segunda-feira, 31 de maio de 2010

Governo Sarney espionou críticos mesmo após fim da ditadura




A FOLHA DE SAO PAULO de hoje - 31/05/2010 - traz documentos liberados após 25 anos de sigilo, que revelam alvos na gestão Sarney.

Entre os investigados estão o PT, os sem-terra, sindicatos, grupelhos de esquerda e membros de entidades como OAB.


Documentos liberados à 
Folha pelo Arquivo Nacional após 25 anos de sigilo, demonstram que o governo do atual presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), espionou os principais focos de críticas na sociedade civil.
O governo interceptou cartas, infiltrou agentes e produziu listas de nome e endereços dos principais protagonistas da oposição.


Criado após o golpe de 64 e mantido por Sarney (1985-1990), o Serviço Nacional de Informações centralizava as informações na chefia do órgão em Brasília, que tinha status de ministério e ocupava sala ao lado da de Sarney, no Palácio do Planalto.


Os relatórios revelam os principais focos de preocupação do governo: partidos de esquerda, entidades de trabalhadores rurais sem terra, especialmente o MST -largamente o mais visado dentre todos-, religiosos da Teologia da Libertação, sindicatos e setores da mídia.


O SNI recebia e retransmitia relatórios produzidos por inúmeros outros órgãos que formavam a chamada "comunidade de informações" -o arquivo contabilizou pelo menos 248 órgãos que integravam o sistema do SNI.



REUNIÃO DO PT


Em 11 de dezembro de 1988, o SNI acompanhou a "primeira reunião da executiva nacional" do Partido dos Trabalhadores. A reunião era fechada, com cerca de 30 pessoas, dentre as quais Luiz Inácio Lula da Silva e José Dirceu. Todos os líderes do PT tinham fichas no SNI.


Os arapongas escreveram que os petistas atacaram a inflação e os baixos salários e afirmaram que Lula defendeu a antecipação das eleições. Lula teria dito: "O centro da crise é Sarney".


O relatório descreve as disputas dentro do PT e "certo descontentamento" com a gestão da então prefeita paulistana, Luiza Erundina.


Na Polícia Federal, dirigida pelo atual senador Romeu Tuma (PTB-SP), o serviço de espionagem era exercido pelo Centro de Informações.


A PF se valia de sua estrutura nos Estados para investigar os partidos que incomodavam o governo Sarney. Em 24 de junho de 1985, a superintendência de Minas emitiu "ordem de busca" para investigar "a tática do PCB [Partido Comunista Brasileiro] para o movimento sindical". O documento orientava os policiais a "verificar se houve alterações táticas que modifiquem a orientação sindical determinada pelo partido em março de 85".


Em maio de 1988, a unidade da PF no Paraná elaborou um relatório sobre um grupelho chamado PRC (Partido Revolucionário Comunista), formado por Tarso Genro (PT-RS), pelo hoje deputado José Genoino (PT-SP) e pela atual pré-candidata à Presidência pelo PV, Marina Silva, desconsiderada no relatório.


Na campanha de 1989, os arapongas deram destaque aos possíveis apoios que o MST prestaria a candidatos. "O MST vem difundindo a "campanha dos 11 pontos" para os presidenciáveis. Isto é, são propostas do MST para a reforma agrária que devem ser incluídas na plataforma do candidato. Aquele que se dispuser a aceitar integralmente os "11 pontos" terá o apoio do MST, menos Paulo Salim Maluf, Fernando Collor de Mello e Ronaldo Caiado", apontou relatório datado de julho de 1989 -na eleição, o MST apoiou Lula.


Futuro ministro da Justiça no governo Lula, o advogado Márcio Thomaz Bastos foi muito acompanhado pelo SNI até, pelo menos, 17 de agosto de 1988, data do último relatório com referências ao ex-presidente da OAB paulistana. Sua ficha inclui uma acusação de participação num caso de contrabando, nos anos 70. 


Bastos havia defendido um acusado desse tipo de crime. "A ditadura acusava os advogados dos acusados para poder envolver todos num suposto crime. Era uma forma de intimidação", disse.


Bastos conheceu Lula nos anos 70 e, na fase da abertura política, integrou o grupo de advogados que levou a OAB apoiar as Diretas-Já. Naquela época, sabia ser seguido. Ele disse que a OAB-SP até encontrou um gravador no teto da sala da presidência.

