terça-feira, 6 de março de 2012

O amanhã

O mundo por estas bandas anda meio assim, em carências de afetividades e de bom humor, entretido com outras e outras preocupações, um tanto desligado das coisas do amor.

As nossas vontades humanas não estão conseguindo segurar essa pauta em que a esperança tenha de ficar ainda por mais tempo em concentração de esperas.

Como tudo na vida, as coisas se fazem com começo, meio e fim. As coisas boas têm fim, as coisas ruins têm fim. A vida, enfim, com tudo de bom e de ruim, tem fim. Só o amor, porque vem antes da vida e transcende à vida, não acaba, não pode ter fim.

O amor é rico na fé, generoso na dificuldade, corajoso na esperança. É perseverante, seguro e determinado.

O amor consciente não recua. O amor abrasado não está para brincadeira, queima mesmo. O amor plural se concilia em cada diversidade.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso. O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta e espera o amanhã.

O amanhã só conhece um calendário, o da esperança. Está sempre por vir. Ver o dia amanhecendo, se espraiando em luzes, inventando cores, enseja festejos.

Para quem sabe o valor de um único dia, a irreversibilidade de cada um dos seus minutos, as punhaladas dos ponteiros dos relógios a cada hora, um dia apenas, amiga, amigo, até que pode render o bastante.

Em um dia apenas é possível acender ternuras que andam esmorecidas, afirmar com um poema a certeza do amor, despertar com uma canção a alegria nos tristes, revigorar com uma prece a força da fé.

Parece que na chegada do amanhecer, alguém quer deixar cair a esperança pregada na bandeira que carregava.

Ainda há tempo hoje para se começar o amanhã neste instante.

Vamos viver o amanhã?!

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