terça-feira, 27 de abril de 2010

O despeito de Haroldo Sabóia


Quem é essa figura fantasmagórica, chamada Haroldo Sabóia?

Haroldo Sabóia já ocupou alguns cargos políticos, e no último pleito - nas eleições municipais de 2008 - disputou o cargo de vereador de São Luís, fato este que a população de São Luís preferiu não referendar.

Fico observando esses " Pitis " que o Haroldo Sabóia anda dando pra cima do Ex-Secretário de Planejamento, Aziz Santos. Pura Inveja!!!Explico:

O Haroldo - que está há muito tempo em decadência na vida política - está é "enciumado",  pois ao contrário dele, o Ex-Secretário de Planejamento Aziz Santos, está em total ascensão  em sua vida pública.

Penso que se o Haroldo tem alguma reclamação quanto ao " poder " que o Aziz Santos tinha no Governo Jackson, ele deveria fazer o registro de tais "reclamações"  diretamente ao Jackson - quem conferiu tamanho " poder" ao Aziz.

O Aziz apenas cumpria - com muita competência - o seu trabalho de gerir as contas do Estado.

Atitudes como essa - por parte do Haroldo - só demonstra o quanto a população estava certa em não referenda - lo ao cargo de vereador de São Luís, e corrobora mais ainda a minha afirmação de que o mesmo encontra-se em total decadência.

Ora, se a população não o quer como representante do povo, quem ele pensa que é para apontar o dedo para alguém?!

Eu acho que ao invés do Haroldo ficar escrevendo essas baboseiras, de "menino chorão", ele deveria é correr atrás de fazer algo para a população Maranhense, e assim quem sabe ele não saíria do ostracismo em que se encontra.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Lewandowski toma posse hoje



Ricardo Lewandowski vai substituir o ministro Ayres Brito, que ocupa o cargo desde maio de 2008.



BRASÍLIA - O novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, toma posse hoje (22) às 19h, em cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele vai substituir o ministro Ayres Brito, que ocupa o cargo desde maio de 2008.


Lewandowski entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) em março de 2006, como ministro substituto, mas tornou-se membro efetivo com a renúncia de Eros Grau em maio de 2009. Antes do STF, ele foi juiz do Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo e desembargador do Tribunal de Justiça do estado (TJ/SP).
Também toma posse, como vice-presidente do TSE, a ministra Cármen Lúcia. Ela chegou ao STF em junho de 2006 e se tornou ministra substituta do TSE em abril de 2008. Cármen iniciou carreira jurídica como procuradora de Minas Gerais, tendo sido procuradora-geral do estado no governo Itamar Franco.

O presidente do STF, Gilmar Mendes, e o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, participam da solenidade.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O Segundo Turno é certo


Já é consenso que a eleição de governador do Maranhão, será mesma decidida em dois turnos. Sem dúvidas, a Pré Candidatura do deputado federal Flávio Dino (PCdoB), ao Governo,  muda radicalmente o cenário da disputa.
A Soma é simples: 
Se as sondagens iniciais apontavam o ex-governador Jackson Lago com 25% das intenções de voto, isto quando ele sequer havia confirmado sua disposição de candidatar-se; e o deputado Flávio Dino já aparecia com 11% sem qualquer sinalização concreta de que estaria no páreo; só aí teriam juntos, 36% dos votos. Considerando-se a estagnação de Roseana Sarney, que no comando da máquina pública faz pesada campanha eleitoral, com quase a totalidade da classe política a lhe apoiar, e nem assim consegue ultrapassar a marca dos 45% nas pesquisas, não há hipótese de decisão em turno único.
A seu favor o ex-governador Jackson Lago traz a vontade que emana do povo da injustiça e isso cala fundo no seio de um eleitorado de profundas raízes religiosas alicerçadas em fortes bases cristãs, que não aceita ignomínias. Nesse contexto, Jackson pode conseguir transmitir em seu discurso e poderá atingir surpreendentes níveis de crescimento podendo reconquistar o mandato perdido no tapetão do TSE.
É provável que se encontre rodando na mente do velho oligarca, a reprise do desbotado filme do qual foi protagonista nos idos de 1965. Naquele ano, esbanjando juventude e pouca expressão política, guiado apenas pelo senso de oportunismo e o vigor do seu discurso fácil, José Sarney surgiu na crista de uma onda popular, verdadeira tsunami, que acabou afundando a oligarquia vintenária do senador pernambucano Vitorino Freire. E como a história costuma se repetir, sua aflição faz todo sentido. 

