quarta-feira, 14 de abril de 2010

400 mil empregos? - Zé Reinaldo Tavares



Cafeteira já dizia, criticando Roseana Sarney em um dos seus governos: " O governo de Roseana começa quando ligamos a televisão. Quando ela é desligada o governo acaba"!
Isso era dito há mais de 10 anos e continua verdadeiro e atual. Gedel Vieira Lima, ex-ministro do governo Lula e candidato pelo PMDB ao governo da Bahia, criticando a enorme propaganda do governo da Bahia, do seu oponente do PT, Jaques Wagner, declarou que seria maravilhoso se todos os baianos pudessem morar na propaganda do governo porque na vida real as coisas eram muito diferentes. É o que acontece no Maranhão.
Na televisão vemos um Maranhão maravilhoso, progredindo, com uma governadora atenta e no comando, criando com suas ações mágicas 400 mil empregos no estado. Uma coisa fantástica, se não fosse tudo ficção e se não existisse apenas quando a propaganda passa na televisão. E como passa! De cinco em cinco minutos elas são repetidas.
A vida real é muito diferente. O deputado Marcelo Tavares, curioso, foi pesquisar nas estatísticas do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, oficiais, portanto, e levou um susto. Na verdade, desde que Roseana Sarney se aboletou no governo do Maranhão o ritmo crescente de criação de empregos, desde o meu governo, e depois no de Jackson Lago, que colocava o Maranhão em destaque como percentualmente um dos estados onde mais se criavam empregos, estava de volta ao passado, pois tudo se inverteu e o Maranhão está colocado neste ano de absoluto desgoverno como o último do país. Só criou um pouco mais que Alagoas, mas esse tem a metade da população do Maranhão. Assim, na verdade ocupamos o último lugar.
Vamos dar a palavra ao deputado Marcelo Tavares transcrevendo trechos de seu discurso na Assembleia publicados no Jornal Pequeno: "Os números que desmontam a farsa da criação de centenas de milhares de empregos propagada na publicidade oficial do governo, foram apresentados pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Tavares (PSB), durante a audiência pública, na última quarta-feira, 7, que discutiu a implantação da refinaria Premium da Petrobras, no município de Bacabeira (MA). Enquanto o Brasil gerou 1,4 milhão de empregos formais, o Maranhão criou só 2.737 novos empregos, que representam pífios 0,81% do crescimento brasileiro. Apesar da crise econômica mundial, o país nunca tinha atravessado um período de crescimento tão rápido e vigoroso. Para efeito de comparação, o vizinho estado do Piauí gerou 15,6 mil novas oportunidades de trabalho, quase oito vezes mais que o Maranhão. O Ceará criou 75 mil empregos, o Rio Grande do Norte embora seja o Estado com menor economia comparada com a maranhense obteve 12,5 mil vagas, a Paraíba 18 mil, Pernambuco 56 mil. Alagoas gerou apenas 1.883 vagas, mas teve desempenho proporcional melhor que o Maranhão. Enquanto a população maranhense é constituída de 6,3 milhões de habitantes, Alagoas tem somente a metade disso - cerca de 3 milhões. Na análise das estatísticas por atividade econômica, o Maranhão apresentou o seguinte desempenho: extrativismo mineral criou 149 vagas; na indústria de transformação 640 vagas; na construção civil foram menos 122 vagas e nos serviços industriais de utilidade pública menos duas vagas; no comércio e no serviço 3.788 vagas criadas, sendo que foram menos 334 na área de serviço; na administração pública 83 vagas; na agropecuária 2.737 vagas e com maior número de demissões chegando a 1.465. Os dados por município avaliam somente os que possuem mais de 30 mil habitantes na estatística do governo federal. O município que mais gerou contratações foi Açailândia com mais 1.162 vagas. Já o município de Rosário, vizinho ao local do empreendimento da Petrobras, registrou uma admissão, duas demissões e menos uma vaga no trabalho formal.
O impacto econômico naquela região, até agora, é nulo, não existe nenhum, mas quando passamos naqueles municípios temos placas anunciando 80 mil novos empregos, que faz com que o cidadão se sinta animado a deixar seu município de residência e passar a fazer parte daquela área, morando perto de um empreendimento dessa magnitude", avaliou Marcelo Tavares.
A famosa e badalada refinaria, que segundo Roseana Sarney iria criar 80 mil empregos, agora vai ter que criar 80.001 pois, a região de Rosário, onde se inclui Bacabeira, em vez de ganhar empregos, perdeu um.
Dados dignos de um governo de farsa, de falsa propaganda, de zero em trabalho e sem nenhuma credibilidade no que diz. As estatísticas são um tormento para Roseana Sarney e seu falso governo. Elas estão sempre desmentindo o que diz o governo e até obrigaram a secretária de Planejamento do governo Roseana Sarney a dizer que 1990 (governos de Lobão e Roseana Sarney) foi a década perdida para o Maranhão, e que meu governo foi onde tudo mudou, pois o estado cresceu muito mais que o Nordeste e do que o Brasil no período.
Mas como tudo nesse governo vem coberto de suspeição, eles gastaram muito dinheiro público fingindo fazer capacitação para o trabalho. Tudo, como é marca registrada desse governo, por dispensa de licitação. Entre outros destacamos os contratos com a Associação Nacional dos Garimpeiros de Serra Pelada, aquinhoada com R$ 876.850,00, com prazo de três meses; Centro Educacional e Profissional do Coroadinho, que recebeu R$ 439.150,00, também com prazo de três meses; e para demonstrar a extrema seriedade desses treinamentos destacamos o contrato com a Associação Folclore Cultural Recreativa Espiritualista e PrograssistaTambor de Crioula União de São Benedito, que recebeu R$ 115.200,00 para, em três meses de contrato, promover cursos relacionados ao setor industrial e tecnológico, no município de Paço do Lumiar. Muito estranhos, não? Porém, tem muito mais, e tão esquisitos como esses. Essa é apenas uma amostra de como trabalha o governo de Roseana Sarney, jogando dinheiro pelo ladrão. Eita governo irresponsável para com o povo do Maranhão. Poderia ser outro o resultado?
Foi magnífica a reunião do PSB que encampou a candidatura de Flávio Dino. Há muito tempo não via reunião política tão vibrante e entusiasmada. O discurso de Flávio Dino foi muito bom rumo à conquista do governo do estado nas eleições deste ano.
E na próxima sexta-feira faz um ano que Jackson Lago foi retirado do governo por um golpe de estado jurídico, como disse Resek. Vamos participar de um encontro suprapartidário na Assembleia Legislativa, às 9h00, no dia 16.
O que aconteceu com o Maranhão nesse período? Incrível! Roseana Sarney parou o PAC Diamante e usa fotografia de obra de viadutos que ela interrompeu para dizer que está trabalhando. Realmente, de volta ao trabalho!

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