios de funções.


O Senador Demóstenes Torres explicou que os três votos divergentes na reunião da bancada não foram favoráveis a que Sarney continue no cargo. Ao contrário, três Senadores do DEM queriam o seu afastamento definitivo.


O PSOL, o partido que tem como Presidente a ex Senadora Heloisa Helena, protocolou pedido para que Jose Sarney responda a processo na Comissão de Ética.


O líder do PSDB, Senador Arthur Virgilio, já havia pedido em discurso da tribuna do Senado a instauração de processo na Comissão de Ética contra o atual Presidente da Mesa por entender que ele não dispõe mais moralmente das condições mínimas para continuar no cargo.


Sarney, que contra sua intuição cedeu às pressões domésticas para se candidatar à Presidência do Senado pela terceira vez, e depois de ter dito várias vezes ao Presidente Lula que não seria candidato, mas o sendo à ultima hora, e derrotando o Senador Tião Viana, o candidato do Presidente da Republica, está hoje naquela de que se arrependimento matasse estaria morto.


Não está ainda morto, é certo. Mas está moribundo. É moribundo político que muito dificilmente sairá com saúde moral da UTI política em que a família acabou por segregá-lo.


Há décadas, desde que saiu da Presidência da República, que Jose Sarney vem tentando se escafeder dos imbróglios da política.
Foi convencido de que com Collor Presidente precisaria de um mandato para não ser preso.


Collor havia prometido que mandaria prende-lo. Pura intimidação e os dois hoje, Sarney e Collor, parecem amiguinhos de infância.
Depois do primeiro mandato de Senador pelo Amapá, e essa história é comprida, Sarney foi ficando, mas sempre com um pé e um olho fora, querendo sair.


Seu sonho é a consagração igual a um Jorge Amado como escritor e a um Bandeira Tribuzi como poeta.


Sua poesia de um realismo fantástico rivaliza com Coelho Neto, o príncipe dos poetas, de quem retira a paráfrase do seu poema preferido – Sei Pai é desdobrar fibra por fibra / ser avô é padecer no paraíso...
Sarney hoje estaria feliz com as liturgias da Presidência do Senado, sem perder tempo com os almoxarifados, despensas e lixeiras, se a decisão de encarar a disputa contra o Senador Tião Viana não fosse movida apenas por razões familiares.


Acreditava Sarney, que poderia emparedar o Presidente Lula levando-o a demitir o Ministro da Justiça Tarso Genro ou, no mínimo, alguns de seus subordinados mais importantes.


Como Presidente do Senado poderia tirar seu filho Fernando e alguns dos seus operadores do foco das investigações da Receita Federal e da Policia Federal.


E ainda, de quebra, tirar o Governador eleito Jackson Lago do cargo de Governador do Maranhão, restabelecendo através da filha Roseana a sua oligarquia decadente e cruel.


O Maranhão, depois de 40 anos da oligarquia Sarney, disputa com Alagoas o ultimo lugar em tudo que não presta no Brasil, o maior atraso econômico, a maior pobreza social.


Como estamos vendo nos últimos dias, deu tudo errado para Jose Sarney.
Tem um ditado que diz que todo sabido tem o seu dia de besta. O doutor Tancredo advertia sempre que a esperteza quando é demais vira bicho e engole o esperto.


Sarney nessa cena de agora bem que nos faz lembrar aquele bolero de João Bosco e Aldir Blanc, na voz de Elis Regina. Sentindo frio em minh´alma / te convidei prá dançar... / são dois pra lá / dois pra cá... E ainda tem aquela ponta do torturante bandeide no calcanhar.

Cagliostro

O pedido do Senador Arthur Virgilio para o PSDB levar o atual Presidente do Senado, José Sarney, ao Conselho de Ética é extensivo a todos os Senadores que exerceram a Presidência nos últimos 14 anos, tempo em que a Direção Geral da Casa esteve entregue a Agaciel Maia.
Ele também pediu sejam investigados todos os Senadores que exerceram nesse mesmo período o cargo de Primeiro Secretário.


"Quero investigação dura sobre todos os primeiros secretários que estiveram no cargo durante a gestão do senhor Agaciel Maia, quero investigação sobre todos os presidentes da gestão destes 14 anos, quero a saída da presidência de José Sarney." Falou duro.


O Senador Virgilio disse que "não vai se calar" enquanto o presidente não estiver fora do cargo, afirmando que Sarney (PMDB-AP) "não tem a mínima condição moral de permanecer à frente da direção dessa Casa".
O senador se junta a outros parlamentares, como Pedro Simon (PMDB-RS) e Cristovam Buarque (PDT-DF) que também defenderam em plenário o afastamento do presidente da Casa.


Diante das diversas denúncias que pairam sobre o Senado, ao menos dois pedidos de investigação do peemedebista Sarney pelo Conselho de Ética estão sendo preparados pela oposição.


Falta apenas colocar o conselho em funcionamento, o que exige a indicação de parlamentares para a função.Sarney ocupa pela terceira vez a presidência do Senado. Antes, havia sido presidente entre os períodos de 1995-1997 e 2003-2005.


Também passaram pela presidência os senadores Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), entre 2007 e 2009, Tião Viana (PT-AC), em 2007, Renan Calheiros (PMDB-AL), entre 2005 e 2007.


O atual ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, também foi presidente da Casa, em 2001, de acordo com informações da página oficial do Senado na internet.

Beco Sem Saída

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgilio, pediu hoje ao seu partido que transforme em representação ao Conselho de Ética as denúncias que fez em discurso contra o Presidente da Casa, Senador José Sarney.
O Senador Arthur Virgilio declarou que o Senador Jose Sarney não tem mais a mínima condição moral de permanecer à frente da Presidência do Senado. E pediu a sua saída.


A abertura de processo contra Senador na Comissão de Ética não pode ser pedida individualmente por parlamentar. Tem que se formalizada por algum partido político.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Politicolíngua, série Sarney


Roberto Pompeu de Toledo:


"O titular do baronato do Maranhão e Amapá olha-se no espelho e o que vê é o literato sensível, o detentor da sabedoria, o benfeitor das gentes e o salvador da pátria"



Atos aos quais faltou a formalidade da publicação – Expressão preferida pelo presidente do Senado, José Sarney, a "atos secretos", para designar as nomeações, exonerações, promoções, aumentos de salários e outras medidas que seus promotores preferiam manter longe das vistas do público. A intenção de lavar pela linguagem um procedimento delituoso lembra o Delúbio Soares dos "recursos não contabilizados" invocados em lugar de "caixa dois", à época do mensalão. Os atos secretos do Senado equivalem ao caixa dois dos procedimentos administrativos. "Eu não sei o que é ato secreto", disse Sarney.



"Ninguém pode tomar posse sem ter sua nomeação publicada." Ele tem razão. Mas, por uma esquisitice brasileira, os atos secretos, tal qual ocorre com o caixa dois, produziram, sim, efeitos; os nomeados tomaram posse, os exonerados se desoneraram e os salários se fizeram presentes nas contas bancárias.Família bem-composta – A família foi invocada pelo presidente do Senado ao queixar-se da injustiça que estariam praticando contra ele, logo ele… "eu, com tantos anos de vida pública, com a correção que tenho de vida austera, de família bem-composta"… De novo ele tem razão. Prova de quão bem-composta é a família é a atenção que merecem mesmo os ramos mais afastados do núcleo central. Vera Macieira Borges, sobrinha de Marly, mulher de Sarney, descolou um ato secreto que a fez funcionária do Senado mesmo morando em Campo Grande, sem função a exercer por lá. Mais eloquente só o caso de Isabella Murad, sobrinha do genro de Sarney, cujo ato secreto, campeão na modalidade de pagamento de salário a distância, alcançava-a lá em Barcelona, onde mora.Grande família – Coube ao senador Edison Lobão Filho, o Edinho, numa nova invocação do santo nome da família, produzir a melhor frase da semana.



Foi revelado que um funcionário de seu gabinete no Senado, Raimundo Nonato Quintiliano Pereira, o "Raimundinho", na verdade trabalha na Fundação José Sarney, acomodada no histórico Convento das Mercês, em São Luís. Edinho confirmou a notícia com orgulho e altivez: "No Maranhão a gente faz parte de uma grande família política. Liberei para trabalhar no convento porque, trabalhando para o presidente Sarney, ele está trabalhando para nós". O conceito de "grande família" veio a calhar. Conduz à copiosa parentela Sarney pendurada na folha de pagamento do Senado, mas também desperta ecos de família naquela outra acepção, aquela… o leitor sabe… de "famiglia".Lixeiras e despensas – "Julguei que tivesse sido eleito para presidir politicamente a Casa, e não para cuidar de sua despensa ou para limpar suas lixeiras", disse Sarney. O titular do baronato do Maranhão e Amapá olha-se no espelho do salão e o que vê é o estadista. Que desagradável o barulho que vem da cozinha.




Que insuportável o cheiro das estrebarias. O que lá se produz é não apenas necessário, como obedece aos propósitos do grão senhor. Mas por que fazê-lo deixando escapar o som e o cheiro? O Sarney que José Sarney imagina no espelho é o literato sensível, o detentor da sabedoria, o benfeitor das gentes e o salvador da pátria. Acreditaria José Sarney em José Sarney?Mordomo – A denúncia de que outro frequentador da folha do Senado, Amaury de Jesus Machado, por alcunha o "Secreta", na verdade prestaria serviço de mordomo à governadora Roseana, filha de Sarney, provocou a indignação do patriarca. "O Senado nunca pagou nenhum mordomo", disse. "A senadora Roseana não tem mordomo em casa." A indignação, ainda uma vez, era contra a palavra. Mordomo não, mordomo nunca, mas, a começar da própria Roseana, ninguém da família negou que o "Secreta" (de "secretário", embora pudesse ser também de "secretamente lotado em lugar indevido") seria um faz-tudo a serviço da hoje governadora do Maranhão.



"Ele é meu afilhado. E vai lá em casa quando preciso, umas duas ou três vezes por semana."Pessoa incomum – A frase que vai ficar como emblema do rodamoinho que envolve o presidente do Senado foi produzida pelo presidente Lula: "Sarney não pode ser tratado como se fosse uma pessoa comum". Não é que ele tem razão? Não é em qualquer um que a fantasia do estadista convive com a resistente realidade do oligarca nordestino, cercado de parentes e agregados, quando não são afilhados, ou afilhados da filha, os limites entre os bens públicos e privados embaralhados e manipulados segundo os interesses do clã. Com força incomum, Sarney puxa o Brasil para trás.Fonte: VEJA, Edição 2119, de 1º de julho de 2009

José Sarney será alvo de duas representações nesta semana


QUEBRA DE DECORO


Brasília - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), será alvo de duas representações por quebra de decoro parlamentar nesta semana. As duas pedirão ao Conselho de Ética que investigue as responsabilidades de Sarney na edição de atos secretos e de participação do neto José Adriano Cordeiro Sarney na intermediação de empréstimos com desconto na folha de pagamento dos servidores do Senado.




A primeira será apresentada hoje (segunda-feira, 29) pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM); a segunda, do PSOL, será formalizada na quarta ou quinta-feira. Arthur Virgílio anunciou também para esta segunda "um duro discurso", no qual pedirá a moralização da Casa e atacará novamente o ex-diretor-geral Agaciel Maia, acusado de ser o mentor dos atos secretos e que se afastou por 90 dias, mas com direito a receber os salários.Embora Arthur Virgílio seja o líder tucano, ele explicou que sua iniciativa é particular e não envolve o partido.




Embora politicamente as duas representações contra Sarney tenham peso, pois pedem que o presidente da Casa seja investigado, o futuro delas é incerto. O Senado não tem um Conselho de Ética formalizado, pois o mandato dos antigos conselheiros terminou em maio.E os novos ainda não puderam tomar posse porque o PMDB e o PSDB não indicaram seus seis titulares e igual número de suplentes. Além do mais, a representação tem de ser acatada primeiro pela Mesa Diretora e quem a dirige é justamente José Sarney.