AS VÍTIMAS DO DESPREZO ESTATAL


Abaixo, artigo de autoria do Desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão - José Luiz Oliveira - publicado na edição de ontem, dia 31 de maio, no Jornal Pequeno.

“O desprezo do estado  brasileiro para com os presos de Justiça, ter-se-á de convir, é proverbial. As prisões brasileiras, nesse sentido,  são, sim, verdadeiras masmorras, onde o preso é submetido a tratamento degradante e desumano.
A propósito do desprezo estatal para com os presos de justiça, tive a oportunidade de anotar, no voto por mim proferido, em face do mandado de segurança nº 71992010, “que é um equívoco grave, um inqualificável engano supor que algum ente jurídico tenha o direito de tratar de forma desumana a população carcerária, máxime se esse ente for o próprio Estado, que tem o dever, ao reverso, de agir no sentido de dar a todos os seus cidadãos, encarcerados ou não, criminosos ou não, primários ou reincidentes, ricos ou pobres, bonitos ou feios, um tratamento condizendo com a dignidade da pessoa humana”.
Tive a oportunidade de consignar, ademais, forte nas melhores e mais judiciosas reflexões acerca do tema,  “que o princípio da dignidade humana situa o homem como ponto central de todo o ordenamento jurídico e, nesse sentido, do próprio Estado. O homem é o protagonista, quer seja nas suas relações com o Estado, quer seja nas relações privadas, e isto deveria bastar para repelir qualquer tratamento atentatório à sua dignidade por parte de outras pessoas e dos poderes públicos”.
Noutro excerto, enfatizei que “o encarcerado – porque reconhecido como pessoa – submetido aos cuidados do poder estatal, merece receber tratamento digno, muito embora tenha violado as normas de convivência e de harmonia social”.
Mais adiante,  anotei: “É de relevo que diga, nessa senda, que não é o homem que está a serviço do aparelho Estatal; é este que deve servir ao homem para que atinja os ideais de vida e de sua própria realização pessoal, que em última instância é a busca incessante de sua felicidade”.
Em outro fragmento, asseverei: “A pessoa humana, nessa senda, deve ser sempre o valor último, o valor mesmo de uma democracia, que o dimensiona e humaniza, razão pela qual não pode ser alvo do desprezo estatal, ainda que na condição de encarcerado, seja em face de uma decisão provisória, seja em face de uma sentença condenatória com trânsito em julgado”.
E arrematei: “Num Estado Democrático de Direito todos estão submetidos ao império da lei. Com o Poder Executivo, nesse contexto, não pode ser diferente. O Poder Executivo, sobreleva gizar, não tem o direito de espezinhar, afrontar, vilipendiar o direito de ninguém, ainda que esse ‘ninguém’ seja um encarcerado.A garantia de que todos estão submetidos ao império da lei seria inócua, se fosse reconhecido ao Estado o direito de maltratar os presos de justiça”.
Com esses e outros argumentos, votei pela denegação da ordem impetrada, para manter a Portaria nº 01/2010,  do MM da 1ª Vara da Comarca de Bacabal/MA, respondendo pela 2ª Vara da mesma comarca,  através da qual interditou várias delegacias, por entender – como entendo eu – que os presos estavam submetidos a tratamento indigno.
Não fui capaz de, com esses argumentos – e outros, capturados em textos especializados acerca da quaestio – ,  convencer os meus pares, os quais, com argumentos igualmente relevantes, mas em sentido oposto, entenderam devesse ser concedida a segurança. Ficam as colocações, todavia, para quem quiser sobre elas refletir”

domingo, 30 de maio de 2010

CEZAR PELUSO X GILMAR MENDES


Troca de e-mails revela confronto no CNJ
Gilmar Mendes, ex-presidente do STF, e o atual, Cezar Peluso, divergem em tom ríspido sobre gastos do conselho



Peluso atacou Mendes em reunião do CNJ, o que levou o antecessor a enviar mensagem em que rebate as críticas





FERNANDO DE BARROS E SILVA
COLUNISTA DA FOLHA
O atual presidente e seu antecessor no STF (Supremo Tribunal Federal) estão em pé de guerra. Cezar Peluso e Gilmar Mendes trocaram e-mails ríspidos na última sexta-feira, em que explicitam divergências e restrições recíprocas a respeito da condução do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Incomodado com a atuação de seu sucessor, Mendes tomou a iniciativa de escrever a Peluso. Chegou a seu conhecimento que o atual presidente do CNJ o havia criticado em reunião recente, perante os demais 14 conselheiros, pelos gastos do órgão com diárias e passagens destinados ao programa do mutirão carcerário -menina dos olhos de Mendes.