terça-feira, 20 de abril de 2010

Rebolation - Zé Reinaldo Tavares



Roseana Sarney está em busca de seu quarto mandato, pois, ilegitimamente ou não, ela exerce o terceiro. Portanto, é uma tarefa incrivelmente difícil para os seus marqueteiros apresentá-la com características novas e tentar criar uma nova personalidade para ela contrariando aquilo que sempre foi e é: uma pessoa arrogante, que não tolera a sinceridade vinda de amigos, servidores ou adversários. Ela recebe as críticas com desdém achando que seu sistema próprio de comunicações é tão forte que consegue impor a todos uma Roseana Sarney que não existe.
Isso vem de berço, não muda, está em seu DNA. Eu escrevi, em artigo anterior, que Roseana Sarney, muito abalada com a certeza de que vai ter de enfrentar Flávio Dino nas eleições, viajou ao Rio de Janeiro para se encontrar com Duda Mendonça, o marqueteiro com fama de mago, único em que ela acredita ter a capacidade de torná-la palatável como candidata ao governo.
Duda exigiu pesquisas qualitativas e detectou imediatamente que, entre outras coisas, ela é vista como uma pessoa arrogante, mandona, agressiva e uma mesquinha perseguidora de desafetos, capaz de usar tudo, tudo mesmo ao seu alcance, na luta para ter o poder.
Assim, o primeiro comercial do PMDB, sob orientação de Duda, foi tentar "criar" uma nova Roseana Sarney, em uma versão do famoso "Lulinha Paz e Amor", de 2002. Mas, Lula era um político, na ocasião, ainda sem ter exercido nenhum mandato, que podia se apresentar na campanha com uma imagem sem causar grandes contradições. Roseana Sarney é muito diferente. Ela já exerceu o governo algumas vezes, atropelou todo mundo, agrediu adversários, criou jornais nanicos e temporários para caluniar adversários e fez de tudo para conseguir um golpe de estado jurídico para tomar o governo, e ainda conseguiu que a decisão violentasse a Constituição brasileira e, mesmo perdedora nas eleições, assumir o governo. (Basta ver o que disse o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo, em entrevista reproduzida em meu Blog).
Como querer apresentá-la como uma pessoa dócil, de boa paz, lamentando a agressividade (que ela e a sua família trouxeram para a política) da atual política maranhense? Como isso pode ter alguma coerência? É Duda tentando fazer alguma coisa e honrar o seu contrato.
Um experiente amigo mandou-me essas considerações sobre o fato: "Eu acho que ele deu foi mancada. Tentou trazer o mote de Lula Paz e Amor para ela, mas tem uma diferença monstruosa. Em 2002, Lula era mudança realmente, precisava mudar o estilo devido a tanta taca que entrou. Roseana Sarney é o continuísmo do 4º mandato. Depois, ela prega união, mas desde que isso seja para lhe dar um 4º mandato. Quem está no poder ha tanto tempo não tem legitimidade para falar em mudança de práticas políticas, pois já teve sua chance inúmeras vezes e não fez. Qualquer outra união de políticos é ódio, rancor, intriga".
E o Ucho em seu Blog, escreve: "No início desta semana, a governadora, que deixou claro seu desespero em relação à eleição de outubro próximo, surgiu em programa político para denunciar o cabo de guerra que domina a política maranhense. "Nós, que somos eleitos pelo povo, precisamos parar com esse clima acirrado", declarou, com desfaçatez, a filha do presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP). Se há acirramento na política do Maranhão, a culpa maior recai sobre o coronelato comandado pelo ex-presidente Sarney, que tem pressionado o presidente Lula da Silva para que reverta a decisão do PT maranhense. É bom lembrar que o experiente Lula só se aproximou de José Sarney por necessidade política. E isso a história não nos deixar mentir".'
Acho mais fácil do que tentar mudar a personalidade de Roseana Sarney é trocar de candidato e ela ceder o lugar para outro do seu grupo. Com ela é muito difícil até para o Duda. Mas fora da família, para seu grupo, não tem solução.
O senador José Sarney, conversando com políticos, disse que uma intervenção no PT do Maranhão é, sem dúvidas, um enorme desgaste. Mas acha que o povo esquece e dentro de algum tempo ninguém se lembrará mais. O verdadeiro desgaste, segundo ele, é enfrentar Flávio Dino apoiado pelo PT. É crescente o pavor de enfrentar Dino em uma eleição para o governo do estado. Como vale tudo pelo poder, pensa a família Sarney, não fiquei surpreendido quando uma jornalista da Folha me ligou e na conversa falou-me que O Zé Eduardo Dutra, presidente do PT, teria dito a ela que o PSB do Maranhão na sua reunião da semana passada teria atacado violentamente a Dilma. Eu lhe disse que o problema do Dutra é que ele só ouvia o Sarney e que na reunião do PSB ninguém atacou a Dilma; nós tratamos foi da política do estado e do apoio a Flávio, e que isso era apenas para forçar a intervenção no PT do Maranhão. O jogo é muito sujo e usam mentiras como verdade para tentar nos jogar contra Lula e Dilma. É o medo que os obriga a tudo isso! E a falta de compromisso com a candidatura de Dilma, que, na verdade, sofrerá as conseqüências da intervenção.
Foi um grande acontecimento político o evento que marcou a data de um ano do golpe judiciário que tirou Jackson Lago do governo e colocou Roseana Sarney em seu lugar. E serviu para demonstrar que esse foi um ano perdido para o Maranhão, de regressão em seu desenvolvimento, de baixo emprego, do caos na saúde, na educação e na segurança pública; tudo por culpa direta da governadora Roseana Sarney, indolente como sempre.
Foi uma reunião vibrante e de muita emoção que serviu para mostrar que as oposições estão unidas e assim marcharão nas eleições.
Foi bonito ver e participar da homenagem a Jackson Lago, esse homem injustiçado, literalmente, mas que mantém força política considerável para almejar sua volta ao governo, como demonstrou.
Para enfatizar a fraqueza política da governadora, quando esteve em Imperatriz, ela quis visitar 3 km de asfalto que ela deu a Madeira depois de tomar os recursos do convênio em que Jackson deu 15 km à cidade. Madeira foi com ela e entrou na primeira casa. Ele perguntou à moradora se ela estava satisfeita com o asfalto. Ela disse que sim, mas que se ele pedisse votos para Roseana Sarney ela lhe diria que jamais votaria nela. De corpo presente, como se diz, "na lata"!
A revista Veja publicou que o alto preço cobrado por Duda Mendonça afasta candidatos a governador e senador. Mas Roseana Sarney foi a primeira a fechar o contrato, e, como vemos, já produziu sua primeira peça. Ela vai pagar R$ 12 milhões pelos conselhos do marqueteiro. Estão muito abonados e desesperados...
Quero externar minha admiração por Roberto Macieira, que na sua vida pessoal e por onde passou deixou sua marca de homem honesto, de personalidade forte e grande competência. Uma perda enorme para o Maranhão.