Prefeito João Castelo prestigia arraial da Câmara de Vereadores


O prefeito de São Luís, João Castelo, prestigiou o arraial da Câmara de Vereadores, festa que foi realizada na Associação dos Servidores do BEM, localizada no bairro da Forquilha. Acompanhado da primeira-dama, Gardênia Gonçalves, Castelo foi bastante cumprimentado pelos servidores da instituição e seus convidados."Não poderia deixar de vir aqui dar um abraço em todos os funcionários do Câmara, pois entendo que o papel de vocês, assim como dos vereadores, é muito importante para o pleno desenvolvimento e crescimento de nossa cidade. Sinto uma imensa alegria ao participar de um evento junino com pessoas por quem tenho grande respeito e admiração", disse o prefeito.
Além de barracas com comidas e bebidas típicas, a festa ainda contou com a apresentação do boi Brilho da Ilha, que fez a alegria dos convidados. Quadrilhas e danças típicas também animaram o arraial. Logo após, o prefeito João Castelo visitou o arraial da Praça Maria Aragão, organizado pela Prefeitura da capital, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Func), acompanhado dos secretários municipais de Comunicação (Secom), Edwin Jinkings, de Turismo (Setur), Liviomar Macatrão, e da deputada estadual Gardênia Castelo (PSDB).

Sarney partilha poder e briga para salvar cargo

Eleito em fevereiro passado para ser uma espécie de superpresidente do Congresso, a reboque da biografia de ex-presidente da República (1985-1989), o senador José Sarney (PMDB-AP) chegou no fim da semana passada na condição de um chefe com poder pela metade. O sintoma mais claro da desidratação política, mesmo dizendo que não se afastará do cargo, é que o senador já não age como presidente de fato do Senado.


A nomeação do novo diretor-geral, Haroldo Tajra, e da diretora de Recursos Humanos, Doris Marize Peixoto, no início da semana, foi feita pelo secretário-geral, Heráclito Fortes (DEM-PI), e não por Sarney, embora essa seja uma das prerrogativas do presidente. De acordo com um interlocutor de Sarney, no caso da nomeação dos dois diretores da Casa, o presidente optou por uma solução que pode ser interpretada pelo dito popular: "Entregou os anéis para não perder os dedos.Sarney optou também por não mais presidir as sessões de votação, deixando a incumbência para os vices Marconi Perillo (PSDB-GO) e Serys Slhessarenko (PT-MT), além do o próprio Heráclito e de Mão Santa (PMDB-PI). Ele não tem despachado na residência oficial do presidente do Senado.


Preferiu ir para seu bunker particular, uma casa que fica nas proximidades da outra, no Lago Sul, um dos setores nobres de Brasília. Foi lá que Sarney recebeu Heráclito na quinta-feira e o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), na sexta-feira. Sem atividades na residência oficial, o imóvel tem servido de dormitório para os seguranças que o vigiam 24 horas.

Agaciel Maia, ex-diretor do Senado, ameaça contar tudo em delação premiada

Na segunda-feira 22, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) preparava-se para iniciar um discurso na tribuna do Senado, em que acusaria de chantagista o exdiretor-geral Agaciel da Silva Maia. Agitado como sempre, convocou o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), para ouvi-lo. Ele soubera, dias antes, que Agaciel tinha em seu poder munição suficiente para bombardear senadores maculados pelos atos secretos.



Numa tentativa de se antecipar a futuras revelações que poderiam constrangê-lo, Virgílio levou ao plenário duas histórias nas quais houve participação direta de Agaciel em seu benefício. Só que acabou dando um tiro ainda mais certeiro no próprio pé. Conforme apurou ISTOÉ com altos funcionários da Casa, Virgílio abusou do gestual, mas escamoteou a verdade.Da tribuna, o senador contou que, durante uma viagem a Paris, em 2003, com a família, ao tentar fazer uma compra identificou um problema com seu cartão de crédito. Ele foi rejeitado. De acordo com sua versão, um amigo conterrâneo e funcionário do Senado foi acionado para resolver o problema.


Mas não foi bem o que aconteceu. Quem Virgílio procurou pedindo socorro foi o próprio Agaciel. Para isso, fez o contato por intermédio do amigo Carlos Homero Vieira Nina, hoje lotado em seu gabinete.Homero telefonou para Agaciel numa manhã de domingo e pediu encarecidamente que o ajudasse. Foi taxativo: era um pedido urgente de Arthur Virgílio. Na conversa, Agaciel ponderou que seria impossível, pois era um domingo. Mas, diante da insistência do assessor de Virgílio, o ex-diretor telefonou para o gerente do banco e pediu que fizesse uma transferência de sua própria conta poupança no valor de US$ 10 milpara a conta do senador. Assim o cartão de crédito foi liberado

O MORDOMO É INOCENTE, A CULPA É DO SENADO!!!


A reportagem da Revista Veja já denunciava desde 1986, mas ninguém nunca fez nada contra os abusos do ex-presidente Sarney em Brasília.
O amapaense José Sarney, que no momento vive seu pior pesadelo, mergulhado em seu inferno astral e recluso dentro de casa com medo de encarar sua verdadeira história , havia dito em sua defesa, assim que estourou o escândalo dos atos secretos, quando descobriu-se que toda sua família vive ou vivia pendurada nas tetas da casa, que a crise não era sua e sim do senado, fazendo uso de uma manobra que sempre o socorreu nos momentos de dificuldade a de transferir para outros responsabilidades que são sua, porém, agora não foi suficiente para livrá-lo da afiada guilhotina da opinião pública que pede seu fígado numa bandeja de prata.



Pelas declarações dadas por Sarney nos últimos dias, o senado da república é o principal responsável pelo rosário de escândalos que desabou sobre sua cabeça. O senado é o culpado pela nomeação do filho bastardo de Fernando Sarney e posteriormente sua mãe para o gabinete de Cafeteira, o senado é o culpado também pelas nomeações de irmãos, sobrinhos, cunhados e mordomos da família Sarney.



Também é de responsabilidade do senado que o filho de Zequinha Sarney tenha ganho rios de dinheiro intermediando empréstimos consgnados para funcionários da casa.So falta agora, o velho Sarney acusar o senado de ter forjado as provas que culminaram com a cassação do governador Jackson Lago, para que pudesse entregar o governo do Maranhão à sua primogênita, a frágil Roseana Murad.



Se o senado federal tem alguma culpa foi a de ter aceito em seus quadros gente da espécie do próprio Sarney e seus seguidores como Lobão, Cafeteira, Renam Calheiros, Romero Jucá, Fernando Collor, Roseana e outros não menos periculosos.

A Desidratação

POR EDSON VIDIGAL:


A semana começa com dois pedidos de investigação contra o atual Presidente do Senado.
Um, para que o Conselho de Ética investigue a participação do Senador Jose Sarney na edição de atos secretos será apresentado amanhã, segunda feira, pelo Senador Artur Virgilio, líder do PSDB.


O outro, para que se apure a responsabilidade do Senador Sarney quanto à participação do seu neto Jose Adriano, filho do Deputado Sarney Filho, na intermediação de empréstimos com descontos em folha aos servidores do Senado será apresentado pelo PSOL, o Partido do Socialismo com Liberdade, na quarta feira próxima.
O problema é que o Conselho de Ética do Senado, na pratica, não existe. Os mandatos dos conselheiros terminaram em abril e não se fez nada ate agora para que novos membros fossem designados.

domingo, 28 de junho de 2009


‘LISTÃO’ DOS FUNCIONÁRIOS COMISSIONADOS NO GABINETE DE JOSÉ SARNEY E NOS DE SENADORES LIGADOS A ELE


‘LISTÃO’ DOS FUNCIONÁRIOS COMISSIONADOS NO GABINETE DE JOSÉ SARNEY E NOS DE SENADORES LIGADOS A ELE, JOSÉ SARNEY (PMDB-MA)


1. ALBA LEIDE NUNES LIMA
2. ANA CAROLINA BACELAR DE FRANÇA FERREIRA
3. ANA DULCE RIBEIRO GONÇALVES REHEM
4. ANA LUIZA BACELAR DE FRANCA FERREIRA
5. ANGELA MARCIA SOUTO
6. CAMILA THAÍNA SANTANA VILAS BOAS
7. CAROLINA PATRIOTA LEONI DE SOUZA
8. DENISE GRAÇA DOS SANTOS
9. FRANCISCA RODRIGUES PAIVA
10. FÁBIA DUTRA DE AZEREDO DE MORAIS
11. GABRIELA ARAGÃO GUIMARÃES MENDES
12. GENILCE MORAIS DA SILVA
13. GILDEVALDO DA SILVA OLIVEIRA
14. GISELA MARIA DOMINGOS
15. GISELIA FERREIRA LIMA
16. JORGE NOVA DA COSTA
17. JULIETA PEDROSA BARROSO ALVES
18. KARLA DE ANDRADE PEIXOTO
19. LEONISIA RODRIGUES CHAVES
20. LUIZ ANTONIO GOMES
21. MARCO ANTONIO PEREIRA DE QUEIROZ
22. MARGARETH RAIMUNDA FRAZÃO LIRA DA COSTA
23. MARIA AUGUSTA LIMA SAMPAIO
24. MARIETA MARTINS GUERRA
25. PATRÍCIA CRISTINA LEITE FEITOSA
26. PAULO SÉRGIO MOREIRA NOVA DA COSTA
27. RAIMUNDO AZEVEDO COSTA
28. REJANE FEITOSA MOURA FE
29. RENATA RIBEIRO COSTA BEZERRA
30. RODRIGO SILVA BUZAR
31. SONIA MARIA REZENDE PINHEIRO
32. VALÉRIA CARVALHO FREIRE DOS SANTOS
33. WILSON RAMOS NEIVA



MAURO FECURY (PMDB-MA)


1. ADRIANA MARIA BRAGA CARVALHO
2. ALEXANDRE RIBEIRO APPARECIDO
3. AMAURY REZENDE PINHEIRO
4. ANA CAROLINA SIMÕES PIACESI DE SOUZA
5. ANA MARIA COELHO FERREIRA
6. AUREALÚCIA BACELAR TEIXEIRA
7. DINAMAR AFONSO MOREIRA
8. ERICA MARINHO NOGUEIRA
9. FRANCISCO FUZZETTI DE VIVEIROS FILHO
10. FRANCISCO INÁCIO OLIVEIRA TEIXEIRA
11. GIOVANA DUAILIBE DE ABREU
12. JANAINA MARIA GARCEZ AZEVEDO
13. JOSE RAIMUNDO FERREIRA VERDE FILHO
14. JOSÉ JOAQUIM ARAGÃO PINTO
15. JOÃO AMARAL DE MEDEIROS FILHO
16. JOÃO RICARDO ARAÚJO VIEIRA
17. JULIANA NUNES ESCORCIO LIMA
18. KATIA REGINA PEREIRA DA SILVA
19. KÉZIA RAQUEL NOGUEIRA FERREIRA
20. LARISSA LENZA GRATÃO
21. LUIS CARLOS BELLO PARGA JÚNIOR
22. MARIA APARECIDA MEIRELES PINTO
23. MARIA DO CARMO DE CASTRO MACIEIRA
24. MARIA LAURA CAMARÃO COSTA
25. MARILIA SANTOS LAMEIRAS
26. MARINA HELENA SIQUEIRA DELGADO
27. NADJA RAMOS DA SILVA
28. NATÁLIA APARECIDA DE FRANÇA LIMA
29. NELTON DIAS DA COSTA
30. NILTON ALVES DE ARAÚJO
31. REGINA CÉLIA PINHEIRO JANSEN
32. THIAGO TITO FROTA SOARES
33. VIRGINIA MURAD DE ARAÚJO
34. WALTER GERMANO DE OLIVEIRA
35. WALTER GOMES DE OLIVEIRA