Segundo a Folha apurou, Peluso disse que tinham sido destinados aos juízes auxiliares envolvidos no mutirão cerca de R$ 7 milhões, o que lhe parecia abusivo, inclusive à luz das críticas que o próprio Mendes havia feito aos valores gastos em diárias pelos conselheiros.

sábado, 29 de maio de 2010

O Povo pode mais!!!!




O governador Jackson Lago (PDT) declarou na manhã de ontem que, nas eleições do próximo mês de outubro, o povo do Maranhão, unido, terá a chance de derrotar definitivamente nas urnas a oligarquia Sarney.  “É um dever moral nos unirmos com todos aqueles que querem um Maranhão democrático, melhor e marcado pelo desenvolvimento”, disse o pedetista.

Com um discurso emocionado, que reuniu cerca de 2 mil pessoas no Hotel Rio Poty durante a pré-convenção de quatro partidos (PDT, PSDB, PPS e PTC) que apoiarão sua campanha ao governo do Estado, Jackson manifestou seu apoio à pré-candidatura de José Serra à Presidência da República.

“A presença de todos nós nesta manhã aqui nesta pré-convenção constitui um verdadeiro grito contra o golpe judiciário que se imperpetrou não contra o Jackson Lago, mas contra os homens e mulheres deste estado”, afirmou Lago, sob os aplausos e palavras de ordem de incentivo.

Segundo Jackson Lago, ele foi afastado do poder pelo fato, principalmente, da sua administração estar em pleno avanço. “Eles não queriam que continuássemos construindo escolas,  que permanecêssemos construindo as estradas que fizemos, que implantássemos o sistema de saúde,  se sentiram muitos incomodados quando entregamos o primeiro Socorrão do interior do Estado”, ressaltou.

“Eles conseguiram dar um golpe não no Jackson Lago, mas na maioria do povo maranhense. A lição que nos fica é que não basta somente vencer no Maranhão, e sim no Brasil, derrotar com essa elite dominante que maltrata há várias décadas nosso Estado”, completou.

Todos os discursos proferidos no ato fizeram referência à cassação do pedetista. O ex-ministro do STJ, Edson Vidigal (PSB), fez uma explanação do que foi o golpe e apontou aberrações que engendraram um processo contra o então governador Jackson Lago no TSE com único propósito de cassá-lo. Segundo Vidigal no processo houve subtração de instância, um caso inédito na história da Justiça brasileira.

Vidigal e o deputado federal Roberto Rocha (PSDB), ambos pré-candidatos ao Senado Federal pela coligação das quatro legendas, ressaltaram a importância de fortalecer o projeto nacional de apoio a José Serra no Maranhão. Lideranças de outros partidos também prestigiaram a pré-convenção, como o deputado estadual petista Valdinar Barros.

“Vamos eleger para presidente da República quem não seja objeto, instrumento de dominação das oligarquias brasileiras. Uma pessoa que tenha não apenas competência, conhecimento, mas que tenha dado demonstração de grande conhecimento de gestão no Ministério da Saúde, na prefeitura de São Paulo, no governo de São Paulo, mas que também não vai permitir que os Collor, Renan e Sarney da vida se fortaleçam”, ressaltou Jackson Lago.

Ele defendeu que paralelamente à luta pela vitória na eleição de governador do estado, as oposições devem fortalecer sua representação nas bancadas estadual e federal; e também no Senado Federal. A estratégia é impedir que continue a dependência da administração estadual à vontade do grupo Sarney.

“Fui prefeito três vezes de São Luís e eu nunca consegui um centavo de empréstimo junto às organizações financeiras internacionais por dependerem da aprovação do Senado. Eles ficavam bloqueando. No entanto, sempre trataram o estado apenas como instrumento de enriquecimento das suas empresas e do seu pode político, dos seus grandes meios de comunicação.”, lembrou Jackson Lago.