Pedetista responde a petistas

Mirando o Próprio Umbigo
Por Eric Silveira
(Presidente da Juventude Socialista do PDT)
Com um ano de atraso, os companheiros  Franklin Douglas, Marcio Jardim e Silvio Bembem divulgam um documento onde tentam fazer, ainda que de forma sumária, uma avaliação dos pouco mais de dois anos do governo Jackson Lago.
Entendo que todo processo de avaliação é salutar, pois além de destacar erros e acertos de determinados eventos, também cumpre um objetivo de apontar soluções, propostas e rumos que aperfeiçoem esses mesmo eventos.
O artigo dos companheiros é, estranhamente, divulgado não apenas um ano depois da queda de Jackson, mas dois dias após o ato ocorrido na Assembléia Legislativa contra o golpe de deposição do ex-governador Jackson Lago, fato que  parece caracterizar uma atitude de ciumeira e vaidade pueris.
Os signatários do artigo “O golpe de 16 de abril de 2009 e a transição interrompida”, todos ex-secretários adjuntos do governo Jackson Lago, cometem um equívoco ao atribuir todas as desgraças do governo deposto a um certo “núcleo duro”, na verdade tentando focar, quem sabe, num “cristo”, que a essas alturas não tem mais sentido algum, uma vez que a pauta política neste momento consiste inexoravelmente na consolidação das candidaturas de oposições contra a intenção de Roseana Sarney continuar no Palácio dos Leões.
Que existiram erros no governo Jackson Lago no acompanhamento das ações contra o processo de cassação, em Brasília, e na própria  resistência denominada Balaiada, isso é óbvio. Aliás, o “núcleo duro” da resistência balaia também cometeu erros graves, como, por exemplo, não soube otimizar os poucos recursos que financiavam o movimento. Mas nem por isso essas questões fazem sentido de serem postas em discussão neste momento.
Ademais, faltou no artigo a autocrítica. Porque fácil mesmo é criticar, mas como os companheiros exerceram altos cargos hierárquicos no Governo Jackson, seria o caso de perguntar: eles não cometeram nenhum erro?
Ainda sobre erros e acertos do Governo  Jackson, vale lembrar o grande arco de alianças feito, mas, mesmo os que participaram apenas no último momento, foram beneficiados desproporcionalmente ao seu empenho, como é o caso do PT.  Vamos ver se, desta vez, com a possibilidade novamente das oposições ganharem as eleições, o PT possa participar de um eventual novo governo oposicionista  de acordo com o seu tamanho e esforço.
Como todos  os articulistas são petistas, seria bom perguntar por que não apareceram no dia 16, na Assembléia, quando as lideranças oposicionistas denunciaram um ano do golpe judiciário contra o ex-governador Jackson Lago. Será que estão envergonhados da atuação do seu companheiro Presidente da República que, aliado ao que há de mais retrógrado na política brasileira – o clã Sarney -, esteve manobrando  o tempo todo pela cassação do Jackson, com sua reconhecida influência no TSE? Ou são mesmo covardes ao ponto de acharem culpados internos da cassação, deixando de fora os reais responsáveis por ela?  Há um cheiro de podridão no reino da Dinamarca…
Deveriam os três rapazes se espelhar no artigo de Roberto Rocha, deste último domingo (O TUCANO E A ROSA), pela grandeza da análise e altura das reflexões.  Vai ficando óbvio que a social democracia pode dar uma contribuição maior à luta popular e democrática do Maranhão do que os rapazes petistas, que decidem com gesto tão pequeno negar a história para ficar mirando o próprio umbigo.

domingo, 18 de abril de 2010

Brindo a vida...

Me sinto irriquieto, são sete e pouco e a luz da manhã adentra a porta do quarto sem pedir permissão, trazendo todo o frescor de um domingo que não se sabe se será de sol ou chuvoso. Fica a dúvida que pouco importa, gosto tanto de um quanto de outro. 




Me sinto mais vivo do que nunca, de novo acendeu a  luz da esperança, meu riso voltou a crescer, consigo ver a beleza do mundo e meu pensamento voltou a dançar. 


O gesto cruel que me feriu, a mão de Deus fez curvar..., a dor moribunda se distancia a cada dia, sinto a vida recomeçando em todos os sentidos. 
Sou uma espécie de tri-atleta agora. Nado, malho e corro. Sinto a saúde se recompondo a cada dia, me acho mais bonito e mais jovem.
"Fé na vida, fé no que virá...", é assim que me sinto, e a vida recomeça. 



Bom domingo a todos

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Ato político contra 'golpe' reúne líderes da oposição e lota auditório da Assembleia

Centenas de pessoas e lideranças políticas do Estado lotaram o auditório Fernando Falcão, na manhã desta sexta-feira, 16, na Assembleia Legislativa, para protestar contra a cassação do ex-governador Jackson Lago (PDT) e do ex-vice-governador Luiz Porto (PSDB), no dia 16 de abril de 2009, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por abuso de poder político.


O ato político marcou o reencontro público das principais lideranças de oposição ao grupo Sarney, como o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), Jackson Lago, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Tavares (PSB), o ministro aposentado do STJ, Edson Vidigal (PSDB), o presidente do PSB/MA, José Antônio Almeida, além de deputados estaduais, vereadores, ex-secretários de Estado e lideranças municipais.

O golpe, por meio do Judiciário, e a apresentação das ações desastrosas do governo Roseana Sarney (PMDB) deram o tom dos principais discursos. Coube ao advogado José Antônio Almeida e ao ex-ministro Edson Vidigal apresentarem as falhas jurídicas da decisão tomada pelo TSE.


Marcelo Tavares, Zé Reinaldo, Julião Amin, Pastor Porto e Jackson Lago criticaram incisivamente o governo Roseana Sarney. Tavares disse que Roseana Sarney quebrou o estado em apenas 12 meses. Citou os dois pedidos de empréstimos tomados pelo governo, após sua posse, que totalizam cerca de R$ 1 bilhão; o sequestro dos recursos destinados pelo governo Jackson para os municípios e o caos constatado na saúde, educação e segurança do estado.