ROSEANA SARNEY (PMDB-MA)


1. REGINA COSTA TANNUS
2. HELENA INES RODRIGUES FORTE



EPITÁCIO CAFETEIRA (PTB-MA)


1. ADEMARIO TASSO CAVALCANTE
2. AFRANIO EVANGELISTA PIRES JUNIOR
3. ANA CHRISTINA ANDRADE GRATZ PEREIRA
4. ANDRÉA SOUSA DOS SANTOS
5. CHESSA FARIAS DA CUNHA SANTOS AROSO
6. CLAUDINE GANASSIN ALVAREZ
7. CLÁUDIA PINHEIRO JOHANN
8. DAYANNA MELO SOUSA
9. EULER FAGNER MORAES SIMOES
10. FERNANDA BRAGA DE CARVALHO LIMA
11. FERNANDA RODRIGUES LIMA
12. FRANCISCO LOIOLA DOS SANTOS
13. GIULIANA RODRIGUES LIMA
14. ITAMAR BARRETO SANTOS
15. ITANA MORAES DE FARIAS
16. JANAINA BARBOSA DO NASCIMENTO
17. JOSÉ DE RIBAMAR MELONIO MACÁRIO
18. LUIS FERNANDO LINDOSO RAYOL
19. LUIZ CARLOS CORREA FILHO
20. LUIZ DE JESUS PERES SOARES
21. MARIA CRISTINA PACÍFICO PINHEIRO
22. MARIANNI GONÇALVES RAMOS
23. PATRÍCIA MACIEL COSTA
24. POLIANA PINHEIRO PERDIGÃO FREIRE
25. RODRIGO BRAGA DE CARVALHO
26. ROGÉRIO RODRIGUES LIMA
27. ROSÂNGELA TEREZINHA MICHELS GONÇALVES
28. SAMARA ABRAHAM FARAY CIQUEIRA
29. TATIANA DA CUNHA MASCARENHAS ROCHA
30. THAYSE DANTAS DE QUEIROGA



LOBÃO FILHO (PMDB-MA)


1. ALEXANDRE DE ASSIS PEREIRA
2. ALEXANDRE JUCÁ DE LOYOLA
3. ANTÔNIO LEONARDO GOMES NETO
4. BRAUNNER FASSHEBER NOVAIS DE BARROS BARR
5. CLAUDIA BELIZE QUEIROZ MILHOMEM
6. DIEGO ALVES PEREIRA LIMA
7. EMILIANO JOSÉ LONATI SOARES DE ALMEIDA
8. ENIO LUIZ BORGMANN
9. EUGENIA FOLONI AZEVEDO
10. FÁBIO DE SOUZA CUNHA
11. GABRIELA ANDRADE PEREIRA
12. ISADORA ROCHA DOS SANTOS
13. JANE CARVALHO BUHATEM ANUNCIAÇÃO
14. JOACY ALMEIDA COSTA
15. JULIANA REGINA GROSS HUGUENEY
16. LANA CRISTINA MARQUES CUTRIM
17. LUCIEN ORWERT AMARAL
18. MARCELO DE MENDONÇA TEIXEIRA
19. MARIANA SIQUEIRA ROLLA SILVA
20. MARTA REGINA RIBEIRO SOARES
21. MILENA AIRES BATISTA SILVA
22. MÔNICA TORRES SILVA
23. NICOLE VICTOR RODRIGUES
24. PAULA CABRERA DA SILVA TRAZZI
25. PEDRO AMORIM ÁVILA JÚNIOR
26. RACHEL GERUDE ARAUJO
27. RAIMUNDO NONATO QUINTILIANO P. FILHO
28. TANIA MARIA DE OLIVEIRA GONÇALVES
29. TATIANA COUTO CANHEDO
30. VANESSA MILENNA SILVA SERRA
31. VERONICA DE ANDRADE A. NASCIMENTO
32. WANDERMILSON DE JESUS GARCEZ DE AZEVEDO
33. WELLINGTON LUIZ DE FIGUEIREDO



RENAN CALHEIROS (PMDB-AL)


1. AFRANIO DANTAS MACAMBIRA
2. ALEXANDRE MURTA DE ARAÚJO ROCHA
3. ALEXANDRE RAMOS VERANO
4. CARLOS RICARDO NASCIMENTO SANTA RITTA
5. CELSO DE FREITAS CAVALCANTI
6. DMITRI IVANOV WANDERLEY DE BARROS
7. DOUGLAS GUARINO DE FELICE
8. EDENIA DAMASCENO SALES
9. EVERALDO FRANÇA FERRO
10. FLÁVIO HENRIQUE MORAIS SOUTO MAIOR
11. GERALDO ANIZIO DE AMORIM
12. JOSÉ LAELSON AMARAL PEREIRA
13. JOSÉ VALDERI DE MELO
14. LUCIANO CAMELO DA SILVA
15. MARIA ALMAIZA DE OLIVEIRA LEÃO
16. MARINA LAMENHA DE FREITAS CAVALCANTI
17. MARLENE GALDINO DOS SANTOS E SANTOS
18. RITA DE CÁSSIA LINS TENÓRIO
19. ROBERTSON HENRIQUE SANTOS FREIRE
20. WEILLER DINIZ DE OLIVEIRA




WELLINGTON SALGADO (PMDB-MG)


1. CARMEN LUCIA SILVEIRA
2. CASSIA QUEIROZ PINTO
3. ELIANE FILARDI LEITE MIRANDA
4. FABIANO PROCOPIO DE FREITAS
5. FLÁVIA ASEVEDO SOARES
6. FLÁVIO JOSÉ DA SILVEIRA
7. GABRIELA FRANCO SPEZIALI
8. GERALDO EUSTAQUIO DE OLIVERA
9. JORGE LUIZ MACEDO BASTOS
10. JOSÉ CARDOSO DE ARAÚJO JÚNIOR
11. JOSÉ LUIZ MACHADO GONTIJO
12. MARIA TEREZA DE ASSIS LOPES
13. MONICA GUEDES DE MAGELA MOURA
14. MURILO SANTANA PEREIRA
15. NATÁLIA MEIRELES LIMA
16. ODÉCIO REIS
17. SAMUEL NEIVA NEVES
18. SONIA MARIA FERREIRA DOTI
19. TATIANA GUEDES DE FARIA VISCONTE
20. THAIS RORIZ MENDES DOMENICI DE MORAIS
21. WLADIMIR PEQUENO VELOSO



GIM ARGELLO (PTB-DF)


1. ADRIANA ALVES DA SILVA
2. ALAMIR SOARES FERREIRA
3. ANICÉLIA PINHEIRO DE ABREU ZORDAN
4. ANTONIO AUGUSTO ALVES DE SOUSA
5. DENISE DO PRADO SILVA
6. ELAHYNE PUCCINELLI COURY
7. ELIANE NOGUEIRA MESQUITA
8. ELNORA MARIA CARVALHO SARKIS MAARRAOUI
9. EURIPEDES LEONCIO CARNEIRO
10. FRANCISCO NILO GONSALVES JÚNIOR
11. GEORGE ANDRÉ DIAS DE CARVALHO
12. GEOVANIO ANTONIO BATISTA ELOY
13. INGRID THAYS SILVA
14. JAIR BARBOSA DOS SANTOS
15. JOAYRTON MARTINS CAHÚ SOBRINHO
16. JOSÉ OSTOM DAMASCENO
17. LUCIANA ANDREA NUNES BARBUIO
18. MARCOS VINICIUS OLIVEIRA YUNG
19. MARIA ROSÁLIA WANDERLEY PEIXOTO
20. MARIA SILVANA DE SIQUEIRA ALMEIDA REIS
21. MARIANA NAOUM DOS SANTOS
22. SILVANA MACHADO MARINI
23. SILVANIA NOGUEIRA DE SOUZA
24. VANIA RUAS DE MORAIS COSTA
25. VIVIANE MOREIRA DIAS LAZARY
26. WILLAMI GOMES PINHEIRO



FERNANDO COLLOR (PTB-AL)


1. ACEMILTON GONÇALVES SILVA
2. ACLAIR ALVES
3. ALCIDES MUNIZ FALCÃO JÚNIOR
4. ANDERSON DA SILVA
5. ANDERSON MOREIRA XAVIER
6. ANTÔNIO MAURÍCIO DE MAYA PEDROSA MOREIRA
7. CARLOS FERNANDO RODRIGUES SANTOS BARBOSA
8. CARLOS MURILO FRADE NOGUEIRA
9. CLEVERTON MELO DA COSTA
10. EDUARDO SOARES LEITE LIRA
11. EMERSON RIBEIRO OLIVEIRA
12. FERNANDO ANTONIO SILVA TIAGO
13. FREDERICO GUILHERME CAPUTE DE OLIVEIRA
14. GUILHERME COSTA CAYRES
15. GUILHERME HENRIQUE PEREIRA LIMA
16. HENRIQUE TEIXEIRA MONTEIRO
17. ISMERY BEATRICIA ALBUQUERQUE CAVALCANTE
18. IVANEDNA VELLOSO MEIRA LIMA
19. JOSE ANTONIO MACIEL DE BARROS
20. JOSÉ FÁBIO DA SILVA
21. JOSÉ MARIA JUSTA GURGEL JUNIOR
22. LEONARDO ANTONIO CORREIA LIMA DE CARVALHO
23. LUANA MARIA CORREIA MARQUES LUZ
24. LUCIANA TALISZ LEIVAS
25. LUCIANO JUNKER MARCELINO
26. LUIS THIAGO LEÃO AMORIM
27. MARISE DUTRA SOARES PENA
28. MÁRCIO DAMIÃO LIMA SOUZA
29. MÁRCIO JOSÉ NERI DONATO
30. NATAL RIETH
31. PACÍFICO CARDOSO DE MACEDO FILHO
32. PEDRO NUNO DE LEMOS TORRES
33. QUELMA CRISTINA SUTERO FRANÇA
34. REINALDO SOUZA CAVALCANTE
35. RENATA LAURENTINA OLIVEIRA PEREIRA
36. SANDRA REGINA SASAKI
37. TARSO DE LIMA SARMENTO
38. VALÉRIA HORA BARROS
39. VANUSKA SHEYLA LIMA DE OLIVEIRA
40. VICENTE LIMONGI NETTO
41. WILLIAM DIAS GOMES



EFRAIM MORAIS (DEM-PB)