Entre as críticas ao grupo que se instalou no Palácio dos Leões por conta do que denomina “golpe judicial”, Jackson Lago destacou a suspensão dos convênios com os municípios. Segundo Lago, eles atingiram principalmente a área da saúde, prejudicando grande parcela da população maranhense. Citou o grande Socorrão construído ainda durante o seu curto mandato, no município de Presidente Dutra, como referência do projeto de descentralização das ações do governo.

Jackson Lago apontou as relações promíscuas que o grupo liderado pelo senador José Sarney (PMDB-AP) estabeleceu com as instituições federais ao longo de quase meio século de mando no estado. Conforme ele, o Maranhão é objeto de uso daqueles que há quase meio século se unem “aos poderosos lá em Brasília sem se importar com a linha de pensamento do qual defendem”.

“Eles nos cassaram porque não queriam que continuássemos no governo construindo escola para abrir o conhecimento a centenas de milhares de jovens de nosso estado. Se sentiram incomodados pela perspectiva de como o conhecimento iria levar à libertação”, mensurou o ex-governador do estado. Vamos vencer as eleições para o governo, “assim como vencemos em 2006”, concluiu Jackson Lago.


O Blog faz o registro da figura do vereador ivaldo rodrigues - legislativo municipal de são luís - que está sendo uma figura aguerrida na luta para que Dr. Jackson volte ao Governo do Maranhão