Zé Reinaldo apresentou dados que demonstram a melhoria dos indicadores sociais do estado, entre 2002 e 2007, durante as gestões dele e de Jackson. "São estatísticas do IBGE, apresentadas pelo próprio governo Roseana Sarney, que editou um livro sobre as perspectivas do Maranhão e considerou a década de 90 como a década perdida", disse. Nesse período, o estado teve como governadores Edison Lobão e Roseana Sarney. Os dados do IBGE constatam como período de maior desenvolvimento do estado os cinco anos do governo Zé Reinaldo e o primeiro ano da gestão Jackson.


Em seu discurso, Jackson Lago voltou a lamentar sua deposição do governo e o desrespeito ao povo do Maranhão e afirmou que "não há democracia, sem Judiciário livre", numa referência à frase atribuída a Sarney de que 'não há democracia sem Parlamento livre". Afirmou estar pronto para enfrentar mais uma campanha eleitoral e acreditar no sentimento de mudança do povo maranhense.

Todos os oposicionistas enfatizaram a importância da unidade em torno da causa "cívica", nas palavras do deputado Marcelo Tavares, para derrotar Roseana Sarney e desenvolver o Maranhão.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Dezesseis de Abril



Faltam poucos dias para a data que marca um ano da cassação do  Dr.Jackson. Uma data inesquecível para o povo do Maranhão e para muitos no Brasil. Dezesseis de abril será, por muitos anos, lembrado como o dia em que o Maranhão presenciou uma das maiores e mais cruéis demonstrações de poder protagonizadas por Roseana e José Sarney.
Esta mesma Roseana há pouco mais de dois dias pregou em rede de Tv, durante o programa do PMDB, paz e amor entre os partidos. Unidade em prol do povo, já que segundo ela, “nós, que somos eleitos pelo povo precisamos parar com esse clima acirrado..”.
A governadora do Maranhão eleita em Brasília foi “cabeça” de um plano debilmente arquitetado, um plano de vingança contra Jackson que, eleito pelo voto de milhares de maranhenses, feriu mortalmente a vaidade de Roseana Sarney ao ponto de fazê-la perder as noções de cidadania, bom senso e justiça.
Na manhã de ontem na Assembléia Legislativa o deputado Edvaldo Holanda (PTC), lembrando a data de cassação do mandato de Jackson, afirmou que Roseana até agora não conseguiu inaugurar uma única obra realizada pelo seu governo. Todas as suas propagandas são baseadas em obras iniciadas e nos governos de Jackson e Zé Reinaldo. O destaque de Maior Propaganda Enganosa do Ano vai para a “construção” dos 65 hospitais no estado. Nem preciso dizer que NUNCA saíram do papel…

As imagens que o sistema mentira não mostra



Preciso falar algo? !