1. ADAMASTOR DE ALBUQUERQUE CAMPOS
2. ALESSANDRA RAPOSO DE VASCONCELOS MAIA
3. ALUSKA MORAIS DE MEDEIROS
4. ANA CRISTINA REIS DO N. LIMA DA SILVA
5. ANDREA CHRISTINE LEAL DE SOUZA MARTINS
6. ARIANE PEREIRA ADOLFO DA COSTA
7. BENEDITA SIQUEIRA DE OLIVEIRA
8. BETÂNIA ARAÚJO DE BRITO
9. CARLOS HERMANO PEREIRA DE ASSIS
10. CLÁUDIO JOSÉ SILVA DA COSTA
11. DANILO SÉRGIO CAVALCANTI OLIVEIRA
12. DEYSE CARLA ALBUQUERQUE OLIVEIRA
13. ELIZETE CRISTINA DE SOUZA
14. GABRIELLA SANTOS NEPOMUCENO
15. GILBERTO GUERRERO JÚNIOR
16. HILDA BARBOZA FERREIRA
17. JOSÉ RIBAMAR CEZARINO DE ARAÚJO JÚNIOR
18. JOÃO DIAS DORNELAS FILHO
19. KAMILA JANUARIA DE BRITO MARINHO
20. KELLY JANAINA NASCIMENTO DA SILVA
21. KELRIANY NASCIMENTO DA SILVA
22. LUIZ AUGUSTO DE ARAÚJO E ARAÚJO
23. LÚCIO PAREDES CUNHA LIMA
24. MARA RÚBIA DA SILVA
25. MARCÍLIA MEDEIROS LOPES DE SOUZA
26. MARIA APARECIDA MOUSINHO DE ARAÚJO RIBEIRO
27. MARIA ARNALDINA ALVES NEPOMUCENO
28. MARIA DAS NEVES ALVES DA COSTA
29. MARIA JOSÉ FERREIRA
30. MAURICIO BARRETO SOUTO
31. MINEYA CARLLA SOUZA DA COSTA BELO
32. MÔNICA DA CONCEIÇÃO BICALHO
33. RAFAEL VASCONCELOS DA SILVA GERMANO
34. REUDENITA FÁTIMA DE ARAÚJO BARBOSA LIMA
35. RICARDO LUIZ DA CONCEIÇÃO BICALHO
36. RICARDO SÉRGIO DE ARAGÃO RAMALHO FILHO
37. ROBERTO AZEVEDO RODRIGUES DE AQUINO
38. RODOLFO DE CASTRO TENÓRIO
39. RONALDO DA CUNHA LIMA FILHO
40. ROSEMARY FERREIRA ALVES DE MATOS
41. ROSINETO DOS SANTOS ARAUJO
42. SAMILLE ANDRADE DE CARVALHO
43. SEVERINO BONIFACIO DA NOBREGA NETO
44. SEVERINO FERNANDES FILHO
45. SEVERINO MÁXIMO NETO
46. SÂMARA RENATA DE MEDEIROS
47. UMBERTO PINHEIRO DE SOUSA FILHO
48. VALESKA REJANE ARAÚJO SILVA
49. VIVIANE MAIA RESENDE LUCIO



DELCÍDIO AMARAL (PT-MS)


1. AILTON FERREIRA GONÇALVES
2. ANA AMÉLIA NANTES PEREIRA
3. ANGELO PACCELLI CIPRIANO RABELO
4. CARLOS EDUARDO RODRIGUES BORTOLOT
5. DENILSON BRITOS DE BARROS
6. EDILENE PEREIRA PINTO
7. EDIMAR PAES DA SILVA
8. IVONETE FERRO DEPARIS
9. JOSÉ AUGUSTO FERREIRA JOAQUIM
10. LAZARO DE GODOY NETO
11. LUIZ FELLIPE MELLO SALOMON
12. MARCOS AURÉLIO DE ALMEIDA
13. MARIA CLÁUDIA CHANFRIN FABRO
14. MARIA GENILSE DOS SANTOS
15. SEBASTIÃO RUBENS GOMES PINTO



MARCO MACIEL (DEM-PE)


1. ALFREDO FERREIRA GIAMBASTIANI DA SILVA
2. ANA MARIA CURADO
3. ANTÔNIO DE ARAÚJO COSTA
4. CARLOS ANDRÉ GOMES LIMA
5. CARLOS ARNALDO FERREIRA DOS SANTOS
6. DIOGO MÁRIO ALVES FERNANDES
7. GILDARTE GIAMBASTIANI DA SILVA
8. GUILHERME CODECEIRA
9. IVALDO FREIRE DA SILVA
10. JOSÉ MARCIANO FILHO
11. JOSÉ RODOLFO TIBANA DE MELLO
12. MARCOS CARNEIRO DE VASCONCELLOS
13. OTÁVIO VERISSIMO SOBRINHO
14. PAULO ALEXANDRE SILVA ARAÚJO
15. RAPHAEL ALMEIDA E FRANÇA
16. ROBERTO DANIEL MARTINS PARREIRA
17. ROGERIO NUNES CHAO
18. SEBASTIANA CLARA PINTO E REIS
19. SIMONE DE FÁTIMA MOTA SOARES
20. TELMA DE MAURO SANTOS
21. TEREZA CRISTINA FERRAZ FERRO COSTA
22. VICENTE DE PAULO SARAIVA



MÃO SANTA (PMDB-PI)


1. ALCINDO RODRIGUES QUEIROZ
2. ALINE LARA SALES FEITOSA TEIXEIRA
3. ANA KARINA SOBRAL CARDOSO
4. ANDRE LUIS PINTO NUNES
5. ANTÔNIO FERNANDES SANTOS
6. CYNTIA LETICIA MAGALHAES LIMA
7. EDUARDO DE SOUSA QUEIROZ
8. EDVAR JOSÉ DOS SANTOS
9. FRANCISCO DAS CHAGAS SILVA DE OLIVEIRA
10. GLÊNIO BARREIRA E LIRA
11. HERBERT SOUZA RIOS
12. ISABELLA FERNANDA RANGEL MENDES DA COSTA
13. ITAMAR FRANCO FEITOSA
14. JOSÉ LOURENÇO MOURÃO JÚNIOR
15. JOSÉ MENDES MOURÃO NETO
16. KHALINA ASSUNÇÃO BEZERRA
17. LUZIA MARIA GUIMARÃES SANTOS
18. MARCOS AURÉLIO MACHADO SILVA
19. MARIA DE FATIMA MARTINS AMORIM
20. MARIA JOSÉ DE MENEZES AGUIAR
21. MARIA SILMAR PINTO NUNES
22. MAYKON NUNES GAMA
23. MICHELE DE MELO FREITAS
24. NILSON SOARES DE SA FILHO
25. PATRICIA GOMES DE SOUSA SILVA
26. RAIMUNDO NELSON AGUIAR LUSTOSA
27. RAIMUNDO NONATO DE ARAÚJO NETO
28. RAIMUNDO NONATO DE OLIVEIRA VERAS
29. ROSANGELA DA SILVA MOURÃO
30. RUTH LIDIANE MARTINS NOGUEIRA
31. SAMANTHA DE SOUSA LOPES
32. TEREZA CRISTINA BARROS DOS SANTOS
33. THIAGO AMORIM GOMES



ROMEU TUMA (PTB-SP)


1. ALICE AYAKO KITAGATA TAKEDA
2. ANDRE DE ALBUQUERQUE SILVEIRA
3. ANDRÉ DE MENDONÇA LOPES
4. ANTÔNIO AGGIO JÚNIOR
5. CAIO CHRISTOVAM RIBEIRO GUIMARÃES
6. CARLOS ROBERTO AQUINO
7. CELSO MONTEIRO
8. CLÁUDIO EDUARDO CARDOSO
9. CÉLIA SANTANA RIOS DA SILVA
10. ELVIRO MARTINS NETO
11. EUNICE ANTUNES MACIEL
12. FRANCISCO EDICEU MARQUES ALMEIDA
13. HELIO MARTINS FIGUEIREDO NETO
14. JADIR COSTA FILHO
15. JORGETI JAMIL ARIS
16. LUANA RAIMUNDO MONTEIRO REZENDE
17. MARA SILVIA PEREIRA MONTEIRO
18. MARCELO FERREIRA CHAGAS
19. MARCO ANTÔNIO MENDES CAVALEIRO
20. MARIA CELIA SILVA BARRETO
21. MARTA MARY DE ALMEIDA SILVEIRA
22. ROGÉRIO RUDGE LIMA NETTO
23. ROSANA VAZ
24. ZÉLIA HOLANDA DE LIMA




ROMERO JUCÁ (PMDB-RR)

1. AIRLA MARIA LIMA DA SILVA
2. ALDIVAM DA SILVA
3. ANA MARIA FLORÊNCIO CAMPOS
4. ANTONIA CRISTINA LEITE DE SOUZA
5. CAMILA ARZA GARCIA
6. CLAIR CLÁUDIO VANZO
7. ELIAS MANOEL DA SILVA
8. FRANCISCA MARIA DA SILVA ARAÚJO
9. FRANCISCO EDGLEI ALEXANDRE CESÁRIO
10. ISAIAS RODRIGUES DA ROCHA
11. JACQUELINE CARVALHO FRANÇA GOMES
12. MARIA DAS GRAÇAS SANTOS
13. MARIA DE FÁTIMA DE OLIVEIRA ROCHA
14. MARIA SUELI DANTAS DOS SANTOS
15. NAILSON DE SOUZA ALVES
16. ODELY SAMPAIO DE SOUZA
17. PEDRO MAGALHÃES COSTA
18. ROSILENE DE BRITO PEREIRA
19. SARA PARENTE DE FREITAS
20. TARCIANA MARIA DE ASSIS RIBEIRO XAVIER
21. TEREZA CRISTINA RODRIGUES TORRES MONTENE

João Castelo vistoria obras do Socorrão I e anuncia melhorias em toda a rede de Saúde


Hospital ganhará enfermarias climatizadas, novos leitos e recepções diferenciadas:






Antes de inaugurar as primeiras melhorias estruturais no maior centro de atendimento de urgência e emergência de São Luís, o prefeito João Castelo realizou uma visita técnica às obras de reforma e ampliação do Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I). Os secretários municipais de Saúde, Gutemberg Araújo; de Comunicação, Edwin Jinkings; e a diretora geral do HMDM, Joselina Santana, acompanharam o prefeito na inspeção às novas instalações da unidade de saúde.






O Socorrão I vai ganhar enfermarias climatizadas, novos leitos, recepções diferenciadas para pacientes graves que chegam de ambulâncias e outra para oriundos da demanda espontânea, onde todos passarão por uma triagem e serão encaminhados de acordo com a enfermidade. "Teremos ainda melhorias em todas as unidades de saúde dos sete distritos espalhados na capital maranhense", assegurou João Castelo.A previsão é de que as obras sejam entregues no prazo de um mês. "Estamos acelerando o processo de recuperação do sistema de Saúde do município.






O cenário no Socorrão I agora é outro, sem macas pelos corredores e vai melhorar ainda mais", afirmou o prefeito. Castelo falou com médicos, enfermeiros e servidores do hospital e garantiu que as melhorias serão estendidas para toda a rede. "Vocês me verão por várias vezes aqui, pois a partir de agora eu irei passar a visitar os órgãos e as obras nas ruas para cobrar os resultados que a população exige da nossa administração", completou.Para garantir condições de melhorias nos serviços de Saúde oferecidos na capital maranhense, a Prefeitura de São Luís realizou, em apenas dois meses, o pagamento de R$ 40 milhões de débitos da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), melhorando o funcionamento da rede. Entre as metas para a saúde de São Luís estão a reforma, reestruturação e fortalecimento do atendimento de urgência das Unidades Mistas e de Pronto Atendimento (UPAs), nos bairros da capital, com a implantação de aparelhos de ultrassom e raio-x em todas elas.








A Prefeitura tem como meta, ainda, converter em Unidade de Saúde da Família os centros de saúde Carlos Macieira, Radional, Vila Nova, Vila Bacanga e Cohatrac. "A medida visa aumentar a cobertura desse sistema de atendimento, efetivando a Saúde preventiva, que tem resultados mais eficazes e representa menos custos que a Saúde curativa", revelou o secretário Gutemberg Araújo.Para garantir esta conversão, a Semus, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), está realizando um estudo com o propósito de promover a readequação do perfil das unidades de São Luís. Ainda de acordo com o secretário, a falta dessa definição de atendimento de algumas unidades, na administração passada, colaborou significativamente para a superlotação e ineficiência de alguns centros de atendimento hospitalar.Com a readequação do perfil das unidades, realizada através de uma parceria firmada em abril passado com o governo do Estado, a Santa Casa de Misericórdia será reformada e reestruturada para receber os pacientes oriundos dos Socorrões na etapa do pós-operatório.