A ficha "Limpa" de Ricardo Murad


A lista de processos a que responde o ex-secretário Saúde e deputado estadual, Ricardo Murad,  na Justiça maranhense é extensa. São 30 processos, sendo a maioria nas Varas da Fazenda Pública.
A mais grave e que tanto incomoda o deputado,  foi movida pelo procurador de Justiça, Raimundo Nonato de Carvalho Filho, por improbidade administrativa.
Murad é acusado de desvio de recursos durante sua gestão na Gerência Metropolitana. As denúncias do Ministério Público se referem a aplicação de verbas na construção e reforma de estações de esgotamento sanitários na capital.
O Tribunal de Justiça acatou a denúncia do MP.
Murad, a bem da verdade, não teve nenhum processo transitado em julgado, mas muitos por menos disso, tiveram as candidaturas cassadas.
Contra a candidatura dele não houve nenhuma ação movida por partidos. Mas agora a coisa é diferente. O caldeirão da política maranhense ferve e ninguém quer deixar espaços para seus adversários.
Abaixo a pequena relação dos processos a que responde Ricardo Murad na Justiça.   
83962009 26/03/2009 4ª VARA FAZENDA PUBLICA SECRETARIA DA 4A VARA DE FAZENDA PUBLICA
56922009 02/03/2009 6ª VARA FAZENDA PUBLICA SECRETARIA DA 6A VARA DE FAZENDA PUBLICA
272762008 20/10/2008 6ª VARA FAZENDA PUBLICA SECRETARIA DA 6A VARA DE FAZENDA PUBLICA
236412008 05/09/2008 4ª VARA FAZENDA PUBLICA SECRETARIA DA 4A VARA DE FAZENDA PUBLICA
315012006 11/12/2006 QUEIXA-CRIME 8ª VARA CRIMINAL SECRETARIA DA 8A VARA CRIMINAL
275412006 31/10/2006 AÇÃO ORDINARIA DE INDENIZACAO 3ª VARA CIVEL SECRETARIA DA 3A VARA CIVEL
180172006 03/08/2006 AÇÃO ORDINARIA DE INDENIZACAO POR DANO 4ª VARA CIVEL SECRETARIA DA 4A VARA CIVEL
153112006 03/07/2006 AÇÃO ORDINARIA DE INDENIZACAO 4ª VARA CIVEL SECRETARIA DA 4A VARA CIVEL
70032006 29/05/2006 AÇÃO CIVIL PUBLICA 5ª VARA FAZENDA PUBLICA SECRETARIA DA 5A VARA DE FAZENDA PUBLICA
70032006 25/04/2006 AÇÃO CIVIL PUBLICA 7ª VARA CIVEL SECRETARIA DA 7A VARA CIVEL
66402006 19/04/2006 QUEIXA-CRIME 6ª VARA CRIMINAL SECRETARIA DA 6A VARA CRIMINAL
66082006 19/04/2006 ACAO DE CONSIGNACAO EM PAGAMENTO 1ª VARA CIVEL SECRETARIA DA 1A VARA CIVEL
59812006 07/04/2006 AÇÃO ORDINARIA DE INDENIZACAO 4ª VARA CIVEL SECRETARIA DA 4A VARA CIVEL
43202006 16/03/2006 AÇÃO ORDINARIA DE INDENIZACAO 4ª VARA CIVEL SECRETARIA DA 4A VARA CIVEL
14882006 01/02/2006 DECLARATORIA 3ª VARA FAZENDA PUBLICA SECRETARIA DA 3A VARA DE FAZENDA PUBLICA
11282006 24/01/2006 AÇÃO CIVIL PUBLICA 5ª VARA FAZENDA PUBLICA SECRETARIA DA 5A VARA DE FAZENDA PUBLICA
8732006 20/01/2006 AÇÃO CIVIL PUBLICA 7ª VARA CIVEL SECRETARIA DA 7A VARA CIVEL
226872005 02/12/2005 EXECUCAO FISCAL 6ª VARA FAZENDA PUBLICA SECRETARIA DA 6A VARA DE FAZENDA PUBLICA
160582005 28/10/2005 AÇÃO ORDINARIA DE INDENIZACAO POR DANO 3ª VARA CIVEL SECRETARIA DA 3A VARA CIVEL
160582005 29/08/2005 AÇÃO ORDINARIA DE INDENIZACAO POR DANO 4ª VARA CIVEL SECRETARIA DA 4A VARA CIVEL
56302005 30/03/2005 DENUNCIA 8ª VARA CRIMINAL SECRETARIA DA 8A VARA CRIMINAL
162602002 24/05/2004 EMBARGOS A EXECUCAO 6ª VARA FAZENDA PUBLICA SECRETARIA DA 6A VARA DE FAZENDA PUBLICA
162602002 21/05/2004 EMBARGOS A EXECUCAO NAO INFORMADO NÃO INFORMADO
15852004 30/01/2004 AÇÃO POPULAR 1ª VARA FAZENDA PUBLICA SECRETARIA DA 1A VARA DE FAZENDA PUBLICA
192262002 11/11/2002 CARTA PRECATORIA VARA DE CARTAS PRECATORIAS CÍVEIS E CRIMINAIS SECRETARIA DA VARA DE CARTAS PRECATORIAS CÍVEIS E CRIMINAIS
162602002 25/09/2002 EMBARGOS A EXECUCAO 1ª VARA FAZENDA PUBLICA SECRETARIA DA 1A VARA DE FAZENDA PUBLICA
293161995 06/06/2002 BUSCA E APREENSAO 1ª VARA FAZENDA PUBLICA SECRETARIA DA 1A VARA DE FAZENDA PUBLICA
293161995 21/11/1995 BUSCA E APREENSAO 2ª VARA CIVEL SECRETARIA DA 2A VARA CIVEL
293161995 19/10/1995 BUSCA E APREENSAO 6ª VARA CIVEL SECRETARIA DA 6A VARA CIVEL
299311995 01/09/1995 AÇÃO ORDINARIA DE INDENIZACAO POR DANO 1ª VARA CIVEL SECRETARIA DA 1A VARA CIVEL
293161995 21/08/1995 BUSCA E APREENSAO 2ª VARA CIVEL SECRETARIA DA 2A VARA CIVEL
0322252009 29/10/2009 QUEIXA-CRIME
0322262009 29/10/2009 QUEIXA-CRIME
0073492010 09/03/2010 AGRAVO REGIMENTAL
0087532010 19/03/2010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
0167342010 20/05/2010 RECURSO ESPECIAL CRIMINAL
Esse Ricardo......

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Um caso exemplar em que a Justiça não falhou





Sob o título "Amor Incondicional" (*), a revista eletrônica "Via Legal", do Conselho da Justiça Federal, trata do caso do engenheiro mecânico Adolfo Celso Guidi, de Curitiba (PR), que descobriu há doze anos que seu filho, Vitor, tinha uma doença incurável e degenerativa. A revelação mudou a sua vida. Para salvar o filho, ele perdeu o emprego e endividou-se.

O engenheiro não imaginava que, anos depois, viveria uma situação surpreendente na Justiça.