400 mil empregos? - Zé Reinaldo Tavares



Cafeteira já dizia, criticando Roseana Sarney em um dos seus governos: " O governo de Roseana começa quando ligamos a televisão. Quando ela é desligada o governo acaba"!
Isso era dito há mais de 10 anos e continua verdadeiro e atual. Gedel Vieira Lima, ex-ministro do governo Lula e candidato pelo PMDB ao governo da Bahia, criticando a enorme propaganda do governo da Bahia, do seu oponente do PT, Jaques Wagner, declarou que seria maravilhoso se todos os baianos pudessem morar na propaganda do governo porque na vida real as coisas eram muito diferentes. É o que acontece no Maranhão.
Na televisão vemos um Maranhão maravilhoso, progredindo, com uma governadora atenta e no comando, criando com suas ações mágicas 400 mil empregos no estado. Uma coisa fantástica, se não fosse tudo ficção e se não existisse apenas quando a propaganda passa na televisão. E como passa! De cinco em cinco minutos elas são repetidas.
A vida real é muito diferente. O deputado Marcelo Tavares, curioso, foi pesquisar nas estatísticas do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, oficiais, portanto, e levou um susto. Na verdade, desde que Roseana Sarney se aboletou no governo do Maranhão o ritmo crescente de criação de empregos, desde o meu governo, e depois no de Jackson Lago, que colocava o Maranhão em destaque como percentualmente um dos estados onde mais se criavam empregos, estava de volta ao passado, pois tudo se inverteu e o Maranhão está colocado neste ano de absoluto desgoverno como o último do país. Só criou um pouco mais que Alagoas, mas esse tem a metade da população do Maranhão. Assim, na verdade ocupamos o último lugar.
Vamos dar a palavra ao deputado Marcelo Tavares transcrevendo trechos de seu discurso na Assembleia publicados no Jornal Pequeno: "Os números que desmontam a farsa da criação de centenas de milhares de empregos propagada na publicidade oficial do governo, foram apresentados pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Tavares (PSB), durante a audiência pública, na última quarta-feira, 7, que discutiu a implantação da refinaria Premium da Petrobras, no município de Bacabeira (MA). Enquanto o Brasil gerou 1,4 milhão de empregos formais, o Maranhão criou só 2.737 novos empregos, que representam pífios 0,81% do crescimento brasileiro. Apesar da crise econômica mundial, o país nunca tinha atravessado um período de crescimento tão rápido e vigoroso. Para efeito de comparação, o vizinho estado do Piauí gerou 15,6 mil novas oportunidades de trabalho, quase oito vezes mais que o Maranhão. O Ceará criou 75 mil empregos, o Rio Grande do Norte embora seja o Estado com menor economia comparada com a maranhense obteve 12,5 mil vagas, a Paraíba 18 mil, Pernambuco 56 mil. Alagoas gerou apenas 1.883 vagas, mas teve desempenho proporcional melhor que o Maranhão. Enquanto a população maranhense é constituída de 6,3 milhões de habitantes, Alagoas tem somente a metade disso - cerca de 3 milhões. Na análise das estatísticas por atividade econômica, o Maranhão apresentou o seguinte desempenho: extrativismo mineral criou 149 vagas; na indústria de transformação 640 vagas; na construção civil foram menos 122 vagas e nos serviços industriais de utilidade pública menos duas vagas; no comércio e no serviço 3.788 vagas criadas, sendo que foram menos 334 na área de serviço; na administração pública 83 vagas; na agropecuária 2.737 vagas e com maior número de demissões chegando a 1.465. Os dados por município avaliam somente os que possuem mais de 30 mil habitantes na estatística do governo federal. O município que mais gerou contratações foi Açailândia com mais 1.162 vagas. Já o município de Rosário, vizinho ao local do empreendimento da Petrobras, registrou uma admissão, duas demissões e menos uma vaga no trabalho formal.
O impacto econômico naquela região, até agora, é nulo, não existe nenhum, mas quando passamos naqueles municípios temos placas anunciando 80 mil novos empregos, que faz com que o cidadão se sinta animado a deixar seu município de residência e passar a fazer parte daquela área, morando perto de um empreendimento dessa magnitude", avaliou Marcelo Tavares.
A famosa e badalada refinaria, que segundo Roseana Sarney iria criar 80 mil empregos, agora vai ter que criar 80.001 pois, a região de Rosário, onde se inclui Bacabeira, em vez de ganhar empregos, perdeu um.
Dados dignos de um governo de farsa, de falsa propaganda, de zero em trabalho e sem nenhuma credibilidade no que diz. As estatísticas são um tormento para Roseana Sarney e seu falso governo. Elas estão sempre desmentindo o que diz o governo e até obrigaram a secretária de Planejamento do governo Roseana Sarney a dizer que 1990 (governos de Lobão e Roseana Sarney) foi a década perdida para o Maranhão, e que meu governo foi onde tudo mudou, pois o estado cresceu muito mais que o Nordeste e do que o Brasil no período.
Mas como tudo nesse governo vem coberto de suspeição, eles gastaram muito dinheiro público fingindo fazer capacitação para o trabalho. Tudo, como é marca registrada desse governo, por dispensa de licitação. Entre outros destacamos os contratos com a Associação Nacional dos Garimpeiros de Serra Pelada, aquinhoada com R$ 876.850,00, com prazo de três meses; Centro Educacional e Profissional do Coroadinho, que recebeu R$ 439.150,00, também com prazo de três meses; e para demonstrar a extrema seriedade desses treinamentos destacamos o contrato com a Associação Folclore Cultural Recreativa Espiritualista e PrograssistaTambor de Crioula União de São Benedito, que recebeu R$ 115.200,00 para, em três meses de contrato, promover cursos relacionados ao setor industrial e tecnológico, no município de Paço do Lumiar. Muito estranhos, não? Porém, tem muito mais, e tão esquisitos como esses. Essa é apenas uma amostra de como trabalha o governo de Roseana Sarney, jogando dinheiro pelo ladrão. Eita governo irresponsável para com o povo do Maranhão. Poderia ser outro o resultado?
Foi magnífica a reunião do PSB que encampou a candidatura de Flávio Dino. Há muito tempo não via reunião política tão vibrante e entusiasmada. O discurso de Flávio Dino foi muito bom rumo à conquista do governo do estado nas eleições deste ano.
E na próxima sexta-feira faz um ano que Jackson Lago foi retirado do governo por um golpe de estado jurídico, como disse Resek. Vamos participar de um encontro suprapartidário na Assembleia Legislativa, às 9h00, no dia 16.
O que aconteceu com o Maranhão nesse período? Incrível! Roseana Sarney parou o PAC Diamante e usa fotografia de obra de viadutos que ela interrompeu para dizer que está trabalhando. Realmente, de volta ao trabalho!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Aprendizes de Feiticeiros - Júnior Aziz



Nas sociedades primitivas, as habilidades eram coletivas:  o que um índio era capaz de fazer todos da tribo também o eram. Com a sofisticação das atividades econômicas, surgiram a divisão do trabalho e a especialização profissional. 
     
Historicamente, o aprendizado das profissões se dava no próprio local de trabalho. Essa transmissão direta das habilidades profissionais levou a que, por séculos, os filhos adotassem o mesmo ofício dos pais, uma tendência que se fortalece quando máquinas e instalações necessárias ao exercício da atividade eram também herdadas.               
Desde a Grécia Antiga, o sucesso do político está ligado a seu  poder de convencimento, habilidade que mestres sofistas, como Isócrates, procuravam desenvolver em seus pupilos pelo aprendizado da retórica e da oratória persuasiva. Seria essa habilidade profissional passível de ser transmitida diretamente de pai para filho? 


Não nos parece que seja. Tome o exemplo de político cujo grande poder de convencimento permitiu-lhe permanecer na boa vida da Passárgada brasileira nos últimos quarenta anos, como amigo de todos os reis, de ditadores a democratas de direita e de esquerda, mas cuja rebenta  tem  poder de convencimento nulo, mal conseguindo ler o que outros bem escrevem.
    
Não sendo a habilidade política algo hereditário, seria então a posse de máquinas e instalações políticas que explique a continuidade de oligarquias, a contínua eleição de maus políticos, seus descendentes e aderentes?  Essa é uma possibilidade real.




Tragédia Brasileira          




No Brasil, desde as  capitanias hereditárias -exemplo dos privilégios feudais que os governantes liberavam a seus acólitos- ,  as elites locais tem-se apoiado no poder econômico   para se perpetuarem no poder político. Essa prática já foi mais escancarada nos tempos dos coronéis, do voto de cabresto, em que os currais eleitorais eram verdadeiras fábricas de votos.Mas continua viva, pois o poder econômico de alguns políticos é, obviamente, hereditário e continua sendo usado para ganhar eleições.                