Os pacientes crônicos, como diabéticos e hipertensos, também serão encaminhados para o mesmo hospital, que ganhará 60 novos leitos. Ainda dentro dessa parceria com o Estado, o Hospital Geral vai disponibilizar 16 leitos para os pacientes ortopédicos da rede municipal.Mais obras - A reforma do Hospital da Criança também será entregue dentro de mais ou menos 30 dias. A obra de ampliação estrutural é fruto de uma parceria com o governo federal, por meio do Programa Qualisus.A obra do Hospital da Criança inclui ampliação do laboratório e das áreas de atendimento de urgência e emergência e reparos nas áreas de internação e enfermarias. O hospital ganhará 66 novos leitos de internação, dez de observação e nove na área de urgência e emergência.










O Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) do bairro Alemanha está fechado para reforma de toda sua estrutura física, como redes de esgoto e elétrica, piso, forro, pintura, calçada e banheiros. O CEO daquele bairro tem oito consultórios odontológicos e 13 cirurgiões dentistas, além de técnicos de enfermagem.No CEO são oferecidos serviços básicos como tartarectomia, restauração, limpeza e extração. Lá é oferecido, também, tratamento de canal, radiologia, periodontia (doença da gengiva e do osso), próteses, além de odontopediatria e tratamento para pacientes com necessidades especiais.Itaqui Bacanga - Na Unidade Mista do Itaqui Bacanga foi realizado um grande mutirão de limpeza no início do mês de junho e, em breve, ela contará com um novo laboratório e uma nova Central de Marcação, que ficará instalada em um anexo, proporcionando mais qualidade e rapidez no atendimento.








A reforma estrutural terá duração de dois meses e contará com o apoio da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) e do Instituto de Paisagem Urbana (Impur), além da Secretaria Municipal de Saúde.A reestruturação da Unidade Mista do Itaqui Bacanga terá ainda um quadro de funcionários completo com médicos ginecologistas, clínica cirúrgica, clínica médica, pediatria e obstetrícia.No Socorrão II, onde 40% dos atendidos são oriundos do interior do Estado, metade dos procedimentos realizados no hospital poderia ser resolvido nas unidades de saúde dos bairros. No hospital, serão reestruturadas a área de urgência e emergência, além dos serviços de pronto-atendimento e de ressonância magnética.






A reforma também prevê a construção do primeiro Centro de Tratamento de Queimados, que deverá estar em funcionamento dentro de, no máximo, quatro meses.Concursados - Além de todas as metas estabelecidas e das reformas em andamento, a Secretaria Municipal de Saúde já está convocando, nesta semana, 93 novos concursados. "Estamos vendo a possibilidade de realização de um novo concurso para a Saúde, mas como temos urgência, estamos estudando, juntamente com o Ministério Público, uma forma legal de contratar novos funcionários para garantir o total funcionamento do sistema em São Luís", explicou Gutemberg Araújo.








O secretário finalizou afirmando que, com a reestruturação física, cursos de reciclagem e qualificação e uma política de humanização, será possível oferecer uma saúde de qualidade aos usuários.

Sarney faz credibilidade do Senado ser corroída numa crise histórica


DEU NA VEJA: HORA DE FAZER A FAXINA



E nos escândalos em série do Senado tem sempre um membro do clã envolvido: o mordomo “Secreta” de Roseana, que serve a ela e recebe do Senado; Fernando Sarney, que faz a Casa pagar pensão ao filho que teve numa relação extraconjugal; o filho de Zequinha Sarney, que explora a ‘mina de ouro’ dos empréstimos consignados em BrasíliaO Senado Federal tem em seus quadros motoristas, ascensoristas e seguranças com salários superiores ao do presidente da República.


Apesar da crise que abalou o mundo, lá não existem vestígios de desemprego. Mesmo com mais de 8 mil funcionários, há sempre uma vaga disponível para um parente, amigo ou correligionário dos parlamentares. O Senado também é invejado pelo tratamento que dá a seus servidores. Sua direção tem carta branca para aumentar os próprios vencimentos e se conceder privilégios, como promoções, plano de saúde vitalício e pagamento de horas extras, inclusive para quem não trabalha. E o mais impressionante: tudo pode ser feito na surdina, completamente às escondidas, de modo a manter as irregularidades longe dos olhos dos eleitores.



Há cinco meses, o Senado Federal está se submetendo a um processo de implosão com revelações de casos de nepotismo, tráfico de influência, mordomias e corrupção envolvendo parlamentares e funcionários. Restou evidente que, há anos, o templo da democracia abriga um gigantesco mausoléu de más práticas políticas que não condizem mais com a realidade de um país que mira um ponto mais alto na escala de civilidade. Além dos copeiros e ascensoristas, o Senado precisa urgentemente contratar um faxineiro para limpar as sujeiras da instituição.



O presidente do Congresso não parece ter saúde nem disposição para a missão, da qual declinou explicitamente em um discurso ao plenário ("Não fui eleito para limpar o lixo das cozinhas", disse).Mordomo e netos na 'farra' - Desde que assumiu o cargo, em fevereiro, José Sarney tem sido diariamente confrontado com as mais variadas evidências de irregularidades, a maioria delas desencavada pelos repórteres da sucursal de Brasília do jornal O Estado de S. Paulo. Aos 79 anos, o ex-presidente da República está refém de suas próprias criações. A mais assustadora delas, o ex-diretor-geral Agaciel Maia, enriqueceu no posto chefiando uma administração paralela, clandestina, que usava para favorecer parentes, amigos seus e de parlamentares.Os atos clandestinos beneficiaram um mordomo - Amaury de Jesus Machado, o "Secreta" -, que recebia 12 000 reais de salário mensal do Senado, mas, por motivos óbvios, não trabalha lá, e sim na casa de Roseana Sarney, filha do senador Sarney. Por meios clandestinos também foi beneficiado outro membro do clã Sarney, João Fernando Michels Gonçalves Sarney, neto do ex-presidente da República (filho de Fernando Sarney com uma ex-miss).



Por fim, O Estado de S. Paulo revelou que José Adriano Cordeiro Sarney, também neto do senador (filho de Sarney Filho, o "Zequinha"), conseguiu uma autorização para negociar empréstimos consignados dentro do Senado. Segundo o rapaz, um economista de 29 anos de idade, sua empresa fatura perto de 5 milhões de reais ao ano.Político há mais tempo em atividade no país, Sarney entronizou-se agora como símbolo do patrimonialismo, coronelismo e clientelismo que dominam a vida pública brasileira desde tempos imemoriais. Isso é justo com o velho patriarca, ex-presidente da República, o primeiro da era pós-ditadura militar, um homem afável e de vasta cultura, contrastante com a planície ágrafa que o cerca? Em política não existe justiça, mas perdedores e ganhadores. Os demais senadores, entre eles muitos que fazem a mesma coisa que Sarney, estão conseguindo que ele carregue sozinho nos ombros toda a culpa pelas escabrosas revelações das últimas semanas. Não por injustiça, mas por ver nele um perdedor do jogo político pré-eleição presidencial de 2010.Transparência revelou descalabros - Na semana passada, diante da pressão provocada pelas novas denúncias, Sarney criou o Portal da Transparência, com todos os dados de compras, nomeações e gastos do Senado.



Os dados mostram, entre outras coisas, que o presidente tem uma legião de 120 funcionários à sua disposição. São ocupantes de cargos que estão subordinados diretamente a ele, que escolhe quem nomear e quando demitir.Entre eles há familiares, assessores que cuidam dos escritórios políticos de Sarney no Maranhão e no Amapá, administradores do Memorial José Sarney, em São Luís, parentes de lobistas, de magistrados e de correligionários, como a mulher e a filha do ex-senador Francisco Escórcio, um "quebra-galho" do grupo político do presidente do Senado, que já foi acusado de espionar senadores adversários durante o processo de cassação de Renan Calheiros.Sarney tem biografia e nome para, a esta altura da vida, estar distante das refregas mais rasteiras do mundo político.



Mas ele nunca quis, ou pôde, se afastar dos cargos que conferem poder de nomear e influir. Sem isso, Sarney torna-se presa fácil para seus não poucos adversários.Além dessa circunstância, vale a pena investigar, munidos apenas dos mecanismos da psicologia mais comezinha e da história, o que leva um político a essa situação. A resposta mais lógica, amparada na história, é a fronteira indefinida e fluida entre o público e o privado na vida nacional. Quando d. João VI se mudou com a corte de Lisboa para o Rio de Janeiro, em 1808, os nobres foram alojados nas melhores casas da cidade, das quais os donos foram sumariamente expulsos. Mas não eram eles os proprietários? Eram. Até que uma necessidade específica do estado os privou do que parecia um direito adquirido.Na mão oposta, são incontáveis os casos de altos funcionários do império e da república que se valeram de suas funções públicas para satisfazer suas necessidades particulares.



Sarney é um herdeiro dessa mentalidade, com raríssimas exceções, prevalente no Brasil.Pressionado para sair - Senadores foram à tribuna pedir que ele se licenciasse ou até mesmo renunciasse. "Há um mês eu dizia: é melhor o presidente Sarney sair antes que seja obrigado a sair. Hoje eu repito: é bom que o presidente Sarney largue a presidência antes que sua presença fique insustentável. Ele tem de sair. Se ele renunciar, isso termina hoje", afirmou Pedro Simon, do PMDB gaúcho. O PSOL apresentará na quarta-feira um pedido de abertura de processo de cassação contra Sarney. No mesmo dia, PSDB e DEM se reúnem para decidir se também pedem sua saída. Até os funcionários de carreira começam a revelar descontentamento.



Em entrevista a VEJA, o consultor-geral adjunto do Senado, Alexandre Guimarães, desabafou: "Tenho vergonha de trabalhar no Senado".Acuado pelas denúncias que envolvem a família, cobrado por aliados e emparedado por oposicionistas, o presidente subiu à tribuna para um pronunciamento que chamou atenção pela tibieza: "Eu julguei que, quando fui eleito presidente, era para presidir politicamente a Casa, e não para ficar submetido a procurar a despensa ou limpar o lixo das cozinhas da Casa". Depois disso, desapareceu. Em nota, disse apenas que é alvo de uma campanha "midiática" por apoiar o presidente Lula.Conivência e apoio de Lula - Sarney se apóia em dois pilares para se manter no cargo. O primeiro é a conivência dos senadores. A auditoria feita nos atos secretos mostrou que 37 senadores se beneficiaram das decisões secretas.



O outro pilar é o apoio de Lula. Há duas semanas, o presidente disse que Sarney merecia um tratamento diferenciado pela biografia que construiu. Na semana passada, Lula voltou a defendê-lo publicamente. Nesta semana reunirá a coordenação política do governo para discutir uma saída para a crise do aliado. O presidente considera que seu enfraquecimento dificultará o apoio do PMDB à candidatura de Dilma Rousseff. E não suporta a idéia de o Senado ser presidido por Marconi Perillo (PSDB-GO), primeiro vice-presidente, adversário ferrenho e um dos denunciantes do mensalão.



Qual será o desfecho da crise do Senado? O metabolismo mais comum dessas situações em Brasília é deixar naufragar seu rosto mais em evidência, no caso o de José Sarney, e declarar de pronto que todos os problemas estão resolvidos. Na sexta-feira passada, era enorme a tentação de repetir essa manobra tantas vezes feita com sucesso no Planalto. Mas desta vez pode não dar certo. Se Sarney não tem como escapar da condenação de ser o símbolo do atual estado de coisas, ele tem todas as condições de mostrar que seu sacrifício é suficiente apenas para dar um ar de volta à normalidade ao que, com certeza, não é normal. Basta contar o que ele sabe.



Com um Brasil que dá certo em todas as outras frentes, o bastante provável é que, quando se debruçarem sobre este ano do Senhor de 2009, os analistas no futuro vão descrevê-lo como aquele em que a política em Brasília deixou de ser nossa vanguarda do atraso.