"É uma questão de decisão. Eu decidi lutar pela vida dele", diz Adolfo a Analice Bolzan, apresentadora do "Via Legal".

Adolfo passou a estudar a doença do filho na biblioteca da Faculdade de Medicina e na internet. Fez pesquisas e contatos por correspondência com especialistas em vários países. Há nove anos, Vitor toma enzimas descobertas pelo pai obstinado.

A dedicação ao filho interrompeu a vida profissional do engenheiro. "Não sobrou para pagar a prestação da casa", diz. O imóvel foi a leilão.

Para não perder o bem, Adolfo entrou com uma ação na Justiça Federal. Nas audiências, contou a história de Vitor e por que deixara de pagar as prestações.

"Quando tudo caminhava para a desocupação do imóvel, a Justiça encontrou uma saída inédita", diz a narradora.
"Expedir um mandado de desocupação, sabendo de toda a história, seria muito penoso, muito difícil", diz Anne Karina Costa, juíza federal. "Então, surgiu a ideia de utilizar os valores das prestações pecuniárias da Vara Criminal para quitar o financiamento" [Prestações pecuniárias são as penas pagas em dinheiro pelos condenados da Justiça].
Sensibilizada com a história de Adolfo, a juíza enviou ofício para a Vara Criminal de Curitiba, solicitando a possibilidade de utilizar os recursos do órgão, diante da excepcionalidade do caso.

Em ação conjunta que envolveu juízes federais, Ministério Público Federal, conciliadores e procuradores da CEF, houve a quitação da dívida de cerca de R$ 48,5 mil.
Maria Teresa Maffia, conciliadora da Caixa Econômica Federal, participou das audiências de conciliação para reaver as 120 prestações vencidas. Houve retirada dos juros moratórios. "Foi a melhor experiência que eu tive até hoje", diz ela. O advogado que atuou no caso abriu mão dos honorários.

"Hoje, Vítor é o único no mundo a superar 12 anos de vida com a doença", diz Analice Bolzan.
Como Adolfo mantém uma pequena oficina mecânica em casa, a perda do imóvel representaria também a perda de sua fonte de renda.

(*)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Zé Reinaldo e Flávio Dino dizem que a oposição, unida, irá derrotar Roseana



PT, PCdoB e PSB anunciam chapa majoritária para as próximas eleições
POR MANOEL SANTOS NETO

O ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) e o deputado federal Flávio Dino (PCdoB) concederam entrevista coletiva à imprensa, ontem à tarde, ocasião em que analisaram o cenário político e eleitoral do Maranhão e demonstraram que as forças de oposição têm todas as condições de impor uma nova derrota ao grupo Sarney, nas próximas eleições. Para os oposicionistas, a desesperada tentativa de uma aliança com o PT é uma evidência de que a governadora Roseana está fragilizada e deverá perder a próxima eleição.
Flávio Dino e Zé Reinaldo concederam a entrevista ao lado de Terezinha Fernandes, pré-candidata a vice-governadora, e Bira do Pindaré, que juntamente com Zé Reinaldo será candidato a senador. Será esta a chapa majoritária que o PT, o PCdoB e PSB juntos disputarão as eleições de 2010.
O vice-presidente do PT/MA, Augusto Lobato, membros da coordenação da campanha e outros dirigentes da direção do Partido dos Trabalhadores anunciaram à imprensa como será feita a coligação dos três partidos - PT, PSB e PCdoB - para eleições de 2010. A entrevista foi concedida na sede do PT, na Rua do Ribeirão.
Augusto Lobato explicou que a entrevista foi convocada para apresentar a chapa escolhida pelos três partidos, que se coligaram para disputar as eleições deste ano. Os nomes foram escolhidos durante o Encontro Estadual do PT, realizado na sexta-feira (21) e no sábado (22), na sede do Sindicato dos Bancários, em São Luís.
No encontro, foram escolhidos os nomes para a disputa de senador, vice-governador, deputado federal e estadual. O grupo tem como candidatos a senador José Reinaldo (PSB) e Bira do Pindaré (PT). Terezinha Fernandes, por sua vez, foi o nome escolhido para o cargo de vice-governadora. A chapa terá o deputado federal Flávio Dino (PCdoB) como candidato a governador.
Renovação da política maranhense – O deputado Flávio Dino destacou na entrevista que o seu partido, o PCdoB, em reunião ocorrida no último final de semana, em São Paulo, reafirmou a sua candidatura e que iria cobrar o apoio do PT no Maranhão. “Em 26 estados estamos apoiando o PT, e esperamos que ele nos apoie no Maranhão”, frisou.
Flávio Dino observou que a aliança proposta para 2010 é a mesma de 1989, na primeira candidatura de Lula a presidente da República, quando se formou a Frente Brasil Popular e a mesma de 2006, quando Sarney já era aliado de Lula, e Roseana saiu candidata a governadora do Maranhão sem o apoio do PT.
“Por que só isso agora? Somos aliados históricos e comprometidos com a mudança no nosso estado, onde o povo amarga a miséria e o abandono”, afirmou Flávio Dino, rechaçando as pressões para que o PT/MA apoie a candidatura de Roseana Sarney. O ex-governador José Reinaldo foi enfático ao dizer que a direção nacional do PSB está fechada com a candidatura de Flávio Dino e recomenda que o PT também apoie o pré-candidato comunista.
Em seu discurso, Bira do Pindaré, falando na condição de secretário de Organização do PT/MA, e de pré-candidato ao Senado, disse que não acredita numa eventual intervenção da direção nacional petista no Maranhão: “Não há razão de ser, pois ela só poderá acontecer se houver um processo disciplinar que o justifique, o que não é o caso do Maranhão. Nós não infringimos nenhuma norma partidária nem ferimos as diretrizes do Congresso do partido. Não acreditamos que o comando do PT vá levar essa mácula para a campanha de Dilma Russeff”, observou.
Sobre a determinação do presidente Lula em apoiar a aliança com a família Sarney noMaranhão, Bira do Pindaré foi lacônico: “No nosso estatuto a base é soberana e não há previsão de caciques políticos”, alfinetou. A candidata a vice-governadora, Terezinha Fernandes, ressaltou que eles não estão confrontando a direção nacional do PT, mas cumprindo o que a ampla maioria decidiu.
“Estamos cumprindo o que é melhor para a democracia interna do PT e o melhor para o povo do Maranhão, que não suporta mais conviver com o atraso. O Brasil inteiro se desenvolve e o nosso estado continua com os piores índices sociais do País”, salientou Terezinha Fernandes.

Vieira Lima pode ser vice de Jackson Lago



Por Mario Carvalho
Vereador Ivaldo Rodrigues defende o nome de Vieira Lima

O líder do PPS na Câmara Municipal de São Luís, vereador Vieira Lima (foto), foi anunciado hoje como um dos fortes nomes que pode vir a compor chapa com o governador cassado Jackson Lago (PDT), na disputa ao Governo do Estado, nas eleições de outubro deste ano.
O nome do parlamentar foi citado pelo vereador Ivaldo Rodrigues (PDT), que afirma ser o colega Vieira Lima um homem de fibra e que bem representaria uma composição de chapa, com densidade eleitoral em São Luís.
Apesar disso, há uma disponibilidade do PDT vir a fechar acordo com um nome representante da região tocantina, o que ainda está sendo avaliado. No entanto, o vereador Ivaldo Rodrigues destacou que o PPS é um partido que tem representatividade para fechar questão em torno da figura do vereador Vieira Lima.
“Entendo que Vieira [Lima] aglutina uma série de iniciativas por parte do PPS e eu, particularmente, acho ele extraordinário. É um vereador atuante da cidade de São Luís, tem ao seu lado a Igreja Evangélica que aglutina forças. Portanto, é um dos grandes nomes que temos a oferecer ao governador Jackson Lago na disputa ao Governo do Maranhão”, declarou Ivaldo Rodrigues (foto).
Para o vereador Vieira Lima, a indicação em torno de seu nome é bastante positiva, mas quem deve confirmar isso é o próprio PDT em comum acordo com o PPS. “A fala do nobre vereador Ivaldo Rodrigues apenas reitera uma decisão do nosso partido de apoiar a candidatura do governador Jasckson Lago, tendo aberto mão de sair com uma candidatura própria, na pessoa do vereador Altemar Lima. Apesar disso, a iniciativa do colega Ivaldo Rodrigues, que é do PDT, nos surpreendeu bastante”, declarou.