Modernamente, tornou-se claro que o uso do poder econômico para se eleger deve ser combatido pela sociedade, já que tem como corolário a improbidade administrativa e o desvio de dinheiro público - no afã de reaver o capital investido na eleição-, alem de impedir que bons candidatos sem poder econômico tenham chances de vencer. Num tempo em que se reconhece o enorme impacto que a informação (ou desinformação) pode ter sobre o eleitor, procurou-se evitar a manipulação da opinião pública - levando incautos a acreditarem em falsas verdades repetidas à exaustão na mídia -,  proibindo-se que políticos tomem posse de estações de rádio e televisão, usando concessões públicas a serviço do chamado ‘coronelismo eletrônico’, uma medida salutar que tem sido sistematicamente burlada. 


Apesar das brechas que têm sido aproveitadas pelos espertalhões, é  fato que a legislação eleitoral e a atuação do Ministério Público têm sido aprimoradas e cresceu o número de políticos tornados inelegíveis por práticas abusivas e ilegais. Particularmente em rincões menos desenvolvidos de nosso país  -onde a fragilidade da noção de cidadania torna o eleitor mais vulnerável à sanha dos poderosos-,   o instituto da inelegibilidade é,  sem dúvida, uma providencial medida para afastar os maus políticos do exercício do poder, assim defendendo os interesses públicos.   Entretanto, mais uma vez, a lei tem sido burlada, nesse caso com o lançamento de candidaturas de filhos ou consortes  de políticos considerados inelegíveis, na maioria das vezes pessoas sem nenhum ou muito pouco preparo  para o bom exercício de cargos públicos.         


Infelizmente, essa  habilidade de burlar a legislação eleitoral é considerada astúcia de raposas políticas. Talvez aí encontremos, finalmente, o capital político que pode ser transmitido de pai para filho: o mapa da mina, o caminho das pedras que permite a burla eleitoral, a compra de votos e o tráfico de influências.  

Pingo nos "Is".

Há algum tempo que alguns meios da imprensa Maranhense cogitam meu nome a uma possível Secretaria Municipal de Juventude em São Luís - a última vez no mês passado. 

Recebi vários telefonemas de apoio. Agradeço a todos que se manifestaram a meu favor. 
Até hoje não tinha me pronunciado acerca do assunto, e sinto-me na obrigação de esclarecer tais fatos. 

Realmente houve o convite por parte do Prefeito de São Luís, João Castelo. Os que me conhecem de perto, sabem que o  meu padrinho político para esta empreitada, seria o Vereador e Atual Secretário Municipal de Saúde de São Luís, Dr. Gutemberg Fernandes. 

Chegaram até plantar "notinhas" em jornais, dizendo que: "eu estaria me aliando ao grupo Sarney, em troca da chefia do DEINT(Departamento Estadual de Estradas)." 
Em seguida, tentaram ligar minha imagem a do Deputado Federal Sarney Filho, o que foi desmentido de plano por meio de nota que reproduzo novamente:

"“Caro Ricardo Santos,
Fui avisado por colegas que havia em seu blog uma notícia que me ligava a figura do Deputado Sarney Filho – quanto a um processo que foi julgado nesta terça – feira (23/03) no TRE/MA.

O que houve foi que, na época (2006) eu realmente estava compondo o grupo que coordenava a campanha da candidata Roseana Sarney (através do escritório político do Deputado Sarney Filho), em São Luís, e uma líder comunitária – Raimunda Lima Sousa - que apoiava a candidata Roseana Sarney, foi acusada de estar comprando voto.

O processo que estava em pauta na data de ontem, tendo como parte o Deputado Sarney Filho, tratava-se de denúncia por um suposto de abuso de poder econômico – denúncia esta que não prosperou – confirmado pelo o pleno do TRE/MA, e não o que figurava como parte a líder comunitária Raimunda Lima.

O processo no qual você tenta ligar a minha pessoa a do Deputado Sarney Filho – o caso da líder comunitária Raimunda Lima – já foi analisado em primeira instância (transitado e julgado), sendo julgado improcedente, por falta de provas – creio que por conta da inconsistência dos fatos – decisão esta no mesmo sentido do ministério público eleitoral, que opinou pela a improcedência da denúncia, e registre-se: NUNCA FUI PARTE NESTE PROCESSO, NEM O DEPUTADO SARNEY FILHO!!

O que devem estar ligando a minha pessoa a este caso é que, na época, uma Ex-Namorada minha foi advogada do referido processo. Eu, como estudante do curso de direito, acompanhei todo o rito processual de perto, somente isso, mas reafirmo: NUNCA FUI PARTE NESTE PROCESSO!

Hoje o meu relacionamento com o Deputado Sarney Filho é por respeito e consideração, estamos em lados diferentes – Politicamente.

Com tais fatos, creio que essa notícia publicada em seu Blog, fica mais do que provada a inconsistência da referida.

Cordialmente
Daniel Motta.”

Jamais me encontrei com o Deputado Sarney Filho desde 2007 e nem ele nem eu tentamos nenhum acordo ou aproximação – Não temos o que conversar. Quem manteve contato com ele no mês passado, foi o meu pai, para tratar de assuntos institucionais do IBGE/MA, do qual é diretor.

Essa tática eu conheço bem aqui no Maranhão onde um grande problema político é ser rotulado de Sarneysista. Tais “informantes”, certamente ligados a eles, me obrigam a desmentir a “trama”.

Hoje, estou focado num projeto maior, que é a eleição do Dr. Jackson Lago ao Governo do Maranhão.

Precisamos somar forças de todas as idades para vencermos, em definitivo, o atraso político - causa principal do atraso social e econômico em nosso Estado.

Indigna-me a certeza de que um terço da população do Maranhão ainda vive nas trevas do analfabetismo.

Indigna-me constatar que dois terços da população só ainda não está em pele e osso, que nem os famintos de tudo de alguns grotões miseráveis da África, porque recebe o bolsa-família, programa de transferência de renda do governo federal.