(Otávio Cabral, da Veja)




Sarney emprega ‘fantasma’ ligada a Renan


DEU NA FOLHA DE S. PAULO


Vânia Lins Uchôa Lopes recebe da Presidência do Senado sem dar expediente:



Por Fábio Zanini

Da Folha de S. Paulo



O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), emprega na sua assessoria uma funcionária fantasma da instituição, protegida do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), casada com um suposto "laranja" dele, que é suspeito de integrar um esquema irregular do alagoano.Vânia Lins Uchôa Lopes foi contratada como assessora técnica da presidência do Senado em 8 de abril de 2005, quando Renan ocupava o cargo que hoje é de Sarney. Ela recebe sem dar expediente no local. Vânia é mulher de Tito Uchôa, primo de Renan.



Em 2007, Tito foi apontado como comprador de emissoras de rádio em Alagoas em nome de Renan, que seria o verdadeiro proprietário.Na mesma época, a agência pertencente ao casal, a Costa Dourada Veículos Ltda., foi investigada pela Polícia Federal por ter emprestado a ele R$ 178 mil não declarados ao fisco.Tanto o empréstimo como o caso das rádios embasaram processos contra Renan que quase lhe custaram o mandato -e o levaram a renunciar à presidência do Senado em 2007.



Ninguém conhece Vânia na presidência do Senado: ela fica em Maceió e nunca vai a Brasília, segundo informação dada por uma empregada em sua casa na capital alagoana.Assessores do senador José Sarney, informalmente, admitiram à Folha que ela não trabalha onde está lotada.No Senado, Renan mantém pelo menos mais um aliado que recebe sem trabalhar pela Casa, além de outros personagens dos escândalos que há dois anos ameaçaram seu mandato.Outro fantasma – Lotado como motorista em seu gabinete pessoal desde julho de 2003, Geraldo Anizio de Amorim dá expediente em Murici (AL), berço político da família Calheiros.



Ele é o chefe de gabinete de Renan Calheiros Filho, prefeito da cidade. Conhecido como Geraldão, coordenou a vitoriosa campanha à reeleição do filho do senador no ano passado.Em outubro do ano passado, foi nomeado no gabinete do senador o assessor Carlos Ricardo Nascimento Santa Ritta. Secretário-geral do PMDB, estava de fato retornando a um posto que deixara meses antes para disputar a Prefeitura de Jequié da Praia (AL) – foi derrotado.Ao lado de Tito Uchôa, Santa Ritta também foi apontado como dirigente de emissoras de rádio – avaliadas em R$ 2,5 milhões – que seriam do senador.O senador sempre negou a propriedade das rádios.



A compra, em dinheiro vivo, foi investigada por uma comissão do Senado. Foi uma das bases para um dos processos de cassação de Renan, que não prosperou.Também dá expediente no gabinete de Renan o assessor parlamentar Everaldo França Ferro, que teria sido um dos emissários do dinheiro para a compra das rádios.Seu nome foi associado a outro escândalo, o da construtora Gautama, também em 2007. Ele foi flagrado pela Polícia Federal em conversas com o empresário Zuleido Veras, dono da construtora Gautama, que foi acusado de chefiar quadrilha que fraudava licitações.A chamada "República de Murici" tem mais duas assessoras empregadas em cargos comissionados do Senado.Vice-prefeita da cidade até dezembro do ano passado, Rita de Cassia Lins Tenorio foi premiada por Renan pai com um cargo de secretária parlamentar em janeiro, após ter sido alijada da chapa de Calheiros Filho que concorreu à reeleição.Outra aliada, Marlene Galdino dos Santos e Santos, acumulou por dois meses no final do ano passado o cargo de presidente da Câmara Municipal de Murici com um cargo de assistente parlamentar. Ex-vereadora desde janeiro, ela mantém a vaga no Senado.


(Folha de S. Paulo)

E-mails mostram que ordem para atos secretos partia de Agaciel

ESCÂNDALO NÃO PÁRA DE CRESCER

Mensagens eram remetidas pelo chefe de gabinete do então diretor do Senado com um aviso: ‘Não circular’


Por Leandro Colon
De O Estado de S. Paulo



O Ministério Público Federal obteve a primeira prova material de que a produção em série dos atos secretos no Senado era intencional e operacionalizada pelo ex-diretor Agaciel Maia. São e-mails remetidos pela Diretoria-Geral, com determinação de sigilo, à Secretaria de Recursos Humanos, então chefiada por João Carlos Zoghbi.O caminho percorrido pelas mensagens, segundo o Ministério Público, reafirma o envolvimento de Agaciel e Zoghbi, que comandaram esses setores no período dos atos sigilosos. Os e-mails eram assinados pelo chefe de gabinete de Agaciel, Celso Antonio Martins Menezes, braço direito do ex-diretor.


Quem os recebia era Franklin Albuquerque Paes Landim, responsável pela publicação dos boletins internos.Nos e-mails, Menezes repassa boletins administrativos anexados com uma sucinta recomendação: "Não circular."Um inquérito para apurar o caso foi aberto pela procuradora Anna Carolina Resende no último dia 16, após o jornal O Estado de S. Paulo revelar a existência de atos secretos dentro do Senado.


Ontem, ela e mais cinco procuradores enviaram documento ao presidente José Sarney (PMDB-AP) sugerindo medidas de controle para evitar os atos secretos.No texto, eles informam sobre os e-mails do ex-chefe de gabinete: "A não circulação na rede do Senado de pelo menos parte dos atos não divulgados foi feita em atenção ao pedido/ordem feito pelo servidor Celso Antônio Martins Menezes por meio de e-mails." A recomendação entregue a Sarney é apenas uma fase inicial do inquérito. A investigação continua.Improbidade – Na avaliação dos procuradores, os e-mails e depoimentos, como o de Landim, responsável pela publicação dos atos, serão fundamentais para uma ação por improbidade administrativa contra Agaciel, que deixou a diretoria em março e pediu licença remunerada do cargo na quinta-feira, por 90 dias.


Os procuradores estão convencidos de que medidas foram escondidas de propósito. Agaciel já é alvo de uma sindicância no Senado. Pediu a licença de 90 dias para preparar sua defesa. Um processo na Justiça pode acelerar sua demissão do serviço público.Uma comissão formada por servidores do Senado identificou 663 decisões que não foram divulgadas nos últimos anos. O caso derrubou o diretor-geral, José Alexandre Gazineo, e o de Recursos Humanos, Ralph Siqueira. Este último, aliás, também prestou depoimento ao Ministério Público. E confirmou que os atos secretos serviam para inserir funcionários na folha de pagamento.


A procuradora entende que o número de atos secretos pode subir. Para ela, a prática de divulgar medidas somente no sistema de intranet é irregular. São atos que aparecem só nos computadores da Casa, acessados por funcionários e jornalistas que cobrem o Senado.

sábado, 27 de junho de 2009

Manifestantes pedem a saída de Sarney com panfletagem e passeata em São Luís


Militantes de diversos movimentos sociais e de juventude realizaram, no final da tarde de ontem, em São Luís, uma passeata de protesto exigindo a renúncia do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A manifestação contou com a participação de um grande número de militantes sociais e representantes de grupos de jovens, que foram às ruas, gritando palavras de ordem, e pedindo o afastamento de Sarney depois dos vários escândalos que envolveram seu nome com a nomeação de parentes através de atos secretos.



A concentração aconteceu, no início da tarde, em frente ao Liceu Maranhense, onde foi distribuído um panfleto intitulado “Pela ética no Senado, sai Sarney”, que serviu de mote para o Movimento Todos contra Sarney, que reúne organizações juvenis de base da Igreja Católica, de partidos políticos, movimentos culturais, redes de jovens etc.


Para a direção organizadora, o mais importante é que, a partir de agora, toda sociedade em geral da Ilha Rebelde está sendo estimulada a participar da campanha. De acordo com o jornalista Franklin Douglas, tal como em 1992, quando as passeatas de ruas do movimento estudantil detonaram um movimento pelo Fora Collor (fruto da indignação popular em relação ao grande esquema de corrupção e da alta inflação), a passeata de ontem tornou-se o ponto de partida de um movimento que poderá cumprir o mesmo papel com relação à saída de Sarney da presidência do Senado.



Durante a passeata, que saiu do Liceu Maranhense e atravessou a Rua Grande, seguindo até a Praça João Lisboa, houve apitaço, performances e pessoas vestidas de mordomo, cortejo de catirinas e uma “quadrilha” do Senado, aproveitando o período de festas juninas.

Por Um Fio

O que voce vai ler a seguir é o comentário de Merval Pereira, do Jornal O Globo, do Rio de Janeiro, e da Globo News. Ele é um dos mais bem informados articulistas do País.


"Dependendo do que vier a acontecer nos próximos dias, o senador José Sarney corre o risco de perder o apoio político do DEM, o que pode significar um baque definitivo na sua resistência em deixar a presidência do Senado em meio à crise que vai se revelando ser cada vez mais sua, ou pelo menos ter nele uma figura central. É uma ironia do destino que a prática do nepotismo que caracteriza a atuação política dos Sarney tenha como símbolo o próprio neto, batizado de José Sarney Neto e que, por vontade própria, aos 20 anos mudou seu nome para José Adriano Cordeiro Sarney.


Se, como os adversários políticos do avô comentam, ele mudou de nome por vergonha, esse sentimento se dissipou com o tempo, pois hoje, aos 29 anos, não se envergonhou de entrar no negócio de crédito consignado no Senado e em outros órgãos públicos, onde o sobrenome pesa mais que os títulos acadêmicos.Nepotismo deriva do latim nepos, que pode significar tanto neto como sobrinho.


Indica a posteridade de maneira geral, e o sentido se deve aos Papas da Igreja Católica que tinham o hábito de conceder cargos a parentes mais próximos.Nos tempos modernos, é associado à conduta de funcionários públicos que fazem concessões a familiares.Dizer que o rapaz é muito bem formado, "com mestrado na Sorbonne e doutorado em Harvard", como disse Sarney em uma curta nota oficial, não explica nem as aptidões do neto, que com um currículo desses deveria estar em posto mais elevado na carreira de economista, mas, sobretudo, não diz nada sobre o aspecto moral da questão, que é o que importa.



Mais uma vez a mistura entre o público e o privado aparece na prática política da família Sarney, que já tinha no recente rol de escândalos um "serviçal" de Roseana empregado como chofer no Senado, ganhando RS 12 mil, e diversos parentes empregados em gabinetes de correligionários, inclusive outro neto, numa prática de nepotismo cruzado muito em voga no Senado e na Câmara e também no sistema judiciário, que em boa hora proibiu a prática.


Como sempre acontece no Brasil quando algum político é apanhado em irregularidade, ele coloca sempre a teoria da conspiração para funcionar.Foi assim quando Renan Calheiros tentava resistir às denúncias para permanecer na presidência do Senado, e passou a difundir a tese de que sua saída seria prejudicial ao governo Lula, que seria na verdade o alvo dos ataques.O mesmo faz Sarney, que ontem disse que sofre uma "campanha midiática" por sua posição política, "nunca ocultada", de apoio ao presidente Lula e a seu governo.Sarney tem feito análises políticas sobre a situação, colocando em segundo plano as falcatruas e irregularidades que vêm sendo denunciadas nos últimos meses.



Lamenta-se dizendo que se soubesse que o PSDB iria apoiar a candidatura de Tião Viana, do PT, não teria se candidatado, atribuindo à oposição derrotada e à parte do petismo suas atuais atribulações.Apoiado por um presidente Lula que não mede esforços para demonstrar sua lealdade pessoal, o senador Sarney não tem, porém, o apoio irrestrito nem no seu partido, o PMDB, de onde veio o pedido mais forte para que se licencie do cargo, através do senador Pedro Simon, nem do grupo do PT que apoiou o senador Tião Viana.Já perdeu apoios individuais dentro do próprio Democratas, onde o senador Demóstenes Torres também pediu sua saída, pelo menos para que o ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, seu protegido, possa ser investigado livremente.


