sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2011: A primavera dos povos

Não podemos negar que este ano, foi o ano de  uma novaPrimavera dos povos. A população foi às ruas pelo mundo. Protestos e mais protestos.

Ao longo do ano, foi como se as pessoas em diversos países tivessem redescoberto a importância do protesto nas ruas.

No Egito, na Praça Tahrir, centro do Cairo. Na Líbia, no começo em Bengazi até a vitoria final em Tripoli. No Iêmen, em que um acordo deve trazer mudanças. Em Atenas, jovens e idosos protestavam contra o governo e as duríssimas medidas que traziam mais impostos e desemprego. Em Santiago, eram os estudantes que queriam mudanças. Londres e em Manchester, a revolta tinha uma raiz de protesto que desembocou em uma baderna de saques. Nos Estados Unidos o movimento “Occupy Wall Street” encheu praças de varias cidades; Até Moscou, os russos ousaram questionar eleições fraudadas em grande parte pelo até então todo poderoso Vladimir Putin e seu partido. Na Síria, onde a brutal repressão já matou milhares, mas não derrota os que querem o fim da ditadura de Bashar al-Assad.

Assim foi 2011. As imagens na televisão, as redes sociais, iam se alimentando umas das outras e despertaram um cidadão até então apático. O resultado foi que governos começaram a prestar contas.

Até aqui no Maranhão, na greve dos policiais militares se ensaiou uma "primavera". Também na Ásia, uma ditadura feroz começa a se abrir, algo que ninguém esperava.

Depois de quase nove anos de guerra, de tantas mortes, tanto prejuízo financeiro e moral, as tropas americanas finalmente deixam o Iraque.

O fim da linha também chegou para Hosni Mubarak, do Egito; Muammar Kadhafi, da Líbia; King Jong-un, da Coreia do Norte e Silvio Berlusconi, da Itália.

Tanta coisa aconteceu que a morte de Osama Bin Laden, líder da Al Quaeda, passou desapercebido. 

2011, inconstetavelmente foi o ano da nova primavera dos povos. 

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