Indigna-me ter que conviver com as carências tantas que mantém o nosso Estado disputando com Alagoas o primeiro lugar em tudo que não presta.

 Precisamos estabelecer o quanto antes um pacto entre os segmentos que ainda restam pensando no bem estar dos outros de modo a que finquemos as bases para um projeto de Estado.

Afinal, o que nós queremos que o Maranhão seja?

Precisamos demarcar horizontes para estabelecermos os rumos certos pelos quais devemos caminhar.

Estou convencido de que sem um projeto a longo prazo de Estado os planos de governos serão inoquos, sem espaços para os sonhos, aproveitáveis talvez como base de roteiros para ficções surrealistas.

E é por esse projeto de Estado que estou lutando e focado nesse momento, somente esse.

Boa semana a todos. 

domingo, 11 de abril de 2010

Campeonato



O Presidente Lula sabe que o Maranhão disputa, e não é de hoje, com Alagoas o primeiro lugar em  tudo o que não presta.
Essa porfia, antes, na maioria dos indicadores de miséria, colocava o Piauí quase frente a frente com o Maranhão.
O IBGE tem corroborado quase que diáriamente tais índices. Agora foi o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) comprovou que o Maranhão foi o Estado que menos gerou emprego nos últimos 12 meses.
A queda, em definitivo, das oligarquias e a implantação em termos irreversíveis da alternância no poder político, libertou os Estados dos grilhões de atraso em que viviam.
O Maranhão hoje, dominado há mais de quatro décadas por uma oligarquia decadente e cruel, continua sendo motivo de vergonha e de enxovalho.
É próprio Presidente da República quem reconhece e proclama que o Maranhão está na merda, mas que se dispõe a tirá-lo da merda.
"Quero saber se o Povo está na merda, e eu quero tirar o Povo da merda em que se encontra.", disse o Presidente em recente encontro em São Luís. 

Ladrones - Edson Vidigal



Sem perder de vista os tempos de agora, bons tempos, talvez, foram aqueles em que os ladrões de alguma forma até mais românticos pareciam se contentar com tão pouco.
A crônica policial tinha chamava a uns de larápios, a outros de descuidistas. Batiam carteiras, afanavam objetos. Alguns, como no filme de De Sica, roubavam bicicletas.
Os destemidos assaltantes circulavam nas trevas, depois da meia noite, e um deles nem precisou de pé de cabra para invadir a inspiração do poeta Déo Silva.
Em boa hora, foi socorrido por suas musas num registro policial que começava assim – Caxias à noite / uma rua, um ladrão e eu / a bolsa ou a vida! / Consultei-as/ ambas estavam vazias.
Soube de uma mãe que vivia orgulhosa dos sucessos do filho e mais orgulhosa se mostrava quando ele lhe aparecia em trégua da militância dupla entre exposições e mistérios na Capital da República, que era então no Rio de Janeiro.
A vocação para o peculato só a revelou mais tarde, muito depois da mudança da Capital para Brasília.
Antes, movia-se timidamente entre estelionatos da boa fé e a bater carteiras de esperanças dos que se quedavam à sua lábia sedutora. A mentira e a traição lhe renderiam depois a fortuna indubitável.
Tirando os tipos assim, e ainda não eram muitos, os larápios de então corriam muito risco, e ai dos que incitassem os faros de detetives como Zé Verde ou de repórter policial como Amado Ribeiro. Nelson Rodrigues que o diga!
A crônica policial dos tempos de agora se ocupa, volta e meia, com delinqüentes, em tese, dos cofres públicos, a maioria de nível municipal, e ultimamente deu para falar muito num Prefeito conhecido como Mãos de Ouro.
Do que acusam o alcaide de Satubinha, o qual já está preso depois de ter sido tirado do cargo? De ter contratado serviços sem licitação. De ter contratado fornecimento de materiais para a Prefeitura sem licitação.
Como o Arruda, ao ser preso ainda como Governador de Brasília, o Mãos de Ouro teria perguntado na cadeia – mas, por que eu? E os outros?
Os outros são os corajosos e dotados de uma fé que só eles acham capaz de remover aquelas montanhas, as montanhas da impunidade.
Daí que milhões e milhões dos cofres públicos saíram ligeiros sem licitação para despesas como essa que os jornais estão falando e que serão realizadas no prazo de até um ano, em dias consecutivos, contados de agora.
Depois que morreram 16 crianças por falta de leito hospitalar em Imperatriz, no sul do Maranhão, o que provocou uma onda de protestos indignados na grande imprensa do País, logo se soube da destinação de 11 milhões de reais para as obras de um hospital.
Para que as estradas sejam recuperadas de modo a que possam ser trafegadas com segurança, a quanto se somará a conta dos mortos nos acidentes?
Entre os problemas mais preocupantes no Maranhão, a corrupção é quase imperceptível para a grande maioria da população, a qual tem para si prioridades mais imediatas.
O Maranhão ainda é hoje, proporcionalmente, o maior enclave do atraso em tudo.
As mais humilhantes das privações humanas, a fome de não ter o que comer e a fome de não ter como saber, esta tecnicamente chamada de analfabetismo, são pandemias crescentes atacando vorazmente a população.
Quem não tem o que comer e nem sabe como saber, como vai entender essa outra questão sistêmica chamada corrupção?

VEREADOR AUGUSTO SERRA MORRE EM ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO


O vereador de São Luís, Antonio Augusto Moraes Serra (PV), de 52 anos, morreu, na noite deste domingo (11), vítima de acidente automobilístico. O veículo do parlamentar, um prisma de cor prata, bateu por volta 21h30 contra um poste de ilumimação pública na Avenida Lourenço Vieira da Silva, nas proximidades da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), quando tentava uma ultrapassagem.
Segundo informações, a filha do vereador, uma criança de oitos anos, também estava no veículo e saiu do local apenas com ferimentos leves, sendo encaminhada logo após para um hospital da cidade. Augusto Serra, que exercia a terceira legislatura na Câmara de São Luís, teria perdido o controle do veículo indo de encontro ao poste.
O político teve morte instântanea entre as ferragens. O corpo do vereador, que é natural da cidade de São João Batista, já encontra-se no IML.