O primeiro-secretário Heráclito Fortes, que acabou assumindo o papel principal das apurações burocráticas relativas a decretos secretos e outras falcatruas envolvendo crédito consignado e terceirizações de toda ordem, no que parece ser um esquema fraudulento de alto calibre organizado dentro do Senado, é uma voz solidária a Sarney dentro do DEM, mas não encontra bons argumentos e corre o risco de morrer afogado abraçado a ele.O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia, já anunciou que seu partido não está disposto a "defender o indefensável", categoria em que coloca a atuação do neto de Sarney no crédito consignado do Senado.Não é previsível que o DEM venha a abandonar de vez Sarney, devido aos vínculos históricos que o unem ao partido, oriundo do antigo PFL, criado por Sarney e outros dissidentes do PDS que romperam com o regime militar e aderiram à candidatura de Tancredo Neves à Presidência, viabilizando-a politicamente.Como essa, teve várias chances de recuperar a imagem de modernizador que o levou pela primeira vez ao governo do Maranhão, e mereceu de Glauber Rocha um documentário esperançoso.



A miséria mostrada no filme, longe da redenção anunciada, só fez aumentar.Na Presidência devido à morte de Tancredo, Sarney pronunciou uma frase que parecia prenunciar bons tempos: "Deus não me trouxe de tão longe para que eu falhe". Falhou fragorosamente quando, inebriado pelo sucesso do Plano Cruzado, trocou os ajustes necessários por uma vitória eleitoral esmagadora do PMDB. Em seguida, o plano fez água e nunca mais o governo Sarney recuperou-se.Mesmo tendo tido um governo em muitos aspectos desastroso, Sarney conseguiu que prevalecesse na percepção popular um traço inegável de sua conduta política: a tolerância e a valorização da democracia, que ele ajudou a consolidar.



Essa fama lhe deu outra chance de permanecer na política com uma postura de "estadista" que poderia tê-lo reabilitado, não fosse a necessidade de manter o poder regional no Maranhão e no Amapá e o hábito irrefreável do fisiologismo, do nepotismo e da troca de favores como moeda política.E é essa pequena política que o está levando mais uma vez para a porta dos fundos da História."

sexta-feira, 26 de junho de 2009

BRASILIA, A CAPITAL DOS ESCANDALOS!

BRASÍLIA - Ao se trancar em casa, sem condições políticas e psicológicas de ir ao Congresso, o ex-presidente da República e tri-presidente do Senado, José Sarney, 78, começou -embora negue- o movimento de saída do cargo, empurrado pela crise que é dele e da instituição. A história se repete. Foi assim com Antonio Carlos Magalhães, Jader Barbalho, Renan Calheiros, que se enredaram nos próprios erros e tiveram de renunciar, vítimas da misteriosa cadeira ejetora da presidência do Senado.


Durante anos se ouve falar de histórias esquisitas que perseguem como sombras a trajetória de cada um deles. Elas só vêm a público daqui e dali, porque “ouvir falar” é bem diferente de “comprovar”, mas consolidam percepções do próprio meio político e da imprensa -logo, da opinião pública.Um belo dia, o poderoso é eleito ou reeleito presidente do Senado, e o que era de “ouvir falar” ganha corpo, pernas e provas. O resto é pretexto. ACM foi derrubado por quebra de sigilo dos votos em plenário; Jader, por escândalos de décadas na Sudam; Renan, pela namorada.


Sarney afunda sob o peso de boas ações para parentes e apadrinhados com dinheiro público e de ligações perigosas com o submundo da burocracia parlamentar. E repete o script dos antecessores de cargo e de infortúnio.


Primeiro, desdém. Depois, perplexidade. Logo, a tese do complô entre inimigos no Estado, adversários no Congresso, funcionários invejosos e, claro, a imprensa. Enfim, a denúncia de uma “campanha midiática”, como diz Sarney, também repetindo ACM, Jader, Renan, sem as devidas explicações. O ataque de Pedro Simon não é pá de cal, é detalhe previsível. Sarney chegou ao momento dramático da solidão, da tristeza e de reunir as últimas energias para tentar resistir, gritando socorro para o Planalto. Costuma, porém, ser só questão de tempo. A não ser que refaça o final de um filme que a gente já viu e reviu.

SEM ANESTESIA

O que você vai ler a seguir é o artigo do cientista político Murilo Aragão em que ele analisa a crise do Senado. O texto foi veiculado há pouco pelo blog do Noblat.


"Na semana passada, o presidente José Sarney tentou reverter com um discurso em plenário o fortalecimento da corrente que defendia sua renúncia. Ganhou apenas a solidariedade do presidente Lula e um pouco mais de tempo para tomar medidas concretas que tirem o Senado da berlinda.


A verdade é que Sarney está comprometido até o talo com as irregularidades administrativas ora descobertas. Seu jogo será o de ganhar tempo até que a imprensa enjoe do tema. É a tendência predominante, já que não interessa ao governo a morte política de Sarney. Ruim com ele, pior sem ele.



Sarney é uma espécie de poder moderador nas relações do governo com o PMDB. Ainda que não seja confiável, como se viu no episodio da instalação da CPI da Petrobras, quando ele não moveu um dedo para ajudar o governo. Além do mais, não existe alternativa a Sarney. Renan Calheiros, outro pólo de poder em franca recuperação. Ser líder do PMDB está de bom tamanho.



No PT, há quem comemore muito o desgaste de Sarney. O partido se sentiu traído pelo PMDB. Achava-se no direito de comandar o Senado, uma vez que apoiou a candidatura de Michel Temer (PMDB-SP) para a presidência da Câmara. De certa forma, tem toda razão. Até mesmo o presidente Lula teria ouvido de Sarney que não seria candidato.
Depois, docemente constrangido, mudou de idéia. Ganhou e mergulhou o Senado em uma das mais graves crises de sua história, pois, a exemplo de situações limites da nossa história, os vencidos não respeitaram o resultado do jogo e deflagaram uma guerra de foice no escuro, como dizia Tancredo Neves.



A rigor, Sarney deveria renunciar bem como os demais membros da atual mesa. Uma nova eleição deveria ser feita, além de uma ampla auditoria externa e independente nas contas do Senado. Porém, nada disso vai acontecer. Pelas seguintes razões: a oposição está desarvorada e acoelhada diante do assunto. Teme ser atingida por acusações graves.
Para a sociedade, a crise do Senado é mais uma que acontece das inúmeras que já aconteceram. No governo, a crise – se não é boa – também não é tão ruim desde que a imagem do presidente seja preservada. Assim, o que deve prevalecer é o imobilismo e o desinteresse geral. Ou seja, daqui a algumas semanas a imprensa baixa o tom e vai atrás de outro tema. Aos poucos, Sarney recuperará a mobilidade política e tudo ficará como dantes no quartel de Abrantes. Essa é a tendência predominante.



No entanto, sempre existe um "porém". Nesse caso, a crise do PMDB no Senado tem vários pontos de interrogação. Um deles se refere a relação do partido com o PT na sucessão. O governo sabe que o PMDB será vital na disputa em 2010. Principalmente, por causa do tempo de televisão.
Por outro lado, parte do PMDB se sente tentado em se juntar a Serra. Alguns acham que, independente de quem ganhar, o partido será parte do governo. Assim, o ideal é lançar um candidato próprio e alavancar alianças regionais. Não são opções fáceis.



Faltando pouco mais de dezoito meses para o fim da "Era Lula", o quadro político tende a ser cada vez pior. E, neste momento, o governo está paralisado e sem iniciativa. Esperando a fogueira do Senado baixar. Não é o ideal. É o que resta fazer. Até mesmo pelo fato que de a sucessão de 2010, seja qual for a chapa governista, será decidida pelo ambiente econômico que dificilmente será impactado negativamente pelas trapalhadas de nosso sistema político."

O SENADO!!

A maior parte dos países do mundo contemporâneo segue o modelo legislativo bicameral, ou seja, o poder de criar leis é repartido entre duas casas. Assim também é no Brasil. Temos a Câmara dos Deputados e o Senado da República. São 513 deputados e 81 senadores, sendo três por Estado. Proporcionalmente, são mais de seis parlamentares federais para cada senador. Mas é no Senado que se revela uma das maiores crises já vivida pelo parlamento nacional.


O que acontece ali na câmara alta tem a ver com a moralidade pública, um dos princípios basilares da Constituição brasileira. Logo estamos diante de uma questão nacional de extrema relevância e que as tentativas de minimização são e serão inócuas.


São muitas as acusações. Já se falou em nepotismo, peculato, tráfico de influência e outras improbidades como atos secretos e até contas secretas. De todas as denúncias a que parece mais grave e irrefutável, que deveria, portanto, ter mais destaque, é a do auxílio moradia. Dinheiro público em conta particular, sem respaldo legal, seria motivo mais do que suficiente para punir com demissão a bem do serviço público qualquer barnabé que incorresse na mesma conduta, sobretudo quando se trata do gestor do órgão. Nem mesmo a confissão ou mesmo a devolução voluntária pode ensejar a exclusão da punibilidade. São coisas elementares do direito vigente.


No olho do furacão, o presidente José Sarney, pessoa no mínimo “incomum”, se esforça, faz pronunciamentos, exonera servidores que chefiavam o órgão, extingue diretorias, cria portal da transparência, se mexe para todo lado, mas não consegue convencer a sociedade brasileira.
A cada dia surgem novas denúncias e sua situação é cada vez mais insustentável. Por muito menos, Antônio Carlos Magalhães, Jader Barbalho e Renan Calheiros perderam a presidência do Senado. Talvez seja a maldição ou bendição da cadeira. O senador Cristovam Buarque chegou a dizer que o conceito de “fundo do poço” está sendo desmoralizado, pois sempre se encontra um fundo mais abaixo. Na Roma antiga, foi preciso o imperador Calígula nomear um cavalo como senador para que se desmoralizasse a instituição. Crer-se que não iremos tão longe assim.



Contudo, o que ocorre no Senado não é de se estranhar, pois o mesmo já nasceu deformado e mantém este perfil até hoje, insistindo em fazer valer a máxima popular do “pau que nasce torto”.


Inspirado no modelo britânico, foi criado ainda no período do Império, para ser a nossa “câmara dos lordes”. Uma espécie de representação tupiniquim da “nobreza” brasileira. Por essa razão, somente poderiam se candidatar a senador os homens ricos, com renda anual mínima de 800 mil réis. A escolha cabia ao imperador e os mandatos eram vitalícios. Negros, pobres e mulheres não tinham vez.


Na república velha, no embalo das ideias de Rui Barbosa, tentou-se uma aproximação com o modelo americano, no qual os senadores representam, de fato e de direito, as unidades da federação. Mas, diferentemente dos Estados Unidos, o Brasil nunca fez sua revolução e os Estados não se firmaram com independência, como poderia ser. Resultado, o Senado se tornou o lugar das elites regionais, de coronéis e de oligarcas.


Daí a razão do seu distanciamento dos anseios populares. A maioria dos senadores ainda representa as antigas práticas cultivadas pela elite atrasada e conservadora que sempre dominaram a política brasileira.
O Senado está em xeque. Há quem defenda sua extinção alegando absoluta inutilidade. Não chegaremos a tanto. Mas é cada vez mais intensa a necessidade de uma profunda reforma política e de renovação naquela Casa. Essa tarefa de grande envergadura está incumbida ao povo brasileiro, que, certamente, saberá dar sua resposta nas urnas. Essa é nossa esperança. Amém.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Fora do Comum

Há anos, nem me lembro mais quantos, os principais colunistas e repórteres de política do Brasil, sobretudo os de Brasília, reputam ao senador José Sarney uma aura divinal de grande articulador político, uma espécie de gênio da raça dotado do dom da ponderação, da mediação e do diálogo.


Na selva de preservação de fontes que é o Congresso Nacional, estabeleceu-se entre os repórteres ali lotados que gente como Sarney – ou como Antonio Carlos Magalhães, em tempos não tão idos – não precisa ser olhada pelas raízes, mas apenas pelas folhagens.


Esse expediente é, no fim das contas, a razão desse descolamento absurdo do jornalismo brasiliense da realidade política brasileira e, ato contínuo, da desenvoltura criminosa com que deputados e senadores passeiam por certos setores da mídia.


Olhassem Sarney como ele é, um coronel arcaico, chefe de um clã político que há quatro décadas domina a ferro e fogo o Maranhão, estado mais miserável da nação, os jornalistas brasileiros poderiam inaugurar um novo tipo de cobertura política no Brasil.


Começariam por ignorar as mentiras do senador (maranhense, mas eleito pelo Amapá), o que reduziria a exposição de Sarney em mais de 90% no noticiário nacional.


No Maranhão, a família Sarney montou um feudo de cores patéticas por onde desfilam parentes e aliados assentados em cargos públicos, cada qual com uma cópia da chave do tesouro estadual, ao qual recorrem com constância e avidez.


O aparato de segurança é utilizado para perseguir a população pobre e, não raras vezes, para trucidar opositores.


A influência política de Sarney foi forte o bastante para garantir a derrubada do governador Jackson Lago, no início do ano, para que a filha, Roseana, fosse reentronizada no cargo que, por direito, imaginam os Sarney, cabem a eles, os donatários do lugar.


José Sarney é uma vergonha para o Brasil desde sempre. Desde antes da Nova República, quando era um político subordinado à ditadura militar e um representante mais do que típico da elite brasileira eleita pelos generais para arruinar o projeto de nação – rico e popular – que se anunciava nos anos 1960.


Conservador, patrimonialista e cheio dessa falsa erudição tão típica aos escritores de quinta, José Sarney foi o último pesadelo coletivo a nós impingido pela ditadura, a mesma que ele, Sarney, vergonhosamente abandonou e renegou quando dela não podia mais se locupletar.
Talvez essa peculiaridade, a de adesista profissional, seja o que de mais temerário e repulsivo o senador José Sarney carregue na trouxa política que carrega Brasil afora, desde que um mau destino o colocou na Presidência da República, em março de 1985, após a morte de Tancredo Neves.


Ainda assim, ao longo desses tantos anos, repórteres e colunistas brasileiros insistiram na imagem brasiliense do Sarney cordial, erudito e mestre em articulação política.


É preciso percorrer o interior do Maranhão, como já fiz em algumas oportunidades, para estabelecer a dimensão exata dessa visão perversa e inaceitável do jornalismo político nacional, alegremente autorizado por uma cobertura movida pelos interesses de uns e pelo puxa-saquismo de outros.


Ao olhar para Sarney, os repórteres do Congresso Nacional deveriam visualizar as casas imundas de taipa e palha do sertão maranhense, as pústulas dos olhos das crianças subnutridas daquele estado, várias gerações marcadas pela verminose crônica e pela subnutrição idem.
Aí, saberiam o que perguntar ao senador, ao invés de elogiar-lhe e, desgraçadamente, conceder-lhe salvo conduto para, apesar de ser o desastre que sempre foi, voltar à presidência do Senado Federal.
Tem razão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao afirmar, embora pela lógica do absurdo, que José Sarney não pode ser julgado como um homem comum. É verdade.


O homem comum, esse que acorda cedo para trabalhar, que parte da perspectiva diária da labuta incerta pelo alimento e pelo sucesso, esse homem, que perde horas no transporte coletivo e nas muitas filas da vida para, no fim do mês, decidir-se pelo descanso ou pelas contas, esse homem comum é, basicamente, honesto e solidário.
Sarney é o homem incomum. No futuro, Lula não será julgado pela História somente por essa declaração infeliz e injusta, mas por ter se submetido tão confortavelmente às chantagens políticas de José Sarney, a ponto de achá-lo intocável e especial.


Em nome da governabilidade, esse conceito em forma de gosma fisiológica e imoral da qual se alimenta a escória da política brasileira, Lula, como seus antecessores, achou a justificativa prática para se aliar a gente como os Sarney, os Magalhães e os Jucá.


Pelo apoio de José Sarney, o presidente entregou à própria sorte as mais de seis milhões de almas do Maranhão, às quais, desde que assumiu a Presidência, em janeiro de 2003, só foi visitar esse ano, quando das enchentes de outono, mesmo assim, depois que Jackson Lago foi apeado do poder.


Teria feito melhor e engrandecido a própria biografia se tivesse descido em São Luís para visitar o juiz Jorge Moreno. Ex-titular da comarca de Santa Quitéria, no sertão maranhense, Moreno ficou conhecido mundialmente por ter conseguido erradicar daquele município e de regiões próximas o sub-registro civil crônico, uma das máculas das seguidas administrações da família Sarney no estado.


Ao conceder certidão de nascimento e carteira de identidade para 100% daquela população, o juiz contaminou de cidadania uma massa de gente tratada, até então, como gado sarneyzista.


Por conta disso, Jorge Moreno foi homenageado pelas Nações Unidas e, no Brasil, viu o nome de Santa Quitéria virar nome de categoria do Prêmio Direitos Humanos, concedido anualmente pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República a, justamente, aqueles que lutam contra o sub-registro civil no País.
Em seguida, Jorge Moreno denunciou o uso eleitoral das verbas federais do Programa Luz Para Todos pelos aliados de Sarney, sob o comando, então, do ministro das Minas e Energia Silas Rondeau – este um empregado da família colocado como ministro-títere dentro do governo Lula, mas de lá defenestrado sob a acusação, da Polícia Federal, de comandar uma quadrilha especializada em fraudar licitações públicas.
Foi o bastante para o magistrado nunca mais poder respirar no Maranhão. Em 2006, o Tribunal de Justiça do Maranhão, infestado de aliados e parentes dos Sarney, afastou Moreno das funções de juiz de Santa Quitéria, sob a acusação de que ele, ao denunciar as falcatruas do clã, estava desenvolvendo uma ação político-partidária.


Em abril passado, ele foi aposentado, compulsoriamente, aos 42 anos de idade. Uma dos algozes do juiz, a corregedora (?) do TRE maranhense, é a desembargadora Nelma Sarney, casada com Ronaldo Sarney, irmão de José Sarney.


Há poucos dias, vi a cara do senador José Sarney na tribuna do Senado. Trêmulo, pálido e murcho, tentava desmentir o indesmentível. Pego com a boca na botija, o tribuno brilhante, erudito e ponderado, a raposa velha indispensável aos planos de governabilidade do Brasil virou, de um dia para a noite, o mascate dos atos secretos do Senado.


Ao terminar de falar, havia se reduzido a uma massa subnutrida de dignidade, famélica, anêmica pela falta da proteína da verdade. Era um personagem bizarro enfiado, a socos de pilão, em um jaquetão coberto de goma.


Na mesma hora, pensei no povo do Maranhão.

Como Agacial Maia se tornou um super funcionário do Senado

O ex-diretor geral do Senado Agaciel Maia é um daqueles casos de ascenção rápida e promissora na vida profissional que alguns poucos conseguem durante a sua vida.


Funcionário de cerreira, trabalha há 33 anos no Senado e há 14 foi nomeado pelo senador José Sarney para o topo da estrutura hierárquica da Casa, com a incumbência de gerenciar um orçamento anual de R$ 2,7 bilhões, um motante maior do que muitas capitais possuem do ponto de vista orçamentário.


Agaciel foi diretor da Gráfica do Senado de fevereiro de 1987 a março de 1995, quando foi catapultado para o comando administrativo da Casa através das mãos do senador José Sarney, que acabava de tomar posse no seu primeiro mandato de presidente do Senado Federal.


Quando exerceu o cargo de diretor da Gráfica do Senado, Agaciel a transformou numa verdadeira gráfica particular para atender pedidos de Senadores ligados ao esquema Sarney dentro da instituição. Nesse período era produzido, editado e impresso de tudo no parque gráfico do Senado, inclusive material de promoção política de senadores/candidatos nos estados, como, por exemplo, calendários com foto de senadores, livros que nada tinham a ver com a atividade parlamentar. Eram tempos de grandes demandas de serviços particulares de senadores e senadoras, todas prontamente atendidas pelo aplicado diretor Agaciel Maia.
Foi esse desempenho eficiente à frente da Gráfica do Senado, ou seja, de tranformá-la numa fábrica de sonhos gráficos para produção de materiais particulares para senadores e senadoras, o ponto de partida para Agaciel Maia se transformar numa espécie de super funcionário do Senado Federal, com poderes que vão, desde nomear, lotar e exonerar secretamente funcionários, a negociar contratos milionários com fornecedores e prestadores de serviços.


Por tudo o que representa e, principalmente, por tudo o que sabe, é que não tão simples ou fácil a demissão de Agaciel Maia dos quadros de servidores do Senado Federal, que, diga-se de passagem, possui na sua grande maioria um corpo ténico e burocrático da maior qualidade técnica e profissional.

A ordem de Lula é defender Sarney de qualquer jeito

Lula orienta ministros a blindarem o parlamentar. Quer manter o PMDB próximo de Dilma e evitar retaliações.

De Daniel Pereira:

Depois de defender publicamente o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ontem a ministros que reforcem a operação de blindagem ao peemedebista, fustigado pela crise dos atos secretos. A determinação foi passada durante a reunião da chamada coordenação política, no Centro Cultural Banco do Brasil. Pelo menos três motivos justificam a decisão. O primeiro deles é o fato de Sarney ser considerado aliado fundamental nos esforços para garantir o apoio do PMDB à candidatura presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.


O segundo é o temor do governo de que, caso o senador deixe o comando do Congresso, seja aberta uma nova guerra entre petistas e peemedebistas pelo posto, o que pode dificultar votações em plenário e o projeto de unir as duas legendas em 2010. “A pior coisa seria entrarmos de novo naquela disputa ferrenha do início do ano”, declarou um auxiliar de Lula, referindo-se ao embate entre Sarney e o petista Tião Viana (PT-AC) pela presidência do Senado. Com o apoio ao peemedebista, o governo também tenta impedir que o PMDB, detentor da maior bancada da Casa, retalie o Planalto. Por exemplo, tirando do papel a CPI da Petrobras.


“Parte dessa CPI foi motivada pela tentativa de tirar a crise administrativa do foco do noticiário”, afirmou um ministro.Guiados pelo líder do PMDB Renan Calheiros (AL), governistas impediram até agora o início dos trabalhos da comissão que investigará a estatal. Ontem à noite, no entanto, foi lido o pedido de instalação da CPI do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit).


O autor do requerimento é o senador Mário Couto (PSDB-PA), mas a iniciativa tem o aval de correligionários de Sarney. Ontem, Lula ouviu relatos sobre a crise administrativa no Senado. Em seguida, ele, Dilma e ministros — como Franklin Martins (Comunicação Social), Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) — desenharam a estratégia a ser adotada.Uma das orientações é entoar o discurso de que o escândalo não é do peemedebista, mas da Casa.


“O Senado vive um momento difícil, mas os problemas não foram gerados pelo Sarney. São anteriores a eles. O presidente Lula foi muito leal ao senador. Seguiremos o mesmo caminho”, disse um ministro. “A crise não é de hoje, não é de uma pessoa”, reforçou outro ministro. A ideia é oferecer a Sarney a ajuda necessária para virar a página e implantar uma agenda positiva. Além, é claro, de resistir à qualquer pressão para que o parlamentar renuncie à presidência. “Afastamento não passa pela nossa cabeça”, afirmou um ministro.

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