Ato político marcará um ano do golpe que levou Roseana ao governo



No próximo dia 16 de abril (sexta-feira), um grande ato será realizado em São Luis, para lembrar todos os maranhenses que tiveram seus votos roubados pela oligarquia Sarney, e anulados injustamente pelo TSE.
Foi o dia em que o governador Jackson Lago, eleito nas urnas pela soberana vontade do povo, sofreu o maior e mais sujo golpe de estado da história do Brasil, para beneficiar economicamente a máfia que a cinco décadas maltrata e usurpa os maranhenses.
O dia lembrará também, que não se cassou apenas e tão somente um governante eleito pela maioria da população, mas, também a diginidade de todos nós que nascemos, vivemos e amamos este sofrido Maranhão.

"VEREADORA ROSE SALES PREFERE O LIXO E DESORDEM NA FEIRA DA COHAB", diz o Vereador Ivaldo Rodrigues



O que irei reproduzir nesta matéria, é um desabafo do Vereador de São Luís, Ivaldo Rodrigues, quanto a polêmica da Feira da Cohab.




Durante muitos anos, a população tem reclamado sobre as péssimas condições de trabalho dos feirantes da Cohab. A feira da Cohab situada na Av. Jerônimo de Albuquerque agrega em torno de si, bueiros entupidos que lançam água e dejetos pela rua. Por falta de escoamento, a água se mistura com o lixo que fica acumulado próximo às bancas, quiosques, padarias, açougues e supermercados, atraindo insetos, exalando o mau cheiro e afastando os clientes. Existem bancas que ficam em frente às poças de lamas, esgotos a céu aberto e lixos. Moradores reclamam das más condições da feira, acham que é uma tarefa difícil ir até lá pra fazer compras. A polêmica entre os feirantes e a Prefeitura tem incomodado até os moradores que residem próximo à feira da Cohab. Eles denunciam que o lixo produzido no local - que em grande parte contém vísceras de animais e resto de comidas. E assim, os alimentos ficam expostos sem menor proteção.



Agora a polêmica gira em torno da ocupação dos boxes. O mercado foi construído pela Prefeitura Municipal de São Luís. Obra concluída, 90% dos feirantes com as chaves dos seus boxes nas mãos. Porém, incitados pela Vereadora Rose Sales, alguns feirantes recusam transferir-se para dentro do mercado alegando que os espaços dos boxes são insuficientes para guardarem suas mercadorias.

O novo mercado possui uma estrutura moderna com 49 boxes e 168 bancas com tampos e separações de granito e revestimento de cerâmica. O piso é industrial. Foram construídos banheiros com chuveiros e adaptações sanitárias para pessoas portadoras de necessidades especiais. Os feirantes vão poder contar com segurança armada, um caixa eletrônico do Banco do Brasil e a utilização de cartões de crédito para facilitar as operações de compra e saque de dinheiro. Ao lado das instalações administrativas, foi construído um telecentro, com dez computadores, com o objetivo de garantir a inclusão digital dos feirantes e dependentes, além de facilitar a promoção de treinamento de mão-de-obra, sensibilização às regras de conservação, higiene e limpeza dos produtos comercializados.

A Vereadora Rose Sales propôs somente agora, através de um requerimento, solicitando ao Prefeito João Castelo que suspendesse qualquer ação referente à mudança dos feirantes da Cohab para o novo prédio.

A mudança definitiva dos feirantes para dentro do mercado foi marcada para o dia 11 de abril. Todos os feirantes foram informados oficialmente através de uma notificação assinada pelo Secretário Municipal de Agricultura Pesca e Abastecimento, Júlio França, com a data de 1º de abril.

Aconteceu na manhã desta quarta (07), uma sessão extraordinária realizada na Câmara Municipal de São Luís com o Secretário Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento, Júlio França, que garantiu que já estão totalmente concluídos os serviços da I Etapa do Mercado da Cohab. Acrescentou ainda que a obra é o resultado de uma parceria entre o Município, o Banco do Brasil (BB) e a Fundação Banco do Brasil (FBB).

Durante a sessão proposta pelo Vereador Ivaldo Rodrigues (PDT), o Secretário Júlio França explicou que a SEMAPA efetuou o cadastro com todas as informações dos feirantes. E que o novo mercado foi projetado com a capacidade para abrigar todos os 217 permissionários que foram cadastrados e que serão transferidos para as novas instalações. Júlio França fez questão de enfatizar que tem buscado a parceria com o SEBRAE, para realizar vários cursos de capacitação, inclusive, muitos já foram proporcionados aos vendedores da feira.

Apesar de o Secretário Júlio França ter esclarecido todos os pontos relacionados ao novo mercado, hoje, a Vereadora Rose Sales, resolveu causar a desordem. Pôs-se em frente à feira da Cohab com seus militantes num espetáculo que contraria o título de quem busca o bem comum dos cidadãos. Incitando os feirantes para romperem os termos de permissão de uso do novo mercado.
“A atitude lamentável da Vereadora Rose Sales, demonstra a falta de maturidade na instalação do bem estar da população. É isso que estamos buscando. Melhores condições de trabalho, melhores condições de saúde e higiene para quem freqüenta a feira da Cohab. Fico triste com a atitude equivocada da colega de plenário. Pois é uma atitude extremamente retrograda”. Desabafa o Vereador Ivaldo Rodrigues.

O Vereador Ivaldo Rodrigues finaliza deixando um questionamento: “Se a Vereadora se preocupa tanto com as feiras e mercados da nossa Cidade, porque não propôs a emenda parlamentar para a SEMAPA como eu fiz no final do ano passado?